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Especial | 12 escolhas polêmicas de intérpretes de super-heróis que deram certo

Especial | 12 escolhas polêmicas de intérpretes de super-heróis que deram certo

A escolha de Robert Pattinson para viver o Homem-Morcego em The Batman, longa que será comandado por Matt Reeves, obviamente, gerou uma grande repercussão na internet. O motivo? O ator ficou marcado por viver Edward Cullen na Saga Crepúsculo — e o pessoal não perdoa o fato dele brilhar quando pega sol.

Mas Pattinson não foi o primeiro — e nem será o último — ator a gerar polêmica ao ser escalado para viver um herói querido do público. Por isso, separamos 10 escolhas que, na época, enfureceram os fãs, mas que acabaram se mostrando assertivas.

Confira:


  • Ben Affleck / Batman

The Batman pode iniciar uma trilogia

Quando anunciado como o Homem-Morcego, em 2013, Ben Affleck enfrentou uma enxurrada de crítica por parte dos fãs, que lembravam do ator como Demolidor, no fracassado filme de 2003. Além disso, a idade de Affleck foi outro fator determinante para o julgamento dos espectadores, que achavam que o ator, na época com 41 anos, era velho demais para encarnar o personagem em uma franquia. Mesmo com tantas críticas, ele seguiu no papel e, apesar de ter atuado em apenas duas produções como o personagem — em Batman vs Superman: A Origem da Justiça e Liga da Justiça —, mostrou-se um ótimo intérprete do Homem-Morcego, conquistando os fãs que tanto reclamaram do ator. Inclusive, muitos deles criticaram a Warner Bros. quando Affleck deixou o papel, querendo que ele, ao menos, tivesse um filme solo (o que não aconteceu). Por Carlos Redel


  • Brie Larson / Capitã Marvel

Brie Larson entrou no MCU em um momento complicado. A Marvel já havia lançado 20 filmes, estava com um bom leque de protagonistas já consolidados, e sua Capitã Marvel surge no intervalo entre as duas partes do gran finale da Saga das Joias do Infinito. O simples fato da nova personagem (com uma participação fundamental na trama) ser uma mulher, já gerou alguma revolta dos fãs mais conservadores. Para piorar, os posicionamentos feministas da atriz acentuaram esse hate sexista, e as críticas ficaram ainda mais incisivas. A cereja do bolo das reclamações sem noção diziam respeito ao corpo da atriz, da qual muitos reclamaram que “não tinha bunda” e coisas assim. Típica reclamação de quem lê as revistas com as heroínas mega-erotizadas e, por algum motivo, acreditam que aquilo é relevante em um combate. O hate gerado foi tão grande que, antes mesmo da estreia, o filme já recebia milhares de avaliações ruins em sites e a atriz sofria ataques em suas redes sociais.  Mesmo assim, Capitã Marvel ainda foi um sucesso de bilheteria, e Brie Larson se saiu muito bem já em seu filme solo, e melhorou ainda mais para sua participação em Vingadores: Ultimato. Infelizmente, permaneceu sendo alvo de ataques, muito mais por ser declaradamente feminista do que por sua caracterização e atuação como Capitã Marvel. Por André Bozzetti


  • Chris Evans / Capitão América

O Capitão América é um dos símbolos da Marvel. Um dos personagens mais famosos e mais importantes da editora. Mesmo que os estúdios tenham escolhido o Homem de Ferro para ser o centro do MCU, escolher um bom Capitão seria fundamental para o sucesso da franquia. E a tarefa não seria fácil: o escolhido deveria ser capaz de dividir o protagonismo com o já consagrado Robert Downey Jr. A escolha de Chris Evans gerou muita desconfiança. Além de uma carreira sem grandes destaques, sua participação como Tocha Humana nos constrangedores filmes do Quarteto Fantástico lançados em 2005 e 2007 jogavam muito contra ele. E sua magreza também foi motivo de algumas críticas. Mas não foi por muito tempo. O ator ganhou muita massa muscular e a caracterização de seu personagem para a estreia em Capitão América: O Primeiro Vingador ficou fantástica. A utilização de um dublê de corpo bem menor do que ele, para as cenas que se passam antes de Steve Rogers receber o soro do Super Soldado, fez com que o físico do ator chamasse ainda mais atenção, devido à comparação. Evans ainda acertou em cheio no tom “certinho” de Rogers, seu comportamento e vocabulário, mostrando-se uma escolha definitivamente perfeita para o papel. Por André Bozzetti


