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Especial | Elencamos todos os filmes dos X-Men, do pior ao melhor

Especial | Elencamos todos os filmes dos X-Men, do pior ao melhor

A chegada de X-Men: Fênix Negra marca o fim da franquia dos mutantes sob os cuidados da Fox. A próxima aventura dos Filhos do Átomo já estará dentro do Universo Cinematográfico Marvel, com novos atores interpretando os poderosos alunos do Instituto Xavier.

Por conta disso, resolvemos elencar todos os filmes dos mutantes, de 2000 até agora. Para isso, os colaboradores do Bode na Sala deram as suas notas para os longas da franquia X-Men e, então, foi feita uma média para cada produção. Assim, fizemos o ranking, do pior ao melhor filme.

E, não, não colocamos os longas de Deadpool na lista — apesar dele fazer parte do universo, sua história não se relaciona com a trama da franquia original.

Confira o ranking abaixo e, nos comentários, diga se concorda ou não com a posição dos longas!


  • X-Men Origens: Wolverine (2009) – Média: 3,4/10

Fica difícil entender o que se passou na cabeça dos executivos da Fox e dos realizadores deste filme. Tendo uma franquia de sucesso nas mãos, com um protagonista carismático e extremamente popular, sério que a melhor decisão tomada foi usá-lo para criar um filme de ação galhofento, cafona, brega e sem o menor foco no desenvolvimento do personagem principal ou de qualquer um de seus coadjuvantes? Bom, realmente não parece muito inteligente, mas foi exatamente o que foi feito. X-Men Origens: Wolverine é um desastre do começo ao fim. Apresenta todo o background da vida de Logan de maneira porca e desrespeitosa com a mitologia, aposta em um humor sem a menor coerência com a franquia ou o personagem — além de criar cenas de ação tão vergonhosas quanto inverossímeis. Se tratando de um filme solo, é inexplicável aqui o excesso de personagens horríveis e de subtramas inúteis, que servem apenas para tirar o foco daquilo que mais faltou nesse filme: o Wolverine. Simplesmente, uma produção que deveria ser esquecida para todo o sempre. Por Pedro Kobielski


  • X-Men: Apocalipse (2016) – Média: 5/10

Os terceiros filmes, na maioria das vezes, são os mais fracos de suas franquias. Aconteceu com a primeira trilogia de X-Men, com O Confronto Final, de 2006. Dez anos depois, o mesmo se repetiu: X-Men: Apocalipse, terceira parte da retomada dos mutantes no cinema, com Primeira Classe, mostrou-se também o menos inspirado da ‘nova’ franquia. Buscando trazer às telonas, pela primeira vez, um dos vilões mais importantes dos Filhos do Átomo, o Apocalipse, o longa acaba decepcionando por não conseguir desenvolver bem os seus antagonistas, suas motivações e, principalmente, entrosamento — além de errar feio no visual do malvadão principal, deixando-o semelhante a um cosplay de baixo orçamento. O roteiro do filme também deixa a desejar, focando mais mas sequências de ação e menos na mensagem. No entanto, a produção acerta ao apresentar novos alunos do Instituto Xavier, Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee), desenvolvendo-os de maneira interessante e dando indícios de que aqueles personagens poderão, no futuro, formar uma equipe respeitável (o que, infelizmente, não deu tempo de conferir). Por Carlos Redel


  • X -Men: O Confronto Final (2006) – Média: 6/10

Após dois filmes aclamados pela crítica e pelo público, ficou mais difícil para a Fox manter a franquia dos X-Men no topo. Ainda mais depois que Bryan Singer, o responsável pelos dois primeiros longas, abandonou momentaneamente a franquia para realizar seu sonho de criança e dirigir Superman: O Retorno. Para comandar o terceiro capítulo da saga mutante, o escolhido foi Brett Ratner, que realizou o bem-sucedido A Hora do Rush alguns anos antes. A história adaptada pelos roteiristas Simon Kinberg e Zak Penn seria a mais famosa já realizada nos quadrinhos: A Saga da Fênix Negra. O resultado foi bem aquém do esperado — não comercialmente, já que o filme foi um sucesso, mas sim para os fãs da franquia, que não gostaram de ver a maior história já contada com os X-Men nos quadrinhos adaptada com tantas liberdades como foi. O filme tem méritos importantes, diga-se de passagem. O trio Patrick Stewart, Ian McKellen e Hugh Jackamn continua arrasando, toda a subtrama sobre a cura mutante mantém a relevância política da saga e a cena final de sacrifício de Jean Grey é realmente impactante. Mas as decisões de matar personagens importantes de forma apressada e sem o devido respeito que mereciam, reduz severamente a escala do história original e novamente deixar ganchos sem se preocupar com a coerência transformaram essa produção na mais fraca da trilogia original. Por Pedro Kobielski


