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I Am Mother | Crítica

I Am Mother | Crítica

I Am Mother

Ano: 2019

Direção: Grant Sputore

Roteiro: Michael Lloyd Green

Elenco: Clara RugaardRose Byrne, Hilary Swank

Ficção científica é o gênero cinematográfico com a maior capacidade de apresentar novos mundos, novos conceitos. O uso da tecnologia permite que muito possa ser feito com qualquer material — se os roteiristas e diretores forem habilidosos o suficiente com a construção. Como no histórico de produções originais da Netflix de sci-fi existem filmes excelentes como Aniquilação e péssimos como Mudo, é difícil saber para qual lado da balança a nova aposta da plataforma no gênero penderia.

Ambientada em um futuro distópico, em que a humanidade foi aparentemente extinta por uma infecção não definida, uma instalação remota é ativada e uma robô chamada Mãe (voz de Rose Byrne) tem de seguir sua única diretriz: fecundar embriões artificialmente para dar uma nova esperança à humanidade. Décadas depois, apenas uma criança foi gerada pelo método. Filha (Clara Rugaard) é um jovem adolescente criada carinhosamente pela Mãe para se tornar o ideal do que a humanidade virá a ser no futuro, um modelo a seguir para os próximos humanos que virão depois dela.

Apesar da vida isolada, as duas vivem pacificamente no ambiente limitado. Filha nunca chegou a conhecer o mundo exterior por causa da infecção que acabou com a todas as formas de vida antes do seu nascimento. A existência calma delas é ameaçada quando a garota ouve alguém pedindo ajuda do lado de fora da instalação e permite que Mulher (Hilary Swank) entre. A presença da forasteira dentro da nave faz com que Filha comece a rever tudo no que sempre teve como verdade, incerta sobre qual das duas figuras femininas mais velhas deve acreditar.

E é com essa premissa intrigante que I Am Mother se consolida como uma ficção científica tecnicamente simples, mas não menos eficiente. O roteiro, escrito por Michael Lloyd Green, é envolvente e usa do ritmo paciente do filme para lentamente se desdobrar e inserir suas viradas na trama. Green evita explicações e garante que a audiência saiba apenas o que a protagonista sabe em todos os momentos. Ao nunca estar na frente da situação ou saber mais que a Filha, é possível simpatizar mais com a garota e se colocar na condição dela em momentos de dúvida ou tensão.

Hilary Swank faz um ótimo trabalho, como sempre, no seu papel. Mas é Rose Byrne que se destaca no longa. Mesmo que sua performance seja reduzida a apenas usar a sua voz pelas quase duas horas de duração do filme, a atriz consegue dar muita profundidade e emoção à sua interpretação. É possível ver o quanto o lado maternal é forte na robô e sentir todo o amor, carinho e cuidado que a Mãe sente por sua filha. E nos momentos em que a voz dela muda para um tom mais sério, é de se impressionar como ela consegue assumir um lado mais ameaçador apenas com a flexão das palavras, sem precisar levantar a voz.

Infelizmente perdendo força no terceiro e concluindo com um final ambíguo não tão eficiente quanto o filme pensa que é, I Am Mother é uma sólida ficção científica que consegue se sustentar muito bem com apenas três personagens. Apesar de boas surpresas no decorrer da trama, o filme nunca consegue fazer jus a promessa inicial.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 5/5]

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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

Comments

  1. o filme acaba muito sem graça, acaba decepcionando por isso!!!

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