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MIB: Homens de Preto – Internacional | Crítica

MIB: Homens de Preto – Internacional | Crítica

MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black: International)

Ano: 2019

Direção: F. Gary Gray

Roteiro: Matt HollowayArt Marcum

Elenco: Tessa ThompsonChris Hemsworth, Liam NeesonEmma Thompson, Rebecca FergusonKumail NanjianiRafe Spall

A franquia MIB: Homens de Preto chegou ao seu melhor episódio em 2012, com o terceiro filme. Apesar disso, o longa, mesmo tendo feito a maior bilheteria mundial da saga, não conseguiu o sucesso esperado dentro do território norte-americano. Assim, as aventuras dos agentes K (Tommy Lee Jones) e J (Will Smith) chegaram ao fim.

Poucos anos depois, chegou a ser cogitado um inusitado crossover entre Anjos da Lei e Homens de Preto, que se chamaria MIB 23 — junção dos nomes originais das duas franquias, sendo o 23 a representação de sequência de 21 e 22 Jump Street — e seria estrelado pela dupla Jonah Hill e Channing Tatum. A obra, infelizmente, não viu a luz do dia. Em seu lugar, surgiu MIB: Homens de Preto – Internacional, que busca expandir o conceito da agência que protege a Terra, mostrando-a como uma entidade global.

E a ideia principal do longa era, realmente, muito interessante: há 20 anos, uma garotinha teve contato com um alienígena e, logo após, viu os Homens de Preto em ação, neuralizando os seus pais. A menina escapa de ter a sua memória apagada e, então, fica obcecada por fazer parte daquela organização — e ela consegue, obviamente, depois de muitas tentativas, como na CIA e no FBI. Molly, então, vira a Agente M (Tessa Thompson).

Ainda em fase de experiência, a jovem recruta de Nova York é destacada para colaborar com a agência de Londres. Lá, ela encontra o agente/celebridade H (Chris Hemsworth) e começa ajudá-lo em uma investigação, que busca encontrar um espião na agência e, ao mesmo tempo, lutar contra uma dupla alienígena que está aterrorizando a cidade europeia.

Mesmo com um começo recheado de informações e ideias interessantes, MIB: Homens de Preto – Internacional sofre com uma terrível falta de ritmo, em que nada empolga. E o que mais surpreende é que a direção é de F. Gary Gray, experiente cineasta que, recentemente, realizou o frenético Velozes e Furiosos 8. O primeiro ato e a metade do segundo do longa são sofríveis e deixam visíveis a falta de inspiração para se contar essa história.

E, por falar em história, a do novo capítulo da saga MIB não poderia ser mais genérica. O seu principal ponto de virada, que deveria ser a grande revelação da trama, é tão evidente que consegue surpreender — sério que não se esforçaram nem um pouco para sair do que era óbvio desde os primeiros minutos de projeção? Ok, às vezes, a jornada é mais interessante que a chegada. Só que, infelizmente, esse não é o caso de MIB: Homens de Preto – Internacional.

As cenas de ação, que muitas vezes conseguem elevar filmes com histórias sofríveis, também não conseguem empolgar — simplesmente, não flui. Além disso, a computação gráfica, que foi destaque nos outros filmes da franquia, aqui, mostram pouquíssima evolução — na verdade, os efeitos parecem inferiores aos apresentados em MIB 3, por exemplo, de sete anos atrás. As criaturas digitais estão extremamente artificiais.

Claro que nem tudo é uma catástrofe. Há alguns momentos divertidos, principalmente por conta do carisma de Hemsworth e Thompson, apesar da química entre os dois não ter funcionado como em Thor: Ragnarok. Entre muitos erros e alguns acertos, MIB: Homens de Preto – Internacional se iguala a MIB: Homens de Preto 2, o mais fraco da franquia e, infelizmente, não consegue dar o fôlego necessário para uma nova continuação. Ao final da sessão, tudo o que eu queria era ter visto o crossover com Anjos da Lei

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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