  • X-Men: Fênix Negra (2019) – Média: 6,3/10

O adeus dos Filhos do Átomo à Fox se deu com uma produção que dividiu opiniões. X-Men: Fênix Negra já era muito criticado ainda antes de ser lançado. Problemas durante a produção, refilmagem do terceiro ato do filme, mudanças na data de estreia e, ainda por cima, o questionamento sobre a necessidade de se fazer uma nova adaptação de um arco que o próprio estúdio já havia realizado em X-Men: O Confronto Final. Após sua estreia, muitos receios se confirmaram para boa parte do público, mas para outros (nos quais eu me incluo), ele se mostrou uma boa surpresa, e conseguiu superar as expectativas que eram mais pessimistas. Contando com momentos visualmente impactantes, cenas de ação fantásticas e algumas boas reflexões sociais (mesmo que pouco desenvolvidas), o filme possui um bom ritmo e consegue transpor para a tela, de maneira relativamente eficiente, uma saga que exigiria algumas horas a mais para traduzir tudo o que representa. Assim, os principais defeitos acabam ficando na superficialidade de alguns personagens, em especial os vilões, e na pressa em resolver questões importantes que sofrem com diálogos pouco inspirados ou, por vezes, insuficientes para justificarem determinadas ações. É uma pena que este seja o último filme dos heróis mutantes por um longo tempo. Por André Bozzetti


  • Wolverine: Imortal (2013) – Média: 6,5/10

Depois do fiasco de X-Men Origens: Wolverine, é um milagre que as pessoas tenham ido assistir a outro filme solo do personagem nos cinemas. Mas tudo conspirava a favor, os trailers eram ótimos, a ambientação no Japão é perfeita e o longa prometia desenvolver mais o emocional de Logan. Felizmente, na maior parte do tempo, Imortal entregou tudo isso. Isolado após a morte da Jean Grey, vemos um Wolverine amargurado e que evita entrar em ação. Quando um antigo amigo dele dos tempos da Segunda Guerra Mundial está nos últimos dias, Logan se vê obrigado a ir até o Japão, onde fica preso em uma teia de conspirações. A ação do filme é excelente, possui as cenas mais violentas que testemunhamos do Wolverine até o momento (lê-se até Logan) e a presença de ninjas é a cereja do bolo. Ver o personagem em um estado mais frágil, tanto física quanto psicologicamente, também é algo muito positivo. Infelizmente, no terceiro ato Wolverine: Imortal vira uma bagunça de CGI desnecessária, barulhenta e nada empolgante, que contradiz o ritmo mais lento e a atmosfera tensa do filme. Por sorte, James Mangold aprendeu com os erros e entregou o filme perfeito quatro anos depois. Por Diego Francisco


  • X-Men: O Filme (2000) – Média: 7,2/10

A década de 1990 quase sepultou o gênero de filmes de super-heróis devido às tenebrosas adaptações que foram lançadas pela indústria cinematográfica naquele período. Joel Schumacher realizou a façanha de estragar a franquia do Batman, mesmo após o bom início da mesma sob o comando de Tim Burton. Se formos citar a adaptação de Spawn, em 1997, pode-se considerar um verdadeiro milagre que alguém tenha topado investir dinheiro no gênero novamente. Felizmente, fizeram. X-Men foi um filme com um orçamento moderado e, mesmo assim, conseguiu atingir um resultado muito satisfatório, que voltou a empolgar os fãs de quadrinhos e de filmes de ação e aventura. Contando com nomes de peso no elenco como Patrick Stewart, Ian McKellen e Halle Berry, além de um ainda pouco conhecido Hugh Jackman, que conquistou o público com a sua encarnação de Wolverine, o diretor Bryan Singer parece ter sido muito feliz em suas apostas — e mostrou novamente que era possível fazer filmes de qualidade utilizando os quadrinhos como fonte de inspiração. Tudo bem, X-Men: O Filme tem vários problemas, tanto de roteiro quanto em algumas atuações. No entanto, poder ver pela primeira vez no cinema as rajadas óticas do Ciclope, os poderes climáticos da Tempestade, a ferocidade do Wolverine e o poder ameaçador de Magneto, compensou com folga os defeitos da produção. E, o mais importante, X-Men abriu as portas para uma nova era de filmes de super-heróis. Isso já é suficiente para que mereça o nosso respeito e admiração ainda por muito tempo. Por André Bozzetti


