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Antes tarde do que nunca: 16 franquias que ficaram mais de 10 anos sem um novo filme

Antes tarde do que nunca: 16 franquias que ficaram mais de 10 anos sem um novo filme

Hoje em dia, é comum que um filme de sucesso ganhe logo uma continuação e, assim, surja uma nova franquia. Algumas sagas chegam a ganhar uma produção nova por ano.

No entanto, isso não é uma regra: tanto que, em algumas franquias, o intervalo entre os filmes chega a 39 anos.

Top Gun: Ases Indomáveis, por exemplo, terá uma continuação no ano que vem, 34 anos depois de seu lançamento.

Por conta disso, o Bode na Sala decidiu listar alguns exemplos dessas demoradas sequências — e, na maioria das vezes, a espera valeu a pena.

Confira:

  • Doutor Sono (2019), por Paola Rebelo

Quando Stephen King escreveu O Iluminado, em 1977, provavelmente não sabia que esse se tornaria uma das obras mais conceituadas de sua carreira como escritor. Tampouco sabia que chamaria a atenção de um dos mais prestigiados diretores de seu tempo. Apesar de King sempre ter demonstrado explicitamente sua aversão ao filme de seu livro, a adaptação de Stanley Kubrick trouxe uma popularidade para a história que perdurou por décadas. Em 2013, 36 anos após o primeiro livro, King lançava Doutor Sono, cuja adaptação chegou aos cinemas em 2019, 39 anos desde o primeiro filme. No novo longa, acompanhamos a vida adulta do menino sobrevivente de O Iluminado, Dan Torrance. Após sobreviver a uma tentativa de assassinato por seu próprio pai, Dan, agora um enfermeiro, tenta superar o alcoolismo, quando conhece uma menina iluminada como ele. No entanto, assim como o Hotel Overlook queria consumi-lo por causa de seus poderes, um estranho clã nômade quer a pequena Abra pelos mesmos motivos.


  • Zumbilândia: Atire Duas Vezes (2019), por Carlos Redel

Zumbilândia foi lançado em 2009 e, certamente, entrou na lista das melhores comédias dos anos 2000. A produção estrelada Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin conseguiu, ao mesmo tempo, ser hilária e ainda contar com ótimos elementos de terror. Um excelente filme de zumbi e uma comédia competentíssima. Aquele universo apresentado no primeiro longa tinha muito potencial e os fãs, logicamente, pediam por uma sequência. E ela veio. Zumbilândia: Atire Duas Vezes chegou 10 anos depois da produção original — e trazendo todo o elenco principal de volta (até mesmo Emma Stone, agora, oscarizada). O segundo longa é quase tão bom quanto o seu antecessor, abraçando o absurdo e investindo ainda mais na comédia. Apesar da qualidade, a produção não conseguiu o mesmo sucesso do original, tendo mais orçamento, mas menos bilheteria. Uma pena.


  • Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999), por Carlos Redel

A franquia Guerra nas Estrelas se iniciou em 1977, contando a história de Luke Skywalker e apresentando ao mundo a saga dos Jedi na luta contra o Império. E Star Wars fez tanto sucesso que ganhou duas sequências, em 1980 e 1983, formando uma trilogia incrível. A saga criada pro George Lucas se tornou uma das mais aclamadas e populares da história do cinema. Então, era natural que mais continuações viessem logo, certo? Errado! Um novo Star Wars, que, na verdade, é um prequel, A Ameaça Fantasma, foi lançado somente 16 anos depois de O Retorno de Jedi, em 1999. A espera acabou não valendo tanto a pena, uma fez que o Episódio I não agradou muito os fãs da franquia e ainda apresentou um dos personagens mais odiados da saga: Jar Jar Binks. A saga ainda teve outro grande hiato, entre A Vingança dos Sith, de 2005, e O Despertar da Força, de 2015 — no entanto, esta espera foi de ‘apenas’ 10 anos.


  • Procurando Dory (2016), por João Vitor Hudson

Treze anos depois do incrível sucesso de Procurando Nemo, a Disney e a Pixar lançaram uma continuação. Mas como continuar a contar as aventuras de Marlin, Dory e Nemo? A opção escolhida foi sumir a peixinha azul que fala baleiês e colocar os peixes-palhaço para procurá-la. O filme fez algo que muita gente tinha curiosidade em saber, focou no passado de Dory (brilhantemente dublada por Ellen DeGeneres no original) e em sua história com os pais. O sucesso foi igual: personagens que caíram no gosto do público, muita emoção e cerca de US$ 1 bilhão em bilheteria, tornando-se a segunda maior já registrada para um filme de animação (perde apenas para Frozen, também da Disney) e a terceira maior daquele ano dominado pela casa do Mickey.


