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As 13 maiores bilheterias de filmes de terror

As 13 maiores bilheterias de filmes de terror

Produzir um longa de terror, no geral, é um bom investimento. Os filmes não custam muito, não necessitam de atores renomados e geram um grande retorno nas bilheterias. O maior exemplo disso é a franquia Atividade Paranormal, que, apesar não entrar nessa lista, nunca teve uma decepção financeira. Os filmes da série custaram de US$ 15 mil a US$ 10 milhões e o que mais “fracassou” setuplicou o investimento arrecadando US$ 78 milhões. Com isso em mente, confira as maiores bilheteria da história do gênero:

 

  • 13º lugar: A Bruxa de Blair (1999), por João Victor Hudson

O filme que inaugurou o subgênero found footage (filmagens encontradas) foi um estouro na época de seu lançamento. As pessoas assistiam ao longa pela curiosidade e saíam das salas de cinema achando que era tudo real. A Bruxa de Blair conta a história de três estudantes de cinema que decidem produzir um documentário sobre a lenda da Bruxa de Blair em uma floresta assombrada. Bem, daí já dá pra imaginar o resto. O filme até hoje é considerado um dos mais lucrativos da história, visto que seu orçamento foi de míseros US$ 60 mil, uma pechincha até mesmo para o cinema de horror, que geralmente é barato. Os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez precisaram até vender a câmera para que o filme fosse lançado. Mal sabiam eles que este seria o melhor investimento de suas vidas…

 

  • 12º lugar: O Chamado (2002), por Luna Rocha

Um dos mais populares filmes de terror dos anos 2000, O Chamado é um remake do longa japonês Ringu, que é a adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome do escritor Koji Suzuki. A versão americana faturou 5 vezes o valor investido na produção do filme e fez a cabeça dos adolescentes da época que se divertiam fazendo trotes para seus amigos com o bordão “Sete dias”! O enredo se desenvolve em torno da repórter Rachel (Naomi Watts) que investiga a morte súbita de sua sobrinha Katie (Amber Tamblyn), cuja causa foi estabelecida pelos médicos como apenas uma parada cardíaca. Correndo atrás de pistas, Rachel se depara com uma misteriosa fita de vídeo, que os amigos de Katie consideram amaldiçoada, e, ao assistir até o final, percebe que não se trata de apenas uma superstição, pois passa a ser assombrada pelo fantasma da menina das vinhetas, Samara (Daveigh Chase), ao receber uma ligação dela determinando sua data de morte dentro do prazo de uma semana. Com um orçamento de US$ 46 milhões, alto para um produção de terror, O Chamado vingou o valor investido e fez US$ 249,3 milhões.

 

  • 11º lugar: Nós (2019), por João Victor Hudson

O segundo longa do diretor Jordan Peele foi bem-sucedido tanto comercialmente como criticamente. Estrelado por Lupita Nyong’o, Nós acompanha as férias de uma família na antiga casa de praia de seus avós. Tudo vai bem até que clones trajando um macacão vermelho e segurando uma tesoura dourada interrompem a diversão para tentar mata-los. O filme de US$ 20 milhões de orçamento contém os elementos que consagraram Peele em Corra! (que vamos falar mais abaixo): cenas de muita tensão e humor com diversos comentários sociais para abrilhantar a história. Não dá pra dizer muita coisa de Nós sem citar pontos-chave da trama, mas o que podemos dizer é: Vão assistir o filme!

 

  • 10º lugar: Corra! (2017), por Paola Rebelo

São poucos diretores que podem dizer que tiveram seu nome jogado aos holofotes direto com seu primeiro filme. Foi o que aconteceu com o novo grande nome do horror, Jordan Peele, com seu longa de estreia, Corra!. Com um orçamento de apenas cinco milhões de dólares, a obra conseguiu lucrar cerca de US$ 250 milhões. No enredo, conta a história de Chris Washington (Daniel Kaluuya, que recebeu 19 indicações por sua atuação e ganhou na categoria de Melhor Ator Principal no Boston Society of Film Critics Awards), um jovem fotógrafo negro que viaja para conhecer a família de Rose Armitage (Allison Williams), sua namorada branca. No entanto, as atitudes estranhas dos funcionários negros da família fazem com que ele desconfie que existem segredos escondidos por trás do seu bom acolhimento pelos seus sogros. Corra! colecionou mais de 20 prêmios, entre eles o Oscar de Melhor Roteiro Original e o BAFTA para Melhor Filme Estrangeiro Independente.

