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Teoria (da Conspiração) | Desavença entre Disney e Sony pode ser golpe de marketing

Teoria (da Conspiração) | Desavença entre Disney e Sony pode ser golpe de marketing

Quando o assunto é super-herói, o Marvel Studios tem dominado a pauta do universo pop nesta década, especialmente nos últimos anos. Para se ter uma ideia, só a expectativa em torno de Vingadores: Ultimato (2019) já foi o suficiente para abafar Shazam! (2019). O longa teve a menor bilheteria entre as produções da DC Films/Warner Bros. Pictures.

Na esteira de Vingadores: Ultimato, veio Homem-Aranha Longe de Casa (2019), cuja arrecadação ultrapassou US$ 1 bilhão. Coproduzido pelo Marvel Studios, o filme se tornou a maior bilheteria da história do Homem-Aranha e também da Sony Pictures.

Sem nenhuma estreia programada para o 2º semestre deste ano, restou ao Marvel Studios anunciar suas próximas fases paulatinamente, primeiro, na San Diego Comic-Con e, depois, na D23 Expo. Tudo calculado para manter o estúdio em evidência mesmo sem nenhum lançamento.

Dou outro lado, a DC Films vem promovendo seu projeto mais audacioso, um filme do Coringa protagonizado por Joaquin Phoenix, que estreia mundialmente em 03 de outubro. Naturalmente, uma produção deste porte tem tudo para ser um sucesso, tanto de crítica, como de público, talvez revolucionando as adaptações cinematográficas baseadas em HQs.

Em 11 anos, esta seria a primeira vez que o Marvel Studios tem sua supremacia ameaçada. Seria a primeira vez, também, que a DC Films estaria divulgando uma produção sem dividir os holofotes com a concorrente. É provável que a DC tenha escolhido lançar Coringa após o ápice do MCU, exatamente para tirar proveito do momento, como uma espécie de contragolpe na rival.

Mas o Marvel Studios não consolidou seu universo cinematográfico contando com a sorte, este sucesso é fruto de muita determinação e trabalho. Então é possível que a Marvel tenha previsto este contragolpe da DC, e sem nenhum lançamento ou anúncio expressivo para disputar os holofotes com a DC, a Marvel tenha investido em uma estratégia ousada, para dizer o mínimo.

A Walt Dinsey Company, empresa que detém o Marvel Studios, poderia ter simulado, em parceria com a Sony Pictures, um desentendimento em torno da participação do Homem-Aranha no MCU, deixando para anunciar os termos de um novo acordo próximo a data de lançamento do Coringa.

Só eu achei estranho que Disney e Sony cortaram relações, mas o Kevin Feige agradeceu à Sony, que devolveu a cortesia? Só eu achei estranho o silêncio de Tom Holland, intérprete do Homem-Aranha, famoso por falar mais do que deve? Tudo isso é muito suspeito…

Cabe lembrar que Disney e Sony oficializaram a entrada do Homem-Aranha no MCU bem no período em que as atenções do universo pop estavam todos voltados para Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016), uma das grandes promessas de sucesso não cumpridas da DC Films.

Obviamente, uma notícia, por mais bombástica que seja, não seria o suficiente para ofuscar o lançamento de uma obra tão aguardada como Coringa. Mas se Disney e Sony conseguirem chamar a atenção da mídia com esta notícia, as companhias já estariam no lucro.

Afinal, conseguir brilhar sem nenhum lançamento, mesmo durante o estreia do maior produção do estúdio rival, é uma estratégia de marketing de guerrilha que só não é mais brilhante, porque é demasiadamente óbvia.

Não sei vocês, caros leitores, mas eu estou convicto de que teremos novidades sobre o Homem-Aranha e sobre o MCU muito em breve. Aguardemos.

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Dudu Correa

Dudu Correa é profissional de Comunicação e TI. Entusiasta da física quântica, um dos poucos brasileiros sem pós em Harvard. Curte filmes, séries e HQs, mas só coleciona histórias para contar.

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