  • Gal Gadot / Mulher-Maravilha

A atriz israelense foi contratada pela Warner Bros. ainda em dezembro de 2013, mais de dois anos antes da estreia de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Desde sua escalação como Mulher-Maravilha até o lançamento do filme, Gadot enfrentou duras críticas de ‘fãs’ dos quadrinhos. O motivo raramente tinha a ver com sua atuação, visto que sua personagem na franquia Velozes e Furiosos não tinha tanta expressão, ou pelo fato de ser sionista devido ao seu tempo de servidão nas Forças de Defesa de Israel, mas o principal motivo era relacionado à sua fisionomia. As criticas diziam que a Mulher-Maravilha deveria ter mais corpo, especialmente mais peito e mais bunda, para fazer jus ao visual das histórias em quadrinhos. Ao final de tudo, a Mulher-Maravilha se provou o menor dos problemas do filme e, em sua aventura solo, Gadot provou que é uma excelente Diana Prince e hoje não há mais reclamações sobre sua aparência. Por João Vitor Hudson


  • Heath Ledger / Coringa

Ok, temos um vilão na lista. E não podíamos deixa-lo de fora. Heath Ledger, hoje, é ovacionado por entregar a melhor encarnação do Coringa do cinema e recebeu até o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel. No entanto, ele não recebeu tanta aclamação quando foi anunciado no papel. Quando o anúncio saiu, em julho de 2006, a decisão recebeu bastantes críticas. Parte das reclamações dos fãs era pelo fato do ator ser conhecido por comédias românticas, mais especificamente 10 Coisas que Odeio em Você, mas o principal dizia respeito à homofobia. Ledger tinha acabado de receber uma indicação ao Oscar por sua performance no filme O Segredo de Brokeback Mountain, em que vivia um romance proibido com o personagem de Jake Gyllenhaal. Mesmo com a indicação a diversos prêmio de atuação, o fato de o ator estar associado a um personagem gay causou uma péssima recepção. As críticas sumiram com as primeiras fotos e filmagens reveladas de Ledger como o Palhaço do Crime e com a trágica morte do ator em janeiro de 2008, meses antes do lançamento do filme. Quando Batman: O Cavaleiro das Trevas chegou aos cinemas, não havia uma crítica negativa sobrando. Heath Ledger e a sua dedicação ao personagem que acabou custando a sua vida até hoje são lembradas como uma das melhores atuações da história do cinema. Por Diego Francisco


  • Hugh Jackman / Wolverine

É difícil de imaginar outro ator interpretando o Wolverine, não é? Pois bem, em 1999, quando Hugh Jackman foi escolhido para dar vida a Logan, ele foi extremamente contestado pelos fãs dos mutantes. O motivo? O ator era alto demais, com 1,88 m, enquanto o Carcaju tem cerca de 1,60 m. Além disso, Jackman foi considerado excessivamente bonito para viver o mutante que, desde a sua origem, foi retratado como um brucutu. Bem, como você deve saber, as críticas não abalaram a escolha e o ator acabou interpretando o personagem por 17 anos, assumindo o protagonismo da franquia dos Filhos do Átomo. E, como se não bastasse, Jackman ainda teve a própria franquia de seu personagem, despedindo-se dele em Logan, que levou uma legião de fãs às lágrimas — muitos, inclusive, ainda sonham de ver o ator de volta ao papel, agora que os direitos dos mutantes retornaram para a Marvel. Por Carlos Redel


