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Como o fracasso de Operação Fronteira está levando a Netflix a cortar gastos

Como o fracasso de Operação Fronteira está levando a Netflix a cortar gastos

Lançado em março, Operação Fronteira é um thriller de ação com nomes de peso de Hollywood: Ben AffleckOscar IsaacCharlie Hunnam Pedro Pascal. O filme, que se passa na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, foi um dos maiores projetos já lançados pela Netflix até agora, tendo custado para os cofres do serviço de streaming algo em torno dos US$ 115 milhões, quantia bem maior que a de filmes no mesmo estilo que são lançados no cinema. Mas algo tão caro tem seu preço e, para a Netflix, isso quer dizer “corte de gastos”.

Uma matéria do The Information (via IndieWire) afirmou que os altos orçamentos da empresa para suas produções originais estão sendo repensados com cautela. Segundo o site, Ted Sarandos, CEO da Netflix, supostamente realizou uma reunião com executivos de alto escalão de TV e cinema, onde apresentou um novo plano que indica que a empresa será mais exigente com os gastos em produções originais.

Os futuros ‘originais Netflix’ só vão receber uma luz verde da empresa com base em sua capacidade de atrair um grande número de espectadores, e não necessariamente para angariar prêmios – o serviço de streaming teria gasto US$ 50 milhões com a campanha de Roma para o Oscar 2019 – e prestígio na indústria.

Durante essa reunião, Sarandos teria dito que Operação Fronteira é um dos principais casos que fez a empresa repensar sua política orçamentária. A Netflix informou em abril que o filme foi visto em 52 milhões de lares, o que sugeriu que o longa era mais um sucesso para a gigante do streaming, mas não o suficiente para fazer valer a pena o alto custo que ele teve.

Um porta-voz da Netflix se recusou em comentar detalhadamente sobre como funcionam as métricas internas, mas disse que a empresa usa o número de visualizações em relação ao custo como uma medida de sucesso e que a estão sempre procurando maneiras de melhorar.

O serviço de streaming já cometeu alguns erros como este em produções de alto orçamento. Alguns exemplos famosos são a série The Get Down, que custou US$ 120 milhões; Marco Polo, cujas duas temporadas giraram em torno dos US$ 200 milhões e mal é lembrada pela imprensa ou por espectadores; e Sense8, ficção científica das irmãs Lilly & Lana Wachowski que custou US$ 100-100 milhões por temporada. Mas claro que não podemos esquecer da longa lista de filmes de sucesso da Netflix, como Bright, o fenômeno Bird Box e até mesmo a recente comédia Mistério no Mediterrâneo, estrelada por Adam SandlerJennifer Aniston.

O próximo projeto de alto risco da empresa é The Irishman, de Martin Scorsese, cujo orçamento já estourou a casa dos US$ 150 milhões, e muitos na indústria cinematográfica estão de olho para ver o desempenho comercial do filme de máfia.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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