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Especial | Cinco ideias dos quadrinhos quem podem ser usadas em The Batman

Especial | Cinco ideias dos quadrinhos quem podem ser usadas em The Batman

Essa semana marcou a confirmação de que Robert Pattinson, o astro da franquia Crepúsculo, será o novo Batman. Obviamente, acalorados debates seguiram o anúncio, com fãs do Homem-Morcego defendendo ou criticando a escalação. O fato é que o filme está em pleno desenvolvimento, e Matt Reeves, competente diretor por trás de Planeta dos Macacos: O Confronto e Planeta dos Macacos: A Guerra, será o principal roteirista e diretor do projeto. Independente do ator escolhido, o filme está em boas mãos.

Mas, não é por isso que os fãs deixam de especular ideias para o novo filme. Afinal, são 80 anos ininterruptos de histórias e mitologia acumulada, e todos que acompanharam pelo menos parte dessa jornada se acham em condições de sugerir tramas para serem adaptadas. Nesse especial, vou humildemente trazer alguns conceitos do Batman que ainda não foram explorados no cinema, ou que precisam de uma revitalização para o cinema contemporâneo, baseado tanto em notícias recentes quanto em puros desejos de um fã. Boa leitura!


1 – BATMAN DETETIVE

Nós também não, Batman!

Desde que Reeves foi anunciado para encabeçar o projeto, fala-se que o diretor tem intenção de explorar o lado mais detetivesco do herói. No cinema, talvez para priorizar o espetáculo, valorizou-se muito mais a capacidade de criar ação com as habilidades do personagem. O que é legal, claro, mas apenas um lado do morcegão.

Grandes histórias do personagem ao longo dos anos aconteceram explorando suas capacidades forenses, como O Longo Dia das Bruxas e sua sequência Vitória Sombria, Batman: Xamã, Batman: O Messias, o game Arkham Asylum e vários episódios da animação clássica dos anos 1990.

Seria interessante ver, no cinema, um Batman que precise de mais do que músculos e dispositivos eletrônicos para derrotar seus inimigos e salvar Gotham City. Afinal de contas, o nome da DC vem de Detective Comics, publicação na qual o Morcego teve sua primeira aparição!


2 – GUERRA DE VILÕES

Uma das notícias que mais recentes do filme dá conta de que um total de seis vilões faria parte da trama. Isso, imediatamente, me remeteu a várias histórias do personagem que mostraram os vilões lutando entre si por território, tendo apenas o Batman entre eles e a população de Gotham.

A primeira é Terra de Ninguém, saga que seguiu os acontecimentos de Terremoto. Na trama, após um desastre natural, Gotham é abandonada pelo governo americano. Então, os vilões entram em batalha para lotear os pedaços da cidade, gerando dor de cabeça para Bruce Wayne e toda a sua equipe de heróis.

Outra trama que explora esse sentido é a de Arkham City, segundo game da franquia de jogos iniciada pela produtora Rocksteady. O prefeito de Gotham decide isolar uma área inteira da cidade, transformando-a numa super prisão para seus insanos vilões. O que, obviamente, não agrada Bruce Wayne, que fará de tudo para dar fim à cidade de Arkham.

E a última, e mais recente, é A Guerra de Piadas e Charadas, publicada em 2018 nas HQ’s do herói. No roteiro escrito por Tom King, os dois mais desequilibrados vilões de Gotham, o Coringa e o Charada, travam uma violenta batalha nas ruas da cidade. O prêmio? O direito de matar o Batman.

Como vocês podem ver, existe muito material para Reeves explorar e adaptar, caso queria trabalhar essa ideia.


3 – BATFAMÍLIA

O Batman é um dos personagens com o elenco de apoio mais rico de todas as histórias em quadrinhos. Mas, por algum motivo, a Warner Bros. não explora tão bem quanto poderia esse elenco, optando por trabalhar o Batman individualmente. Talvez o motivo seja a traumática experiência com Batman e Robin (1997)…

O fato é que a DC pode estar perdendo uma bela oportunidade de fazer dinheiro e de criar franquias paralelas. O primeiro Robin, Dick Grayson, cresceu e se tornou um dos herpois mais queridos dos fãs da editora: o Asa Noturna. Um filme do personagem estava em desenvolvimento, mas nada mais se falou a respeito. Quem sabe se Grayson aparecer num filme do Batman, não fique mais fácil levar essa ideia adiante?

Outro bom exemplo é a Batgirl. A heroína, que recentemente teve HQ’s muito elogiadas, poderia muito bem ter uma franquia própria bem sucedida. Recentemente, Joss Whedon esteve a frente do projeto, mas desembarcou da produção sem maiores explicações.

Um longa de animação recentemente lançado pela DC, Sangue Ruim, mostrou toda a batfamília em ação. O resultado foi extremamente divertido. Quem sabe um dia teremos isso nos cinemas?


4 – ALFRED, O SOLDADO

Em Batman vs Superman, a melhor cena protagonizada pelo Batman é aquela em que ele salva Martha (sem piadas, por favor!) Kent dos capangas de Lex Luthor. É bem interessante a dinâmica estabelecida entre o morcegão e Alfred, que atua como uma espécie de “apoio tático” ao herói. E se o Alfred fosse mais do que apenas um mordomo?

Na Graphic Novel Batman: Terra Um, Alfred Pennyworth é contratado por Thomas Wayne não como mordomo, mas como chefe de segurança da Mansão Wayne. Ao longo da trama, ficamos sabendo que Alfred era um antigo membro dos Fuzileiros Navais britânicos. Ele acaba se tornando uma espécie de mentor do Batman, ensinando-lhe não apenas técnicas de combate, mas também senso de justiça e honra.

Seria legal vermos algo semelhante no cinema, não?


5 – O LADO PSICOLÓGICO

A carreira pós-Crepúsculo de Robert Pattinson é bastante prolífica. O ator britânico selecionou a dedo os projetos em que se envolveu, trabalhando com realizadores como David Cronenberg, os irmãos Safdie e Robert Eggers. Mais do que um rostinho bonito, Pattinson se mostrou um ator capaz de dar vida a personagens complexos.

O que se trata, definitivamente, do Batman. Que fenômeno psicológico explica um homem, traumatizado por uma perda, se vestir de morcego e sair espancando bandidos na calada da noite?

Ao longo dos anos, vários autores exploraram a psique quebrada do herói, como Grant Morrison fez na celebrada Graphic Novel Asilo Arkham. Mas Tom King, o atual roteirista do principal título do herói, é o que merece maior destaque. À frente do Morcegão desde 2016, King (que será o roteirista do filme dos Novos Deuses, de Ava DuVernay) já tocou em temas sensíveis como a solidão, a depressão e até o mesmo o comportamento suicida de Bruce Wayne.

Conhecendo o trabalho de Matt Reeves, que construiu um complexo personagem em Cesar, protagonista da franquia Planeta dos Macacos, e o de Pattinson, fica a expectativa de que The Batman seja não apenas um filme com muita ação (o que com certeza terá), mas também um filme que mostre os aspectos que movem a ação do herói mais famoso de todos os tempos.


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Jornalista em formação, ex-membro do finado e saudoso Terra Zero e leitor de histórias em quadrinhos. Fã de ficção científica e terror, divide seu tempo livre entre o cuidado com suas dezenas de gatos e a paixão pela cultura pop. Sonha com o dia em que perceberão que arte é sim, uma forma de discutir política.

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