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Especial | 14 mortes impactantes no cinema

Especial | 14 mortes impactantes no cinema

Em 2 de novembro, celebra-se o Dia dos Finados. E, por conta da data, o Bode na Sala decidiu trazer as 14 mortes no cinema que mais impactaram os membros do site. E elas vão desde filmes de super-heróis, passando por Star Wars, Pixar e chegando em um monte de cachorros…

Então, se liga aí na lista e diga quais foram as mortes na sétima arte que mais impactaram você!

Wolverine – Logan (2017), por Diego Francisco

Todo final de jornada é triste, ainda mais com a morte de um personagem que acompanhamos durante tanto tempo. Depois de 17 anos e nove filmes acompanhando Hugh Jackman com as garras de adamantium, aparecendo em todos os longas da franquia até então, foi emocionante assistir a sua última aparição como o personagem. Logan foi perfeito. Um brutal e sensível adeus a um dos maiores personagens de HQs de todos os tempos. Depois de passar por tantos perrengues, tantas lutas e tantas mortes, Logan pôde, finalmente, descansar e encontrar o amor de sua vida.


Fantine – Os Miseráveis (2012), por Paola Rebelo

O filme baseado na obra homônima de Victor Hugo, em uma época de miséria décadas após a Revolução Francesa, é um que requer lencinhos para ser assistido. Como o nome já sugere, não há um personagem que escape do sofrimento, mas Fantine sem dúvida é uma das mais azaradas do elenco. Interpretada brilhantemente por Anne Hathaway no longa-metragem musical, ela se apaixona por um homem que a engravida e em seguida a abandona à própria sorte. A história não é nova (ainda mais vivendo no país em que mais de cinco milhões de crianças não possuem o nome do pai no registro de nascimento), mas é agravada pelo fato de que estamos falando da França no século XIX. Sem dinheiro para sustentar sua filha, Cosette, Fantine deixa a menina aos cuidados de um casal de estalajeiros, sem jamais tomar conhecimento dos maus tratos que ela sofreria no futuro. Fantine consegue emprego em uma fábrica para pagar pelas despesas da filha, mas quando descobrem que é mãe solteira, ela é demitida e não consegue outro emprego. Assim, ela se vê obrigada a se prostituir, vender seus cabelos, seus dentes e sua dignidade. Suas condições de vida fazem com que ela acabe contraindo tuberculose, e falece sem conseguir ver a filha outra vez. A história por si só é bastante triste, mas o que faz ser uma morte memorável para o cinema é o fato de que as músicas compostas para a personagem estão entre as melhores do filme. “I Dream a Dream” é uma composição poderosa e com uma letra que resume a espiral de decadência de Fantine, e a cena foi filmada inteiramente focando no rosto da atriz. A atuação de Anne Hathaway foi visceral e desconfortável para o espectador, e a fez conquistar merecidamente a estatueta do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante daquele ano.


Hachi – Sempre ao Seu Lado (2009), por Paola Rebelo

Poucas experiências cinematográficas são mais desagradáveis de assistir do que um cachorro que morre em um filme. No caso de Hachi (ou Hachiko), a morte do cão protagonista do filme é ainda mais triste por se tratar de uma história real, que aconteceu no Japão. Um professor universitário (interpretado por Richard Gere) adota um filhote e cria um vínculo de amizade forte com o animal. Hachi, como foi nomeado, acompanha seu dono todos os dias até a estação de trem, e o espera voltar do trabalho. Um dia, o professor tem um derrame durante uma aula e vem à óbito. Hachi, na esperança de reaver o dono, continua a esperar por seu retorno na estação de trem até o fim de sua vida, e resiste a todas as tentativas de tirá-lo de lá. Na vida real, o cachorro esperou por seu dono por quase uma década, e seus restos mortais foram enterrados ao lado da sepultura do professor. Na estação de trem de Shibuya há um cartaz com um poema entitulado “Linhas para um Cão Leal” e, em 2015 ,fizeram uma estátua de Hachi e seu dono reunidos.


