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Quem se beneficia com os aspectos negativos dos games?

Quem se beneficia com os aspectos negativos dos games?

Primeiramente, antes de apelar para redundância que norteia o assunto, é sempre muito fácil apontar que vários massacres (especialmente os que ocorreram em solo americano) tiveram alguma influência dos games. Essa é uma máxima que sempre será lembrada como principal argumento para proibição de certos games (mas nunca do porte de armas), ou simplesmente para justificar algum atentado.

Verdade seja dita, os jogos podem, e de alguma forma, influenciam, os seres humanos. Não que isso seja ruim, especialmente se levarmos em conta que, existem orgãos responsáveis pela organização da faixa etária que poderá receber determinado game. Contudo, tudo em excesso acarreta em mais malefícios do que benefícios.

Entrar na discussão de que Doom, GTA, Manhunt, ou até mesmo FIFA, exercem influência sobre suas bases de fãs é ser redundante, e obviamente exergar a situação de forma micro. O que então impede a mídia, que não é especializada, em enfatizar que jogos de esporte, por exemplo, podem sim influenciar na prática de qualquer atividade física? Ou quem sabe games de tiro em primeira pessoa, que muitas vezes exigem concentração e poder de decisão em situações tensas, moldem futuros profissionais? Quem se benefícia com todos os aspectos negativos dos games?

Muitas perguntas, nenhuma resposta e muita informação infundada. Com a iminência do lançamento de Coringa nos cinemas americanos, existe um misto de receio e ‘fake news’ sobre que o filme incetive a violência ‘da mesma forma que os games já fazem’. Fica a dica: na próxima semana já teremos reportagens falando do impacto negativo de ambas mídias para o público. Esperar algo de positivo é praticamente uma utopia.

Acaba, por fim, que a ironia ronda os dois lados da moeda. O público gamer já sabe como identificar situações embaraçosas, e que de alguma forma vão render polêmicas para o público ‘leigo’. Da mesma forma que a massa já reconhece como defasada as reportagens falando que ‘GTA é uma péssima influencia para as crianças, e já até foi alvo de deputados e senadores nos EUA’. Contudo, nenhum dos lados quer ceder nesse embate, e quem acaba se beneficiando nessa história toda é o jornalismo usado de forma nefasta.

Ah, em tempo, é sempre bom lembrar que a Ubisoft, a mesma produtora dos ‘violentíssimos’ jogos da franquia Assassin’s Creed, foi notícia em períodicos na internet por conta da contribuição intelectual e financeira para reconstrução da Catedral de Notre Dame. Mas sejamos sinceros, à quem isso interessa, não é mesmo?!


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