  • Jason Momoa / Aquaman

Hoje, o Rei de Atlantis interpretado por Jason Momoa é amado por muita gente, seja por seu jeito simpático ou por sua beleza exótica. Mas nem sempre foi assim. O Aquaman era, até então, conhecido como a maior piada que a DC Comics já havia lançado e que ninguém levava a sério. O personagem não tinha muitos fãs como os figurões Batman e Superman e, por conta disso, a Warner Bros. tomou a decisão de procurar um ator com um grande porte físico para interpretá-lo nos cinemas e, assim, tentar apagar a imagem de chacota do herói dos mares. O escolhido foi Momoa, o Khal Drogo de Game of Thrones, um cara que ninguém gostaria de encarar. O estilo cabeludo, forte e praiano de Momoa gerou revolta nos ‘fãs’, que até então não se importavam com o personagem, mas passaram a questionar a decisão do estúdio, uma vez que o Aquaman era originalmente loiro e com olhos azuis. Hoje, todo mundo que viu Aquaman e Liga da Justiça gosta do herói e muito disso é mérito de Jason Momoa, que esbanja carisma por onde passa — e de Zack Snyder, que escolheu a dedo o ator que daria vida ao atlante. Por João Vitor Hudson


  • Michael Keaton / Batman

Não é fácil ser o Batman. E isso vem desde os anos 1980. Quando Michael Keaton foi escolhido para viver o Homem-Morcego nos cinemas, com Batman: O Homem-Morcego, de 1989, a Warner Bros. recebeu uma enxurrada de críticas, com cartas de fãs chegando sem parar. Essa era a primeira grande empreitada nos cinemas do personagem, uma vez que o herói só havia sido interpretado, até então, por Adam West, lá nos anos 1960, com produções bem mais cômicas. Sendo assim, os fãs do Cavaleiro das Trevas queriam um filme sombrio, por isso, não viram com bons olhos um ator que vinha da comédia vestindo o traje do morcegão. Com pressão, os produtores e diretores reforçavam, antes do filme estrear, que a performance de Keaton estava excelente, em entrevistas para revistas, jornais, televisão e rádio (é, não tinha internet, jovem). Quando a primeira imagem do ator foi divulgada, os fãs piraram no visual e a desconfiança diminuiu — quando o filme estreou, o intérprete foi ovacionado. Keaton retornou ao papel em Batman: O Retorno, em 1992, e só deixou o personagem por conta de divergências com Joel Schumacher, que assumiu — e quase destruiu a franquia — no lugar de Tim Burton. Por Carlos Redel


  • Robert Downey Jr. / Homem de Ferro

Em setembro de 2006, quando Robert Downey Jr. foi contratado pela Marvel Studios para interpretar Tony Stark/Homem de Ferro, nenhum executivo poderoso de Hollywood queria trabalhar com o ator. Nem mesmo a Marvel queria. A sua escalação gerou dúvidas sobre a qualidade do filme, pois o passado de Downey Jr. era sombrio e o ator sempre esteve envolvido em polêmicas. Por diversas vezes, Downey Jr. passou por reabilitações e prisões, algumas delas por posse de drogas e por dirigir alcoolizado. Por causa disso, nenhuma companhia de seguros estava disposta a cobrir as apólices de seus contratos, pois eram muitos voláteis. Embora estivesse sóbrio desde 2003, a escalação de uma figura polêmica gerava tensão entre os fãs e os executivos da Marvel. Mas graças a Jon Favreau, que dirigiu o primeiro Homem de Ferro, é que tivemos um dos personagens mais icônicos da cultura pop e muito disso se deve a contribuição de Robert Downey Jr.