Ellie – Up: Altas Aventuras (2009), por Luna Rocha

Talvez essa possa ser considerada uma das sequências de cenas mais lindas e poéticas que uma animação infantil já produziu, apesar de também muito triste. Up: Altas Aventuras já começa o enredo nos apresentando Carl e Ellie (um casal que foi se formando a partir da infância) e o desenrolar do cotidiano que criam juntos, desde a descoberta do amor até a construção de sonhos compartilhados, como solução para complicações que acabam surgindo no decorrer do tempo. Quando você já está completamente apaixonado pelos personagens, em apenas 10 minutos de filme, Ellie acaba tendo um problema de saúde e vem a falecer, cortando não apenas o coração de Carl, como o de qualquer espectador que já nutria sentimentos pelos dois.


Padmé Amidala – Star Wars: A Vingança dos Sith (2005), por Luna Rocha

É a partir do desenvolvimento da vilania de Anakin Skywalker que se dá a morte de Padmé Amidala, seu par romântico na saga Star Wars. Desde o início do Episódio III, ao saber da gravidez de sua cônjuge, Anakin passa a ter sonhos que preveem a morte dela durante o parto e, por influência do Chanceler Palpatine, acaba aderindo ao lado sombrio da Força por achar ser o único recurso que proporcionaria poder suficiente para evitar tal tragédia. Entretanto, é aí que o tiro sai pela culatra, pois a Rainha Amidala não aceita a nova inclinação política de seu parceiro e, ao declarar isso, ele passa a duvidar de sua lealdade e deixa a fúria aflorar sobre a moça. Porém, não é aí que a vida de Padmé se esvai, ela ainda cumpre um último ato em existência, dando a luz aos gêmeos Luke e Leia, mas acaba falecendo aleatoriamente, mesmo sem ter tido problemas durante o parto, e o motivo é que simplesmente ela “perdeu a vontade de viver”, o que acaba sendo impactante, pois havia finalmente realizado o desejo de ser mãe.


Boromir – O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001), por André Bozzetti


Quando o Capitão-General Boromir viu o Um Anel nas mãos do aparentemente frágil e indefeso hobbit Frodo, durante a reunião que daria origem à Sociedade do Anel, vislumbrou a possível solução para derrotar de vez as forças de Mordor. Afinal de contas, Gondor, seu lar, estava constantemente sob ataques das tropas de Sauron, e cada vez mais perto de ceder. Foi o primeiro a se posicionar a respeito de utilizar o poderoso Um Anel contra os inimigos, mas foi voto vencido e, assim, acatou à decisão da maioria e seguiu o pequeno grupo que deveria destruir o Um na Montanha da Perdição. No caminho, Boromir, ainda sem concordar com a decisão do grupo, e sem confiar na capacidade de Frodo concluir sua missão – e sob influência, mesmo que discreta, do Um -, acaba exagerando na insistência para que lhe fosse entregue a poderosa arma, fazendo com que o pequeno hobbit fugisse assustado, bem no momento em que um batalhão de Uruk-hais alcançara o grupo de heróis. Boromir volta a si e percebe seu erro, e nesse momento decide defender os seus companheiros a todo custo, entrando em um sangrento conflito contra os enviados de Saruman. Mesmo em total desvantagem e já muito ferido, ele seguiu lutando bravamente, até finalmente ser morto por diversas flechas que atingiram seu corpo. Sua morte foi a primeira grande derrota da Sociedade do Anel, e aquele momento culminou na separação do grupo, além de afetar a confiança de todos no sucesso da missão. E foi também o primeiro grande impacto para o público, que percebeu ali o nível do perigo que os heróis enfrentariam.


