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Os 10 melhores filmes do primeiro semestre de 2019

Os 10 melhores filmes do primeiro semestre de 2019

Já chegamos na metade do ano! E, desde 1º de janeiro, tivemos diversos ótimos filmes chegando ao cinema. Para provar que 2019 está sendo ótimo para quem curte boas produções cinematográficas, fizemos um levantamento com a equipe do Bode na Sala e, assim, montamos a lista dos 10 melhores longas do primeiro semestre.

Confira:


  • Homem-Aranha no Aranhaverso, por Diego Francisco

Uma das maiores surpresas do ano! Não somente por ser uma excelente animação, mas também por facilmente estar entre os melhores filmes do Amigão da Vizinhança, Homem-Aranha no Aranhaverso é uma obra-prima do começo ao fim. O longa acompanha Miles Morales, um jovem negro de origem hispânica que vive em Nova York quando é picado por uma aranha radioativa e não só ganha os poderes de Homem-Aranha como esbarra em várias ‘Pessoas-Aranha’, de diferentes realidades. Todo personagem do filme é incrivelmente carismático e tem ótima presença em tela. Peter B. Parker, Gwen Stacy, Homem-Aranha Noir, Peni Parker e Presunto Aranha são todos ótimos. A animação do filme é deslumbrante e muda de estilo fluidamente, nunca deixando de impressionar. Não falhando ao manter o forte tema de responsabilidade presente em toda adaptação do personagem, Homem-Aranha no Aranhaverso não é apenas um excelente filme, mas um marco cinematográfico.

 

  • A Favorita, por Diego Francisco

A comédia absurda de Yorgos Lanthimos foi um dos melhores e mais divertidos filmes da temporada de premiações deste ano. O longa segue a azarada Abigail (Emma Stone) chegando ao castelo da trágica rainha Anne (Olivia Colman) pedindo por emprego para sua prima distante, a duquesa Sarah Churchill (Rachel Weisz), melhor amiga e confidente da monarca. No entanto, Abigail logo cai mas graças de Anne e as duas primas começam uma disputa pela preferência da rainha que, conforme vai se intensificando, fica com consequências mais sérias. O filme conta com um elenco excelente, cada uma das atrizes principais têm atuações excepcionais, o humor é hilário e o design de produção, figurino e trilha sonora são tão deslumbrantes e absurdos quanto o resto do longa.

 

  • Vice, por André Bozzetti

O premiado longa metragem, escrito e dirigido por Adam McKay, nos mostra como Dick Cheney (Christian Bale) evoluiu, em pouco mais de três décadas, de um estudante fracassado a um dos homens mais poderosos do mundo, cujas decisões mudaram a história dos Estados Unidos e de muitos outros países. O filme explica como o cargo de presidente dos Estados Unidos da América passou a dar plenos poderes a quem o ocupa, inclusive de delegar ao vice-presidente funções e permissões jamais antes imaginadas. Assim, percebemos o quão frágeis podem ser nossas instituições e, por consequência, a fragilidade da democracia, quando ela vai de encontro ao interesse dos poderosos. E como é fácil perder, através de uma simples assinatura ou de um telefonema, direitos e conquistas que levam décadas para serem alcançados.

 

  • Fé Corrompida, por Diego Francisco

Um dos filmes mais injustiçados na temporada de premiações de 2019, First Reformed (aqui infelizmente traduzido para Fé Corrompida) merece sua atenção. O reverendo Ersnt Toller (Ethan Hawke, excelente) é um ex-soldado veterano de guerra que resolveu seguir os caminhos da fé quando perdeu o filho depois de fazê-lo entrar no Exército. A vida solitária do reverendo muda completamente quando ele é abordado por Mary (Amanda Seyfried), uma fiel preocupada com o marido que se encontra em depressão. Ao conversar com ele, Toller fica obcecado com as questões ambientais do planeta que são ignoradas por todos e pretende usar a sua influência na Igreja para fazer algo a respeito. Fé Corrompida é um complexo filme sobre crença, obsessão, negligência e solidão, além de contar com uma tocante e excepcional performance de Ethan Hawke. Dirigido por Paul Schrader, roteirista de Taxi Driver e Touro Indomável, o longa foi tão ignorado quanto as questões socioambientais que aborda.