 

  • 9º Halloween (2018), por André Bozzetti

Halloween: A Noite do Terror, de 1978, apresentou para o público o terrível e misterioso assassino chamado Michael Myers. Um psicopata que fugiu de um hospital psiquiátrico 15 anos após ser aprisionado lá por ter assassinado sua própria irmã, em uma noite de Dia das Bruxas. Ao fugir, ele voltou à sua cidade para seguir matando quem aparecesse pela frente. No entanto, as sequências do filme que foram lançadas nos anos (e décadas) seguintes acabaram desvirtuando a história original. Sendo assim, em 2018 foi lançada esta continuação que resolveu ignorar tudo que havia sido feito após 1978, sendo ele uma continuação direta do primeiro filme. Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) passou todos estes anos se preparando para o dia que Michael Myers fugiria novamente do hospital psiquiátrico. E é claro que este dia chegou. Apesar de prometer muito mais do que entrega, principalmente por decisões equivocadas de roteiro, Halloween atraiu muita gente para o cinema, aproveitando esta onda de saudosismo generalizado e o perceptível interesse do público em franquias de filmes de horror. Halloween arrecadou US$ 255.5 milhões e, apesar de se promover como o final da saga de Michael Myers e Laurie Strode, Halloween Kills e Halloween Ends foram confirmados para gerar mais dinheiro.

 

  • 8º lugar: Annabelle (2014), por Paola Rebelo

Após o sucesso de Invocação do Mal, com seus quase US$ 320 milhões de dólares em bilheteria, era claro que a história de Ed e Lorraine Warren não seria contada em apenas um filme. Assim, no ano seguinte, Annabelle se tornou o primeiro spin-off do The Conjuring Universe a ser recebidos nas grandes telas. O filme que iniciou a trilogia da boneca amaldiçoada conseguiu arrecadar US$ 257 milhões na onda do primeiro filme da franquia, superando até mesmo A Bruxa de Blair. O derivado conta a história de John (Ward Horton), que decide presentear Mia (Annabelle Wallis), sua esposa grávida, com uma boneca. No entanto, um culto satânico invade a residência do casal na tentativa de fazer um ritual para invocar um demônio, transformando a boneca em uma entidade maligna. O filme contou com a direção de John R. Leonetti e roteiro de Gary Dauberman, sendo produzido por James Wan.

 

  • 7º lugar: Annabelle 2: A Criação do Mal (2017), por Paola Rebelo

Três anos após o lançamento do primeiro filme da trilogia, James Wan e Gary Dauberman retornam para Annabelle como produtor e roteirista, e David S. Sandberg assume a direção. Com a franquia The Conjuring Universe mais estabelecida, James Wan apostou em curtas metragens lançados todos no ano de 2017 para preparar o público para o filme de origem da boneca. Agora somos apresentados a Samuel Mullins (Anthony LaPaglia), um artesão de bonecas, e Esther (Miranda Otto), sua esposa moribunda. Após a morte de sua filha Annabelle (Samara Lee), de sete anos, o casal acolhe em sua casa as meninas de um orfanato de freiras. No entanto, quando Janice (Talitha Bateman), uma das órfãs, descobre a boneca da garota morta em um armário, um demônio misterioso começa a aterrorizar todos que ali vivem. Annabelle: A Criação do Mal arrecadou US$ 306,5 milhões de dólares em bilheteria.

 

  • 6º lugar: Invocação do Mal (2013), por Diego Francisco 

James Wan dificilmente reinventou o terror com as franquias Sobrenatural e Invocação do Mal. No entanto, apesar dos enredos de suas produções serem muito familiares, a precisão técnica e a habilidade de construir sustos do cineasta fizeram com que seus filmes se destacassem dos demais. E, até 2013, nenhum se destacou mais do que o primeiro Invocação do Mal. Adaptando dois casos do casal demonólogo real Ed e Lorraine Warren (aqui interpretado pelos ótimos Patrick Wilson e Vera Farmiga), o da boneca amaldiçoada Annabelle, que rendeu três spin-offs, e o da casa mal assombrada da família Perron, que atormentou a mãe, Carolyn (Lili Taylor), e as cinco filhas do casal. O filme cativou (e assustou) plateias ao redor do mundo e deu o pontapé inicial ao The Conjuring Universe, provavelmente o único universo compartilhado de sucesso além do MCU. Invocação do Mal arrecadou US$ 319,5 milhões a partir de um orçamento de US$ 20 milhões.

