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10 filmes adultos baseados em histórias em quadrinhos

10 filmes adultos baseados em histórias em quadrinhos

Coringa atraiu aclamação da crítica especializada e do público, apesar de ser alvo de algumas controvérsias. O icônico vilão do Batman teve a oportunidade de protagonizar um filme solo mais adulto e sombrio, abrindo um novo caminho para o futuro da DC nos cinemas.

No entanto, Coringa não é, nem de longe, a primeira adaptação de histórias em quadrinhos a ser violenta e abordar temáticas mais pesadas. Confira dez produções que provam que histórias em quadrinhos são bem mais do que apenas super-heróis salvando o dia.


  • Oldboy (2003)

Dirigido por Park Chan-Wook, o longa faz parte da Trilogia da Vingança, composta por outros dois filmes: Mr. Vingança e Lady Vingança. O que poucos sabem é que o longa foi baseado no mangá com o mesmo título, publicado pela editora Nova Sampa, escrito por Garon Tsuchiya e ilustrado por Nobuaki Minegishi. Na trama, Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair, ele liga para casa de uma cabine telefônica e logo em seguida desaparece, deixando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão. Depois de 15 anos aprisionado, ele é liberado e seu raptor lhe dá um objetivo: Oh Dae-su tem uma semana para descobrir quem ele é e se vingar.


  • Marcas da Violência (2005)

Em 2005, ninguém menos que David Cronenberg levou às telonas a história da graphic novel A History of Violence, escrita por John Wagner e ilustrada por Vince Locke, publicada em 1997 pela DC Comics sob o selo Paradox Press, também responsável por Estrada para a Perdição. Na trama, um pacato e simpático pai de família, Tom Stal (Viggo Mortensen), possui uma lanchonete numa cidadezinha norte-americana, até que o seu passado obscuro seja trazido à tona depois que mata dois assaltantes que queria roubar o seu estabelecimento. A situação logo chama atenção da imprensa e também de outros criminosos vindos de Nova York. Para a surpresa da esposa de Tom (Maria Bello), os mafiosos afirmam conhecer Tom de longa data, além de dizerem que o nome dele na verdade é outro e que possuem assuntos mal resolvidos. Marcas da Violência foi o primeiro filme baseado em uma história em quadrinhos a receber uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.


  • Sin City – A Cidade do Pecado (2005)

Robert Rodriguez sabe o que faz em termos de violência e estilo. A estética de Sin City é completamente retirada das páginas dos quadrinhos de Frank Miller, o preto e branco com apenas objetos de destaque coloridos que tem grande relevância na trama (como um carro, olhos azuis, cabelos loiros) e, claro, todo o sangue disponível. O filme é dividido em quatro capítulos: O Cliente tem Sempre Razão, Aquele Bastardo Amarelo, A Cidade do Pecado e A Grande Matança – este último dirigido por Quentin Tarantino. Cada episódio acompanha homens violentos, mulheres letais e a corrupção da cidade titular. Em 2014, Sin City ganhou uma sequência chamada A Dama Fatal, que infelizmente, não teve o charme ou a qualidade do primeiro filme.


  • V de Vingança (2006)

Baseado em uma graphic novel escrita por Alan Moore em 1982, V de Vingança foi transformado em filme pelo diretor James McTeigue com roteiro e produção das irmãs Wachowski. Na trama ambientada em uma Inglaterra distópica e fascista, Natalie Portman interpreta Evey Hammond, uma funcionária da emissora televisiva estatal que é resgata por uma figura misteriosa usando uma máscara de Guy Fawkes conhecida apenas como V (Hugo Weaving). Junto do novo e anárquico aliado, Evey se torna peça chave de uma revolução.


