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Dica de Quinta | Cinco live-actions baseados em animes para decepcioná-lo na Netflix

Dica de Quinta | Cinco live-actions baseados em animes para decepcioná-lo na Netflix

Quando o produto original é bom, vale reinventá-lo? Se a resposta é sim, ou mesmo não, para os japoneses não importa nem um pouco, pois estão sempre produzindo filmes baseados em animes e mangás, que geralmente não tem a mesma qualidade ou precisão de roteiro. Se o público oriental gosta dessas produções, não se sabe, mas aqui no Brasil esses live-actions geralmente fomentam comentários negativos. Porém, nunca é tarde para se desapontar mais um pouquinho, não é? Confere nessa Dica de Quinta cinco dessas obras-primas que estão disponíveis na Netflix para você se arrepender de assistir.


  • Tokyo Ghoul (2017)

Para quem não sabe, ghoul se trata de um monstro canibal da mitologia árabe, que nessa obra possui a aparência humana e, com isso, uma capacidade de se infiltrar no dia a dia de suas vítimas. O filme poderia beirar o gênero terror se fosse possível levá-lo a sério em sua totalidade. A história começa a se desenrolar quando Kaneki (Masataka Kubota), um jovem muito retraído, consegue arranjar um encontro com uma moça, porém, o rolê não acaba muito bem, pois, para ela, ele não passa de um belo PF, e, logo de cara, o protagonista se vê em uma enrascada nas mãos (ou dentes!) de um ghoul. Mas não pensa que acaba por aí! Na sequência, em que Kaneki tenta se salvar, ele e sua antagonista sofrem um acidente, e adivinha de quem o garoto vai receber um órgão batizado com sangue de demônio? O enredo parece promissor, mas os efeitos visuais comprometem o live action. 


  • Attack on Titan (2015)

Attack on Titan é um anime de grande popularidade, e por isso não perderam a chance de fazer um live action assim que o desenho entrou em hiato até o lançamento da segunda temporada. Aqui o pecado segue as mesmas diretrizes de Tokyo Ghoul, a computadorização parece que destoa do cenário material e dos atores, o que reduz a credibilidade e tensão do filme, resumindo ele a uma experiência quase cômica em algumas cenas. Em Attack on Titan, o mundo foi dominado por titãs, criaturas gigantescas de forma humanoide, que se alimentam de seres humanos. Com essa ameaça iminente, a sociedade se dividiu em castas para sobreviver, morando sob uma sucessão de muros altos. Após o rompimento da primeira muralha por desses monstros, o protagonista Eren (Haruma Miura) tem sua mãe devorada durante a fuga, e promete então treinar para defender a cidade de outros ataques.


  • Fullmetal Alchemist (2017)

Sabe aquela receita de bolo maravilhosa que abatumou feio? Então… é exatamente isso que você pode esperar do live action baseado em Fullmetal Alchemist. A caracterização da maioria dos personagens está legal, o que acaba enganando à primeira vista, porém, tentaram condensar muitos episódios em apenas duas horas de filme, o que gerou uma mistureba de acontecimentos e pouco tempo de foco em momentos importantes. Além disso, algumas situações foram reimaginadas para caber no longa e fechar um ciclo, nada fidedignas com o original, e não tem como não se decepcionar com a adaptação da personagem Winry, que passou de uma jovem cheia de atitude a uma bela recatada. Depois de ler isso, ainda quer assistir? Vamos lá então! O filme acompanha os irmãos Edward (Ryosuke Yamada) e Alphonse (Atomu Mizuishi) que, ao ficarem órfãos, resolvem quebrar com as regras de alquimia para trazer sua mãe de volta à vida. Entretanto, o “feitiço” sai pela culatra, pois, para resgatar uma alma, é preciso sacrificar algo equivalente, Ed acaba perdendo seu braço e Alphonse o corpo inteiro.


  • Bleach (2018)

Entre todos, talvez Bleach tenha alguma salvação. Há (finalmente!) pontos positivos a serem observados, o enredo se discorre de acordo com os acontecimentos da obra de inspiração e também tem o cuidado em introduzir os fatos para quem está assistindo o título pela primeira vez, mesmo sem ter visto o anime ou lido o mangá anteriormente. O nome Bleach, que geralmente é traduzido para “alvejante”, é tido nesse caso significando purificação, pois o longa segue a trajetória de Ichigo (Sota Fukushi), um estudante do ensino médio que nasceu com a capacidade de ver espíritos, e, após ter sua família em perigo, ao ser perturbada por um Hollow (assombração corrompida pelo mal), acaba usando seu dom na tarefa de ceifeiro, auxiliando almas atormentadas a fazerem transição do mundo terreno e zelando pela vida dos mortais.


  • Kakegurui (2019)

Aposto que por último você estava esperando ler sobre o live action de Death Note, não é mesmo? Mas para que repetir sobre tempo perdido quando tem novidade mais na frente? Kakegurui é diferente das adaptações acima por não se tratar de um filme, e sim uma série baseada no anime homônimo, além da história se passar no mundo real e não em uma realidade fantástica. Mais um destaque de Kakegurui é que neste caso há uma protagonista feminina, que se chama Yumeko (Miname Hamabe). Os figurinos e cenários do live são bastante fiéis, entretanto, falta um pouco de emoção por parte do elenco e alguns efeitos visuais não agradam aos olhos, por assim dizer… Mas, se a curiosidade atiçou mesmo assim, o seriado se passa em uma escola preparatória de elite para jovens ricos, que, ao cair da noite, vira uma espécie de clube de jogos, na intenção de ensiná-los a utilizar a ganância e dinheiro como estímulo para controlar o próximo.


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Designer de moda e redatora gaúcha, vivendo em São Paulo. Interessada por arte e cultura pop em suas mais diversas áreas. Por ser uma romancista entusiasta, curte assistir adaptações literárias para o cinema, e pela ligação acadêmica com figurino, longas de época ocupam o topo da sua lista de filmes favoritos. Além disso, possui o super poder inútil (?) de guardar com facilidade nomes de artistas e apontar suas participações em produções.

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