  • Tilda Swinton / Anciã

A escalação de Tilda Swinton como a mentora do Doutor Estranho não encontrou apenas controvérsia por causa do personagem ser masculino nos quadrinhos como também por se tratar de um caso de whitewashing – o Ancião era originalmente um idoso tibetano. A decisão de transformar o tibetano em céltico foi uma decisão comercial baseada em racismo por duas vertentes. A primeira vertente é que o Ancião como existente nos quadrinhos representa um estereótipo hoje mal visto conhecido como fu manchu, o personagem asiático sábio e místico. Este estereótipo prejudicaria a relação do filme com a China, segundo maior mercado de bilheteria mundial. Para você ter ideia, quando Piratas do Caribe: No Fim do Mundo estreou, foi preciso cortar quase todas as cenas do personagem do Chow Yun-fat por causa disso, mais de 10 minutos de filmagem. O segundo motivo também envolve o mercado chinês: a China odeia o Tibete. Existem séculos de conflito entre os dois países sobre a independência do Tibete — a China proclama ser soberana da nação. A questão não é um mero debate, uma vez que existem alegações de genocídio com um milhão e duzentos mil tibetanos mortos por ordem de autoridades chinesas. O conflito entre os dois países é delicado e a Marvel mudou a etnia da Anciã para não prejudicar o desempenho de Doutor Estranho nas bilheterias chinesas.


  • Zachary Levi / Shazam

No segundo semestre de 2017, os fãs dos heróis da DC estavam aproveitando o suspiro dado pelo sucesso de Mulher-Maravilha, após o controverso Batman vs Superman: A Origem da Justiça e do constrangedor Esquadrão Suicida. Às vésperas da estreia de Liga da Justiça, é anunciado o ator que interpretaria o personagem-título de Shazam!, então em pré-produção. O nome de Zachary Levi surgiu sob uma enxurrada de reclamações. As principais críticas eram sobre a questão física: para os fãs, o herói deveria ser muito maior e mais musculoso, visto que nos quadrinhos ele, normalmente, era mais imponente inclusive que o Superman. A preocupação aumentava ao se falar sobre o personagem Adão Negro, que seria vivido, em outra produção, por Dwayne Johnson. Na comparação física com o seu grande inimigo, Zachary Levi ficava devendo muito. Como se isso não fosse acontecer com qualquer outro ser humano.  No entanto, quase todos os críticos da escolha se renderam já no primeiro trailer lançado. Apesar de ainda necessitar de um uniforme com enchimentos para complementar a musculatura, o ator cresceu muito através do forte treinamento físico ao qual foi submetido, e seu carisma conquistou o público de primeira. Sua interpretação do herói acabou agradando muito os fãs pela leveza, bom humor e pela fidelidade aos quadrinhos dos Novos 52. E, algo que realmente ajudou muito, Zachary Levi não conseguia esconder sua alegria em ter recebido aquele papel. Por André Bozzetti


  • Zazie Beetz / Domino 

Dominó não era uma personagem tão familiar para o público geral, apenas os leitores dos quadrinhos a conheciam quando foi anunciado que Zazie Beetz a interpretaria em Deadpool 2. Como Dominó era originalmente branca, foi dado início a uma longa discussão que já foi vista quando Idris Elba foi escalado como Heimdall no primeiro Thor, Michael B. Jordan foi escolhido como Tocha Humana do remake de Quarteto Fantástico e Tessa Thompson foi anunciada como Valquíria em Thor: Ragnarok. De um lado, fãs incomodados que a representação da personagem não estava fiel ao visual original, dizendo que era inclusão forçada e, em alguns casos, pontuais comentários racistas. Do outro lado, pessoas que apoiavam a decisão por incentivar uma representatividade maior nos filmes de super-heróis e por já conhecer o trabalho da atriz em Atlanta. No final das contas, o resultado é sempre o mesmo. Hoje em dia, ninguém mais reclama do Heimdall ou da Valquíria ou do Tocha Humana (neste caso, reclamam bastante do filme mesmo). Zazie Beetz foi muito elogiada como Dominó quando Deadpool 2 foi lançado e a personagem facilmente caiu nas graças do público por ser uma das melhores coisas do filme. Por Diego Francisco


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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