Roy Batty – Blade Runner: O Caçador de Androides (1982), por André Bozzetti

Sem dúvidas, o personagem mais marcante de Blade Runner: O Caçador de Androides é o replicante Roy Batt, interpretado pelo inesquecível Rutger Hauer. Durante os dois primeiros atos do filme, o vemos como um vilão perigoso e assustador. Apesar de suas motivações serem compreensíveis, suas ações são violentas e, por vezes, grotescas. No entanto, o terceiro ato nos apresenta um perfil significativamente diferente no personagem que, consequentemente, altera o que o público sente por ele. Ao se aprofundar na complexidade da consciência de Roy, não o enxergamos mais com nada que lembre uma máquina, e sim como um ser senciente que, como qualquer outro, deseja viver. Um ser que também sofre com a morte de seus semelhantes. Ao se deparar com o corpo inerte de sua companheira Pris, Roy a beija pela última vez, e começa uma caçada feroz ao homem que a matou: Rick Deckard . Mas antes de iniciar a perseguição pelo prédio abandonado onde se encontram, Roy dá a Rick alguns segundos de vantagem para fugir, apenas para que possa ter um último momento em paz para se despedir de Pris. Ao retomar a caçada, Roy deixa bem claro que poderia matar Rick facilmente. No entanto, quando o caçador de androides está encurralado, quase sem chance de defesa, o inesperado acontece. Roy se aproxima dele e, em vez de matá-lo, senta-se ao seu lado, e inicia aquele incrível monólogo, que encerra com a icônica frase: “Aqueles momentos ficarão perdidos no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer”. Impossível não sentir aquele suor nos olhos…


Bené – Cidade de Deus (2002), por André Bozzetti

Bené era o traficante mais gente fina da Cidade de Deus. Era respeitado e querido por toda a comunidade, e sua amizade era a única coisa que conseguia conter os atos mais extremos do seu sócio, o descontrolado Zé Pequeno. Cansado de toda aquela violência, e apaixonado por Angélica, Bené decide largar a vida do crime e se mudar para uma fazenda com sua amada. No entanto, na festa de despedida que organizou, Bené se desentende com Zé Pequeno e os dois começam a brigar. Durante a briga, em meio à multidão, surge um jovem com uma arma em punho, que estava decidido a matar Zé Pequeno, por vingança. O jovem aponta a arma e atira mas, em meio à confusão, Bené que é atingido, morrendo quase imediatamente diante do desespero de seu amigo e sua namorada. Um triste e injusto destino para um jovem admirado por todos, que tinha, finalmente, encontrado uma forma de viver uma vida honesta e feliz.


Setsuko – Túmulo dos Vagalumes (1988), por Diego Francisco

Triste do início ao fim, Túmulo dos Vagalumes guardou seu mais forte soco no estômago para o final. Depois de saírem da casa da tia no meio da Segunda Guerra Mundial, Seita e Setsuko viveram felizes sozinhos por certo período de tempo. Quando o dinheiro acabou, Seita teve que recorrer a pequenos furtos para alimentar a irmã, que além de estar doente começou a sofrer de desnutrição. Desespero para salvar a irmã, Seita saca todo o dinheiro que a falecida mãe tinha no banco e ele estava guardando para depois da guerra. Ao chegar em casa, o garoto encontra Setsuko alucinando e comendo objetos que ela julgava ser comida. Ele cozinha para ela, mas quando ele termina, a irmã já está morta. É uma morte muito impactante que assombra as pessoas que assistiram o filme até hoje. Já mencionei que é baseado em uma história real?


Tony Stark – Vingadores: Ultimato (2019), por Carlos Redel

“Eu sou inevitável”, diz Thanos, prestes a completar o seu destino e estala os dedos… nada acontece. Ele fica confuso e olha para Tony Stark, portando as seis Joias do Infinito em sua armadura. O herói conseguiu, em um rápido movimento, pegar as pedras. “E eu… sou… o Homem de Ferro”, declara Stark, antes de usar o poder das Joias para desintegrar Thanos e todas as suas tropas. A referência ao primeiro filme solo do herói é a cereja do bolo. Da primeira vez que diz essas palavras, Tony Stark está gritando para o mundo amá-lo e celebrá-lo. Agora, ele diz para o ser mais ameaçador do universo que é apenas um homem e que o derrotou. A Saga do Infinito começou e terminou com o Homem de Ferro. A morte de Tony Stark é, sem dúvidas, um dos momentos mais emocionantes do Universo Cinematográfico Marvel. E, como se não bastasse, ainda há uma dolorosa despedida de Peter Parker e de Pepper Potts. Triste e heroico. Um grande momento de Robert Downey Jr.