 

  • Nós, por André Bozzetti

Depois do sucesso absoluto de Corra!, quando debutou como diretor, Jordan Peele conquistou o respeito e a admiração da indústria, do público e da crítica cinematográfica. Sendo assim, criou-se uma grande expectativa sobre seu próximo trabalho. Se em Corra!, Peele foi provocando medo em pequenas doses, dessa vez ele resolve construir um clima incrivelmente tenso de uma vez só. Clima este que não se desfaz facilmente ao subirem os créditos, diga-se de passagem, não só pelos eventos que presenciamos na tela, mas também pelas reflexões que eles proporcionam. O diretor mostra ter construído uma identidade marcante, utilizando de maneira admirável a sua criatividade para abordar temas atuais e extremamente relevantes, ao mesmo tempo que habilmente manipula um dos nossos sentimentos mais irracionais: o medo.

 

  • Vingadores: Ultimato, por Carlos Redel

A conclusão da Saga do Infinito nada mais é do que épica. Os Irmãos Russo levaram para a telona tudo o que os fãs desejavam, em um filme cheio de homenagens e conclusões de jornadas. Com três horas de duração, Vingadores: Ultimato é uma montanha-russa de emoções, levando o espectador das gargalhadas às lágrimas em poucos minutos. O longa demonstra, entre cenas de tirar o fôlego, como o MCU cuidou bem de seus personagens, fazendo com o que os fãs realmente se importassem com cada um deles e sentissem as suas derrotas ou vitórias. A história que foi contada em 22 produções chega ao seu desfecho no ápice, com um filme que não é perfeito, mas incrível dentro de sua proposta. Não há um fã desse universo que não saia da sessão com os olhos cheios de lágrimas… E só para lembrar: “Eu sou o Homem de Ferro”.


  • John Wick 3: Parabellum, por Carlos Redel

Em John Wick 3: Parabellum (palavra que faz parte da expressão em latim ‘Se vis pacem, parabellum’, ou ‘se você quer paz, prepare-se para a guerra’), o diretor Chad Stahelski se mostra cada vez mais inspirado, entregando momentos dignos de entrarem para o hall dos grandes filmes de ação. O longa tem as melhores sequências de luta da trilogia, cada vez mais inventivas e bem elaboradas. É excelente ver John Wick utilizando, por exemplo, cavalos para acabar com os seus inimigos — ou um livro, ou machados, ou facas ou suas próprias mãos. John Wick 3: Parabellum é um dos melhores filmes do ano, que crava a franquia como um dos expoentes do gênero e Keanu Reeves como um dos grandes astros de ação.

 

  • Rocketman, por Carlos Redel

Dirigido por Dexter Fletcher, o mesmo que assumiu Bohemian Rhapsody após a demissão de Bryan Singer, Rocketman se aprofunda na história de Elton John (Taron Egerton), desde a sua infância, nos anos 1950, passando pela etapa em que se torna um fenômeno musical nos anos 1970, até chegar em sua decadência por conta das drogas e do álcool — obviamente, mostrando, após, como o músico superou esses problemas e segue firme e forte até hoje. Alegre, colorido e musical, o longa se aprofunda no drama que foi a vida do músico, que cresceu em busca da aprovação dos seus pais. Embalado pelos sucessos de Elton John — muitos deles, empolgantes e que elevam o astral do filme —, Rocketman sabe como usar o carisma e a excentricidade do cantor, que são transportados para Egerton, que brilha no papel e consegue variar muito bem entre o showman e o homem destruído emocionalmente. Uma grande homenagem a Elton John, que empolga e emociona muito bem.

 

  • Democracia em Vertigem, por André Bozzetti

O Brasil não é para amadores. Este momento específico da nossa história possui mais versões e leituras possíveis do que qualquer outro pelo qual já passamos nos 519 anos desde a colonização de nossas terras pelos portugueses e demais povos que vieram (ou foram forçados a vir) a seguir. O documentário de Petra Costa traz uma luz sobre os bastidores do contexto político nacional dos últimos anos, desde um impeachment mal explicado de uma presidenta democraticamente eleita até a questionável (e conveniente) prisão de um ex-presidente, em vias de vencer um novo processo eleitoral. Principalmente para estrangeiros, este filme talvez esclareça um pouco os tortuosos caminhos que levaram o Brasil a eleger, de forma ilusoriamente democrática, um governo que não possui um especial apreço por este regime político.


  • Turma da Mônica: Laços, por André Bozzetti

Um dos filmes nacionais mais esperados do ano, visto que possui uma legião de fãs formada tanto por crianças como por adultos, chegou e superou as expectativas. O live-action da turma do Bairro do Limoeiro, comandado por Daniel Rezende, consegue fazer com maestria algo que poucas vezes as adaptações de quadrinhos para o cinema conseguiram: nos dá, a todo momento, a sensação nostálgica de folhear um gibi. Um gibi no qual pouco nos importa se já antecipamos facilmente o final, visto que o que mais importa não é a surpresa guardada para sua conclusão, mas a alegria de passarmos aquele tempo ao lado de personagens tão apaixonantes.


 

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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