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Death Stranding é um marco, para o bem e para o mal

Death Stranding é um marco, para o bem e para o mal

Na semana passada, tivemos o lançamento do aguardadíssimo novo game de Hideo Kojima. Apesar de parecer um jogo de longuíssima espera, é bom lembrar que durante todo imbróglio envolvendo Kojima e a Konami entre 2017 e 2018, o diretor já estava trabalhando em sua nova obra-prima.

Pois bem, cá chegamos aos dias atuais, e nos deparamos com um jogo que vai muito além do óbvio e, é claro, estimula as mais diversas interpretações. É de se admirar que mesmo quem tem jogado praticamente diariamente o game desde o lançamento, sempre tenha opiniões diferentes sobre alguns aspectos da trama.

Contudo, tanto para o bem quanto para o mal, a obra de Kojima retoma um ponto que a franquia Metal Gear fomentou e poliu: a proximidade com o cinema. O diretor sempre deixou suas intenções cristalinas na história de Solid Snake, porém, com Death Stranding a coisa chega em outro patamar. Deve ser por conta disso, que o mais recente game ‘rachou’ público e crítica.

Kojima conseguiu aproximar ainda mais o jogador da arte cinematográfica, mas, ainda assim, sofrerá com o constante dogma de ‘jogo de cutscene‘ por uma parcela do público e da mídia especializada. E é justamente essa parcela em geral que não consegue compreender do que se trata esse novo game, mas aceita, por exemplo, Black Mirror: Bandersnatch como uma obra normal em tempos de serviços streaming. ‘Decidir as tomadas de decisão do protagonista em um filme é legal, mas quando aplicamos essa proposta em um game a coisa não funciona’, qual a explicação para uma justificativa como essa?

P.T., por exemplo, já tinha dado uma amostra do que iríamos encontrar em Death Stranding, mas, ainda assim, o público foi muito mais pelo lado do survival horror, do que pela questão do ‘walking simulator’ proporcionado pela trama.

Chega a ser irônico que reclamamos e ao mesmo tempo aclamamos Hideo Kojima por não deixar pontas soltas com suas longas cutscenes durante toda franquia Metal Gear. Quem liga para DLCs e versões ‘definitivas’, não é mesmo?!

A verdade, ao fim, parece ser só uma: não merecemos as obras de Hideo Kojima, pois ainda não sabemos ao certo o que esperar dele. Queremos games com produção de filmes, mas sem que haja influência mútua. É possível? Só as vendas de Death Stranding poderão responder!


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