  • Toy Story 3 (2010), por Carlos Redel

Depois de um excelente e inovador primeiro filme, em 1995, a Pixar decidiu fazer uma continuação de Toy Story, afinal, aqueles brinquedos tinham potencial para um “mundo de aventuras”. Então, em 1999, saiu Toy Story 2 que, mesmo sendo ótimo, ficou abaixo do longa original. No entanto, com o sucesso da franquia, a Pixar resolveu fazer uma nova continuação, mas, dessa vez, o intervalo de tempo foi muito maior: 11 anos. Assim, as crianças que cresceram com Toy Story 1 e 2 já eram adultos na terceira parte da história dos brinquedos do Andy. E isso mudou alguma coisa? Nada! Todos foram ao cinema se emocionar com o longa, fazendo dele um grande sucesso, com mais de US$ 1 bilhão em bilheteria e infinitas críticas positivas. E, com esse sucesso incrível, veio Toy Story 4, mas, dessa vez, com intervalo de “apenas” nove anos.


  • Os Incríveis 2 (2018), por Diego Francisco

Olha ela aí de novo! A Pixar desenvolveu a fama de ter sequências tardias para os seus maiores sucessos. O que mais surpreende nos 14 anos que separam Os Incríveis 2 de seu antecessor, é que o primeiro filme acabou com um gancho. A animação de 2004 foi um grande sucesso de crítica e público ao estrear em um momento onde filmes de super-herói estavam começando a apresentar uma qualidade muito superior a década anterior e ser um negócio rentável. Ao trazer drama familiar e elementos de espionagem, Os Incríveis é o melhor que a Pixar teve a oferecer ao subgênero.


  • Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015), por João Vitor Hudson

Chris Pratt e Bryce Dallas Howard estrelam a aventura com a Ilha Nublar como cenário. Esta continuação da franquia saiu 14 anos após o filme anterior, Jurassic Park III, que teve um desempenho um pouco fraco em relação aos dois primeiros. No novo longa da franquia jurássica, o Jurassic World é um parque de sucesso que atrai incríveis 10 milhões de visitantes anualmente, e as principais atrações, lógico, são os dinossauros. Na tentativa de ganhar mais público, cientistas do lugar procuram criar uma nova espécie, mas como era de se esperar, dá tudo errado. Jurassic World é o filme de maior bilheteria da franquia, tendo arrecadado mundialmente US$ 1,67 bilhão e garantindo uma continuação, Jurassic World: Reino Ameaçado, que chegou em 2018 nos cinemas.


  • Mad Max: Estrada da Fúria (2015), por João Vitor Hudson

Considerado por muitos como uma “sequência espiritual” dos outros filmes da franquia, Mad Max: Estrada da Fúria fez algo que poucos longas de pura ação conseguiram: aclamação universal. A história segue Max Rockatansky, onde Tom Hardy assume o papel imortalizado por Mel Gibson, juntando-se a um grupo de rebeldes liderado pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que dirige uma máquina de guerra contra a tirania de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que comanda uma cidade sob mãos de ferro e chama a si mesmo de deus daquele lugar. O filme de George Miller chega 30 anos depois de Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, e não é só um mero longa de ação; é uma história que busca tratar de temas importantes como fanatismo religioso e escassez de água em uma sociedade que coloca a mulher como mero objeto reprodutor. Estrada da Fúria venceu 6 Oscars e conseguiu a maior bilheteria da franquia: US$ 378 milhões ao redor do mundo.


  • Blade Runner 2049 (2017) por Diego Francisco

Um fracasso de bilheteria quando originalmente lançado, não demorou para Blade Runner receber o status de cult e ser considerado uma das mais influentes ficções cientificas, com seu DNA sendo incorporado em muitos filmes de sucesso do gênero. Ridley Scott recentemente voltou a trabalhar nos filmes da franquia Alien e, como o resultado não foi satisfatório, foi um alívio saber que a direção ficou nas mãos do talentoso Denis Villeneuve. Com o retorno de Harrison Ford como Deckard, 30 anos se passaram na trama e Blade Runner 2049 passa o protagonismo para K (Ryan Gosling), e não perde uma de suas principais características, o visual marcante. Assim como o original, lançado 35 anos antes, 2049 também recebeu grande aprovação da crítica especializada, mas não foi um sucesso comercial, falhando ao retornar os US$ 150 milhões investidos.


  • T2 Trainspotting (2016), por Diego Francisco

Adaptação do livro homônimo de Irvine Welsh e segundo filme comandado por Danny Boyle, Trainspotting fez sucesso com aqueles que se identificaram com os protagonistas que viviam em uma área depressiva e sem esperança, e usavam heroína como um refúgio para seus problemas. Vinte anos depois, Boyle volta para a cadeira de diretor e T2 Trainspotting é uma sequência quase tão boa quanto o original. Com um clima bem mais leve, uma vez que a heroína não é muito presente na narrativa, os quatro amigos deixam as desavenças de lado ao ver que, mesmo após duas décadas, pouco mudou em suas vidas e se preparam para um último trabalho.


  • Débi & Lóide 2 (2014), por João Vitor Hudson

Um clássico da comédia dos anos 1990, Débi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros foi estrelado por um Jim Carrey em ascensão e por um pouco conhecido Jeff Daniels. Vinte anos depois, a dupla retornou para reprisar os papéis dos dois amigos pouco inteligentes que viajam o país em uma grande aventura. A história de Débi & Lóide 2 começa com Harry buscando Lloyd em um asilo para que o ajude a encontrar sua suposta filha perdida que teve com Fraida Fletcher (Kathleen Turner). A sequência pouco original está mais preocupada com a nostalgia do filme anterior do que realmente criar uma boa história, trazendo personagens conhecidos, como o Billy do 4C, o garoto cego do periquito morto. O resultado ficou bem abaixo do primeiro filme, tendo arrecadado US$ 169 milhões em bilheteria ao redor do mundo.