Marley – Marley & Eu (2008), por Carlos Redel

Baseado em uma história real, Marley & Eu traz a história de um jovem casal que acaba adotando um labrador, o Marley. O filhote, que é de uma raça que costuma ser calma, foge do padrão. O dono do bichinho, John Grogan, que escreveu o livro que originou o filme, acabou denominando Marley como ‘o pior cachorro do mundo”. E, é claro, no filme fica claro que o cão é, realmente, uma peste. Mas incrivelmente fofo. Protagonizado por Owen Wilson e Jennifer Aniston, o filme acompanha a construção de uma família, tendo Marley como um dos pilares: o cachorrinho veio antes, inclusive, dos filhos do casal. No entanto, ter um cão como melhor amigo é uma jornada injusta: eles vivem muito menos que os humanos e, quando chega a hora da despedida, a dor é a de perder um membro da família. E, na hora de dar o adeus ao Marley, é impossível segurar as lágrimas. Toda a comédia que a produção apresenta, com as confusões do cachorro, são dizimadas pelo vazio que ele deixa quando parte. É devastador. Afinal: “Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um pedaço de madeira já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”


Mufasa – O Rei Leão (1994), por Pedro Kobielski

O Rei Leão é, sem dúvida, um dos maiores sucessos da história da Disney. A animação não apenas encantou, como traumatizou toda uma geração com uma das mortes mais tristes da história do cinema. O filme começa mostrando a relação de amor e afeto entre Simba e Mufasa, que se mostra um pai presente e sábio. Tudo isso desperta a inveja e a ira de Scar, que se dedica a tomar o trono da maneira mais cruel possível. Ele atrai Simba para um desfiladeiro, e com a ajuda das hienas, joga uma manada de gnus sobre o filhote. Mufasa salva o filho, mas não escapa de seu irmão. Quando estava subindo o morro e quase se salvando, é abordado por Scar, que olha no fundo de seus olhos e fala: “Vida longa ao rei”, enquanto crava suas unhas nas patas de Mufasa e o vê caindo. Para piorar, ainda culpa Simba pela morte. Uma cena marcante, inesperada para muita gente e impactante. A morte de Mufasa é sem dúvida, uma das mais tristes da história do cinema.


Sam – Eu Sou a Lenda (2007), por Pedro Kobielski

Muitas mortes de pessoas são tristes, mas mortes de animais têm um peso especial. Em Eu Sou a Lenda, filme estrelado por Will Smith que traz um futuro pós-apocalíptico em que seres humanos foram transformados em espécies de zumbis, um dos melhores personagens é Sam – uma pastora alemã que acompanha o protagonista. Quando Robert Neville (personagem de Smith) é atacado por cachorros zumbis, é prontamente defendido por sua fiel companheira, que o salva. Ele tenta levá-la para seu laboratório e curá-la, mas é tarde demais: Sam começa a apresentar os sintomas do vírus. Cantando ‘Every Little Things it’s Gonna be Alright’, de Bob Marley, Neville aplica um mata-leão na pobre cadelinha. A morte se torna ainda mais triste quando lembramos que ela pertencia a Marley, filha de Neville que morreu alguns anos atrás. Uma cena para desidratar qualquer um.


  • Thomas – Meu Primeiro Amor (1991), por André Bozzetti

Vada, vivida porAnna Chlumsky, não está passando pelo momento mais fácil de sua vida. Aos 10 anos de idade, naquela fase de criar amores platônicos por professores e de sentir ciúmes da nova namorada de seu pai viúvo, ela encontra em Thomas, o ainda pequeno Macaulay Culkin, um amigo inesperado. Apesar dos deboches de suas colegas por Thomas ser um menino (e não muito popular) , a amizade dos dois segue crescendo. Quando o sentimento entre os dois se torna uma inocente paixão infantil, Thomas sofre um acidente. Enquanto procurava por um anel que Vada havia perdido, e que era muito importante para ela, o menino é atacado por abelhas. Devido à sua alergia e às centenas de picadas, Thomas não sobrevive. Assim, algo que poderia ter se tornado uma linda história termina como mais um duro golpe no já sofrido coração de Vada.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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