  • Watchmen: O Filme (2009)

Também baseado na obra de Alan Moore, o filme de Watchmen (graphic novel considerada por muitos diretores famosos como inadaptável) chegou aos cinemas em 2009. Comandada por um Zack Snyder pré DCEU logo após este terminar 300, a adaptação faz um trabalho mais do que excelente em transmitir fielmente os visuais e caracterizações das HQs. Com bastante violência estilizada, discussões relevantes e pessimismo, Watchmen é uma das adaptações que melhor transportou as páginas dos quadrinhos para as telas do cinema, mesmo que eventualmente tropeçando na adaptação de alguns personagens e pontos narrativos.


  • Azul É a Cor Mais Quente (2013)

Em 2013, o diretor francês Abdellatif Kechiche trouxe para as telonas uma adaptação de um quadrinho homônimo, escrito pela Julie Maroh, publicado na França em 2010 pela editora Glénat. O Filme acompanha o amor e os conflitos de relacionamento de duas jovens lésbicas vividas por Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos . Azul é a Cor Mais Quente foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, fora o enorme sucesso mundial que a obra alcançou tanto por parte do público quanto da crítica.


  • Expresso do Amanhã (2013)

Expresso do Amanhã foi dirigido por Bong Joon-ho e contou com nomes como Chris EvansJohn HurtTilda Swinton e Octavia Spencer em seu elenco. O longa foi baseado na HQ intitulada O Perfuraneve, lançada pela editora Casterman, escrita por Jacques Lob e Benjamin Legrand e ilustrada por Jean-Marc Rochette. Na trama, quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, uma nova era do gelo toma conta do planeta Terra. Os únicos sobreviventes estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá, os mais pobres vivem em condições terríveis, enquanto a classe rica é repleta de pessoas que se comportam como reis. Até o dia em que um dos miseráveis resolve mudar o status quo, descobrindo todos os segredos deste intrincado maquinário. O longa custou US$ 40 milhões e arrecadou US$ 86,8 milhões.


  • Logan (2017)

É um consenso: Logan é, definitivamente, o melhor filme da franquia X-Men. Mesmo não trazendo toda a equipe mutante em ação e sendo bem intimista. Passando-se em um futuro alternativo, o longa marca a despedida de Hugh Jackman como Wolverine e, se não fosse triste o bastante, também traz o final de Charles Xavier de Patrick Stewart. Com um excelente roteiro, melancólico e forte, James Mangold teve liberdade para criar uma história corajosa e visceral, levando o afiado mutante à uma aventura para maiores, que não poupa o público de violência extrema — mas não gratuita. Depois de 17 anos acompanhando Jackman com as garras de adamantium, aparecendo em todos os filmes da franquia até então, foi emocionante assistir a última batalha do mutante que, depois de passar por tantos perrengues, pode, finalmente, descansar e encontrar o amor de sua vida.


  • Atômica (2017)

Filme de ação hit de 2017, Atômica foi baseado em A Cidade Mais Friagraphic novel de 2012 escrita por Antony Johnson. As duas obras se passam em Berlim, no auge da Guerra Fria, onde uma lista que contém o nome de todos os agentes duplos deve ser recuperada e cabe a Lorraine Broughton (Charlize Theron, fenomenal) impedir que esses dados caiam en mãos erradas. A adaptação foi aclamada por suas magníficas cenas de ação, sendo bastante comparada a John Wick, que divide o mesmo diretor, reviravoltas e pela trilha sonora que reúne grandes clássicos dos anos 1980. Com um orçamento de US$ 30 milhões, o longa arrecadou US$ 96,7 milhões.


  • Coringa (2019)

Coringa é um filme muito diferente do que temos visto entre as adaptações dos principais personagens das histórias em quadrinhos atualmente. Trocando as cenas de ação por um drama bem construído e algumas cenas de violência explícita, o Palhaço do Crime conseguiu, agora no cinema, provar que é muito mais do que apenas o arqui-inimigo do Batman. Mais do que isso, Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) também nos mostra como uma sociedade pode criar significados inexistentes e seguir falsos ideais, simplesmente por estar desesperada em busca de algo ou alguém que os tire da miséria na qual se encontram, seja esta financeira ou espiritual.


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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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