  • O Poderoso Chefão: Parte III (1990), por João Vitor Hudson

O ano de 1990 foi muito importante para os entusiastas dos filmes de máfia, com dois clássicos sendo lançados: Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese, e a parcela final da trilogia O Poderoso Chefão, que chegou 16 anos depois da obra-prima que foi o segundo longa. No último filme dos Corleones, Michael (Al Pacino) busca legitimar os negócios da família, enquanto se aproxima de Vincent Mancini (Andy Garcia), filho ilegítimo de seu irmão Sonny. A trama do terceiro filme tem o envolvimento até do Vaticano, o que gera uma incrível cena onde Michael se arrepende de ter mandado matar seu irmão Fredo (evento do segundo filme), e ainda traz Sofia Coppola no papel de sua filha Mary. Apesar de não ter a excelência dos longas anteriores, O Poderoso Chefão: Parte III ainda é um filme digno e encerra de maneira mais que satisfatória aquela que é considerada por muitos a melhor trilogia do cinema.


  • Tron: O Legado (2010), por Diego Francisco

Tron: Uma Odisseia Eletrônica foi revolucionário, pois foi o primeiro filme a usar pesadamente ambientes criados 100% em computação gráfica. Na época, muitos taxaram o filme como satânico ou anti-natural, e ele acabou esnobado do Oscar pela Academia, que considerou o uso de computadores como trapaça. Vinte e oito anos depois, a Disney lançou a sequência Tron: O Legado, que, apesar de não ser tão importante ou ter um visual tão revolucionário quanto o seu predecessor, ainda é uma ficção científica divertida, mas esquecível. Os efeitos visuais são competentes. O rejuvenescimento utilizado no Jeff Bridges foi assustador no lançamento, mas hoje já se tornou uma prática comum.


  • O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003), por Carlos Redel

James Cameron, em 1984, criou O Exterminador do Futuro, uma interessante ficção científica em que um robô matador (Arnold Schwarzenegger) viajava do futuro para o passado para impedir que John Connor, líder da revolução contra as máquinas, nascesse. Sete anos depois, no entanto, o cineasta entrega a continuação, O Exterminador do Futuro: O Julgamento Final, que é uma obra-prima do gênero, sendo impecável em todos os sentidos. O filme, que foi um sucesso absoluto, tinha abertura para uma continuação? Até que sim. Precisava? Bem, aí é outra história. O Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas chegou aos cinemas em 2003, 12 anos depois do segundo episódio, mas, dessa vez, sem o envolvimento de Cameron. E isso foi perceptível. O longa, apesar de não ser de todo ruim, está muito (muito mesmo) distante de seus antecessores. Uma pena. Mas a franquia não acabou por aí. Outros capítulos chegaram às telonas em 2009, em 2015 e em 2019, mas todas fracos e que não fizeram jus aos dois primeiros.


  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008), por João Vitor Hudson

Harrison Ford tirou o chicote da parede depois de 19 anos do terceiro longa da franquia, Indiana Jones e a Última Cruzada. Na nova aventura do arqueólogo mais famoso do mundo (novamente dirigida por Steven Spielberg), ele precisa enfrentar um grupo de soviéticos, nos anos 1950, que estão atrás de um misterioso artefato em terras peruanas: a Caveira de Cristal. Com a presença de Cate Blanchett como a grande vilã do filme e a chegada de Shia LaBeouf interpretando o filho perdido de Indy, O Reino da Caveira de Cristal conseguiu boa aceitação da crítica, mas o público ficou dividido com o fato de ter elementos de ficção científica no filme. No entanto, é o longa que conseguiu a maior bilheteria da franquia, cerca de US$ 786 milhões ao redor do mundo.


  • Rocky Balboa (2006), por Carlos Redel

Em 1976, a história de Rocky Balboa, um boxeador amador que queria ter uma chance de provar o seu valor, conquistou o mundo (além do Oscar de Melhor Filme). Apesar do desfecho do longa ter sido perfeito, as continuações vieram (afinal, é assim que acontece com sucessos, né?). Assim, Sylvester Stallone deu vida ao Garanhão Italiano mais quatro vezes, depois de sua estreia. Mas, em Rocky V, de 1990, percebemos que a franquia já não tinha mais bons frutos e o longa foi muito criticado, além de ter sido um fracasso de público. Mesmo assim, com o passar dos anos, Stallone foi entendendo que o seu personagem tinha mais o que mostrar para o público e, 16 anos depois, em 2006, Rocky Balboa chegou aos cinemas, entregando tudo aquilo que os fãs do boxeador poderiam querer. Além disso, o personagem voltou às telonas em 2015, no excelente spin-off Creed: Nascido para Lutar e na sua sequência, de 2019.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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