  • X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) – Média: 7,8/10

Uma aposta arriscada da Fox, Dias de um Futuro Esquecido precisava ser tanto uma continuação de X-Men: Primeira Classe quanto de X-Men: O Confronto Final e, mesmo que existissem ressalvas quanto ao seu funcionamento, o resultado final ficou ótimo. No futuro distópico de 2023, os Sentinelas, máquinas criadas para exterminar os mutantes, começaram a matar todas as pessoas que possuíam o gene mutante, mesmo que esse só se desenvolvesse gerações depois. Os últimos mutantes vivos usam a Lince Negra para mandar o Wolverine de volta no tempo, nos anos 1970, para impedir a captura da Mística, cujos poderes foram determinantes para a criação do projeto Sentinela. Dias de um Futuro Esquecido possui algumas das melhores cenas de ação e de humor da saga dos Filhos do Átomo, apesar do final tomar uma atitude meio covarde ao resetar todos os filmes da franquia original, incluindo X-Men 2 e O Confronto Final. Mas aquela cena do Mercúrio é excelente, não é mesmo? Por Diego Francisco


  • X-Men: Primeira Classe (2011) – Média: 8,6/10

Depois de dois filmes que decepcionaram grandemente os fãs da franquia X-Men (X-Men: O Confronto Final e X-Men Origens: Wolverine), a opção que encontraram foi voltar bem atrás no tempo e mostrar a primeira equipe dos mutantes em uma história com os anos 1960 servindo de pano de fundo. James McAvoy e Michael Fassbender foram os escolhidos para dar vida aos jovens Charles Xavier e Erik Lehnsherr, o futuro Magneto. O Fera também daria as caras na pele do ator Nicholas Hoult e a Mística de Jennifer Lawrence seria mostrada como uma antiga aliada de Xavier. Ninguém estava botando fé no filme, pois seu material de divulgação era péssimo e os longas anteriores não foram bem recebidos, mas todo mundo se surpreendeu no final. Além do filme provar que foram os X-Men quem resolveram a Crise dos Mísseis de Cuba e evitaram uma guerra nuclear, ele possui ótimas cenas de ação e apresenta importantes mutantes dos quadrinhos que até então não tinham aparecido no cinema, como Azazel (Jason Flemyng), Emma Frost (January Jones) e Sebastian Shaw (Kevin Bacon), formando a primeira versão do Clube do Inferno. Primeira Classe foi um sopro de vida na franquia que parecia ter morrido de vez com o filme solo do Wolverine, e deixou os fãs empolgados com seu futuro, que seria justamente um longa com futuro no nome. Por João Vitor Hudson


  • X-Men 2 (2003) – Média: 8,6/10

O segundo filme dos mutantes até hoje traz boas lembranças à cabeça dos fãs. O longa não apresenta um mutante como vilão, mas, sim, um humano: William Stryker (Brian Cox). O responsável pelo programa Arma X, experimento que rendeu ao Wolverine (Hugh Jackman) um esqueleto de adamantium e muita dor, quer continuar o questionável projeto, e invade a Mansão Xavier para buscar algumas cobaias. A ameaça de Stryker é tão grande que o Professor X e Magneto precisam deixar suas diferenças de lado e se unir para enfrentá-lo. Além de uma trama bem feita, o filme traz algumas cenas memoráveis, como a de sua abertura — a invasão de Noturno (Alan Cumming) à Casa Branca para tentar matar o presidente dos Estados Unidos — e o grandioso ato final em que Jean Grey (Famke Janssen) se sacrifica para que os X-Men possam sobreviver. Sem dúvida, é um dos filmes de super-heróis mais queridos pelos fãs. Por João Vitor Hudson


  • Logan (2017) – Média: 10/10

É um consenso: Logan é, definitivamente, o melhor filme da franquia X-Men. Mesmo não trazendo toda a equipe mutante em ação e sendo bem intimista. Passando-se em um futuro alternativo, o longa marca a despedida de Hugh Jackman como Wolverine e, se não fosse triste o bastante, também traz o final de Charles Xavier de Patrick Stewart. Com um excelente roteiro, melancólico e forte, Logan também conta com um visual incrível e atuações impecáveis de Jackman e Stewart (sério, como não indicaram essa cara ao Oscar?), além de apresentar para o mundo a excelente Dafne Keen, que vive a pequena e mortal Laura/X-23. James Mangold, que já havia comandado uma aventura do carcaju, com o apenas bom Wolverine: Imortal, o diretor teve liberdade para criar uma história corajosa e visceral, levando o afiado mutante à uma aventura para maiores, que não poupa o público de violência extrema — mas não gratuita. Depois de 17 anos acompanhando Jackman com as garras de adamantium, aparecendo em todos os filmes da franquia até então, foi emocionante assistir a última batalha do mutante que, depois de passar por tantos perrengues, pode, finalmente, descansar e encontrar o amor de sua vida. Por Carlos Redel


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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