 

  • 5º lugar: Invocação do Mal 2 (2016), por Diego Francisco 

Depois do sucesso estrondoso do original, a Warner deu sinal verde para a sequência de Invocação do Mal, que foi maior que o antecessor em todos os quesitos. Ambientado agora na Inglaterra, quando a jovem Janet Hodgson (Madison Wolfe) é constantemente possuída por um velho e rancoroso espírito que era o antigo morador da casa da família Hodgson, Ed e Lorraine Warren viajam até o país britânico para tentar ajudar a garota. Baseado nos fatos verídicos da possessão de Enfield, mais uma vez James Wan surpreendeu por sua direção eficiente e habilidade de contar ótimas histórias de terror. Introduzindo a Freira e o Homem Torto para futuros derivados (o primeiro não só já foi lançado como também está na lista), a continuação não desapontou, mas, mesmo que custando o dobro do orçamento do original, arrecadou apenas um milhão a mais que o primeiro, totalizando US$ 306, 5 milhões.

 

  • 4º lugar: Um Lugar Silencioso (2018), por Luna Rocha 

Com um estreante na direção, Um Lugar Silencioso é o primeiro filme em que John Krasinski (o Jim de The Office) trabalha dentro e fora de cena. Começando com o pé direito, o longa foi um sucesso de bilheteria, conquistando 16 vezes a quantia aplicada na sua produção. Dos US$ 21 milhões investidos, o terror arrecadou US$ 340 milhões. O roteiro, ao qual Krasinski também contribuiu para seu desenvolvimento, conta a história de uma família vivendo em uma realidade pós-apocalíptica, na qual o planeta foi infestado por monstros extraterrestres que não enxergam, mas possuem uma audição imensamente aguçada, que usam para caçar os humanos e devorá-los. O legal do filme é que boa parte da atuação é feita com base na língua de sinais americana, uma vez que os personagens não podem fazer barulho algum, inclusive, a atriz Millicent Simmonds intérprete de Regan, é surda na vida real, e por conta disso, ajudou o restante do elenco a compreender como algumas situações do enredo deveriam se desenvolver de acordo com o seu problema auditivo.

 

  • 3º lugar: A Freira (2018), por Diego Francisco 

É difícil imaginar que um dos capítulos mais fracos do universo compartilhado de Invocação do Mal foi o mais bem sucedido nas bilheterias, mas foi exatamente isso que aconteceu. Valak, mais conhecido como a Freira, foi uma das partes mais assustadoras e populares do Invocação do Mal 2 e era óbvio que o personagem teria um filme derivado para chamar de seu – mas não precisava ser tão ruim, né? Em 1952, na Romênia, após duas freiras aparecerem mortas, o mano é contatado para investigar o incidente e a força do mal que lá habita. Mesmo com uma péssima recepção do público e da crítica, A Freira arrecadou US$ 365,5 milhões e já tem uma sequência em desenvolvimento.

 

  • 2º lugar: O Exorcista (1973), por André Bozzetti 

Um dos filmes mais apavorantes já produzidos, capaz de chocar o público ainda hoje, deve ter deixado o público traumatizado nos idos de 1973. Na história, a jovem Regan é possuída pelo demônio, e dois padres são incumbidos de livrá-la daquela entidade e salvar sua vida. As cenas que mostram a atriz Linda Blair possuída, com movimentos corporais bizarros (tipo uma cabeça girando 360 graus) e vozes guturais, são capazes de provocar arrepios só de lembrar. Além disso, outras imagens tão grotescas quanto icônicas, como os jatos de vômito e a controversa cena de Regan com o crucifixo, também ajudaram bastante a divulgar e criar interesse acerca do filme. O Exorcista é um caso pouco usual de uma produção de horror indicada a diversas estatuetas no Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O sucesso do filme foi sem precedentes para o gênero, com um total de quase imbatíveis US$ 441,3 milhões; O Exorcista foi a maior bilheteria de um filme de terror até ser superado em 2017…

 

  • 1º lugar: It – A Coisa (2017), por André Bozzetti

Em 1990, foi realizada a primeira adaptação de It, de Stephen King, em uma minissérie de TV que, posteriormente, foi condensada em um telefilme. Conhecido no Brasil pelo incrivelmente humilde subtítulo “A Obra Prima do Medo“, poucas coisas realmente funcionaram bem naquela versão. Felizmente, esta releitura lançada em 2017 foi bem mais eficiente para transformar a história do monstruoso palhaço assassino em um filme com boas doses de aventura e terror. A nova versão estreou quebrando todos os recordes de bilheteria de filmes de terror, fechando com impressionantes US$ 700.4  milhões mundialmente. O sucesso absoluto de público talvez possa se explicar a partir de dois fatores principais: os numerosos fãs de King, que esperavam uma adaptação mais digna da obra original do autor, e o clima de nostalgia que está em alta principalmente em função do fenômeno Stranger Things na Netflix.

 

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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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