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Mentes Eternamente Brilhantes: Carrey, Winslet e Gondry

Mentes Eternamente Brilhantes: Carrey, Winslet e Gondry

Por Rodrigo Ramos

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) completa 15 anos de seu lançamento em 2019. Para muitos, o filme vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original, dirigido por Michel Gondry e que rendeu indicação à estatueta de Melhor Atriz para Kate Winslet (Clementine) é uma referência cult e um retrato dos relacionamentos nos anos 2000. Para variar, Jim Carrey (Joel) não recebeu o devido mérito pelo filme.

Acho que todo mundo que chegou à vida adulta já teve algum relacionamento problemático ao ponto de te deixar meses fechado para balanço e a solução da Lacuna Inc. parece ser perfeita. Não adianta deletar o contato, bloquear nas redes sociais. Temos que conseguir reprogramar nosso disco rígido e desfazer qualquer lembrança daquela pessoa que de alguma forma, por algum motivo, às vezes por culpa nossa, nos fez sofrer.

“Ó querida, ó querida Clementina”, isso já estava na minha cabeça muito antes de Brilho. Me remete aos Looney Tunes e ao saudoso humorista Rony Rios, a Velha Surda de A Praça é Nossa. Mas é claro que passou a me tocar de forma bem diferente depois de ver todos aqueles momentos entre Jim e Kate, e dos vários cabelos coloridos, personificação dos humores da amada Clementine. Quer coisa melhor do que uma pessoa que te demonstra sua vibe pela cor do cabelo?

Claro que um personagem de Jim Carrey não seria um personagem de Jim Carrey se ele percebesse rapidamente os sinais e adivinhasse facilmente o que passava pela mente da querida. Buenas, o fato é que assim como choques elétricos, um processo não natural de deletar alguém pode causar tantos estragos ou ser mais danoso do que manter lembranças que possam te magoar, te impedir de avançar em uma nova aventura por algum tempo.

Penso que o recado do filme é bem claro, sobre a importância do tempo para curar as feridas. Seja para que se ponha um band-aid e se esqueça do que está acontecendo debaixo da superfície ou acompanhar com ar de sofrimento a cicatrização de amores mal resolvidos.

Para não ser totalmente clichê, apesar de eu gostar de ser um clichê ambulante, vou dizer que minha cena favorita é quando Joel volta à infância. Isso pode ser um pouco Freudiano e eu, com certeza, não quero reduzir a vida em sexo, infância, problemas com os pais e fixações.

Ah, e é impossível não pegar um pouco de nojo da cara da Kirsten Dunst e do Elijah Wood por causa desse filme. Eles são a representação das várias cartas que se movimentam em um baralho te impedindo de fechar a canastra que te levará a conquista do amor desejado. Tudo isso acontecendo e nós sequer percebemos que eles estão ali ‘piruzando’ nosso jogo.


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