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Dica de Quinta | Cinco documentários imperdíveis para assistir na Netflix

Dica de Quinta | Cinco documentários imperdíveis para assistir na Netflix

Documentários são, em sua essência, um formato de cinema que busca contar histórias mais reais, sem a encenação de atores com falas a serem ditas. O gênero, que é bastante usado em escolas e faculdades, tem o objetivo de informar, mas é claro, com a visão do cineasta responsável pela produção. O formato é muito versátil, podendo ser feito tanto como longa e curta-metragem quanto em seriado. Embora existam documentários bastante tendenciosos, existem aqueles que são muito interessantes, e a Netflix é um prato cheio para quem é fã do formato. Pensando nisso, a Dica de Quinta desta semana traz cinco documentários, distribuídos entre filmes e seriados e apresentando os mais variados temas, que vão desde uma tentativa de assassinato de Bob Marley a uma teoria excêntrica sobre qual o verdadeiro formato da Terra. Bora conferir?


  • Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy (2019)

Ted Bundy foi um dos mais conhecidos e controversos assassinos em série que o mundo conheceu. Dos anos 70 até sua morte pela cadeira elétrica em 1989, Bundy brincou com a justiça norte-americana que o acusava de ter matado e escondido os corpos de pelo menos 36 mulheres. O caso de Bundy era absurdo, visto que a comunidade em que o estudante de direito vivia jamais desconfiaria dele, pois o homem era charmoso e extremamente sedutor. Com sua condenação, ficou cada vez mais evidente que Bundy era um narcisista, pois o mesmo decidiu demitir seus advogados e ele próprio se defendeu no tribunal. Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy é uma minissérie de quatro episódios que faz um resumo da carreira assassina de Bundy, e ainda provoca um debate sobre a viabilidade de se aplicar pena de morte para certos crimes. É uma excelente pedida para quem é fascinado por serial killers!


  • ReMastered: Who Shot the Sheriff? (2018)

Esse média-metragem de 57 minutos procura jogar uma luz sobre o estilo de vida pacífico de Bob Marley e como uma disputa política na Jamaica quase levou o cantor de reggae à morte antes da hora. Nos anos 70, a Guerra Fria havia chegado a diversos países enquanto EUA e URSS disputavam entre si qual modelo político funcionava melhor, e com a Jamaica foi parecido. A ilha caribenha havia conseguido sua independência não havia nem 20 anos, mas o país estava um caos. No meio disso, Bob Marley despontava entre os jamaicanos como um símbolo de esperança através do Rasta e do reggae cantado por ele, e era na época a figura pública mais influente do país. No fim de 1976, a Jamaica passaria por uma eleição presidencial que provocou um rastro de mortes entre os dois lados. Um dos lados tinha apoio dos EUA, e o outro lado o apoio de Cuba, e para acalmar os ânimos da população, Marley anunciou um megashow gratuito para os jamaicanos. O cantor estava sofrendo ameaças de morte, e então um dos candidatos forneceu uma segurança para Marley e seus familiares, e apenas dois dias antes do show, a casa do cantor sofreu um atentado. Essa é uma história não muito conhecida sobre Marley, e ReMastered: Who Shot the Sheriff? não só apresenta ela a um grande público como coloca a política como a grande vilã da história. No final, você vai querer ter participado de algum show de Marley, que era um verdadeiro espetáculo!


  • A 13ª Emenda (2016)

A cineasta Ava DuVernay, responsável pelo belíssimo Selma, apresenta uma análise sobre o sistema prisional norte-americano e como ele está intimamente ligado ao racismo institucional. O título do longa, que foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2017, faz uma referência a uma emenda na constituição dos Estados Unidos aprovada quando a escravidão foi abolida no país. A emenda proibia qualquer tipo de servidão involuntária, exceto como punição para algum crime cometido. O filme argumenta que o fim do escravidão, que provocou um aumento de moradores de rua, especialmente negros, não foi exatamente o fim do racismo, e com tantos negros andarilhos, isso era motivo para que os policiais da época os prendessem por simplesmente “vagabundear”, e assim a escravidão de negros continuaria acontecendo, mas de um modo que o Estado aprovasse. A 13ª Emenda é um projeto ousado de DuVernay, que sempre trabalhou a questão racial em suas obras, e seu documentário mais recente é um pesado retrato de como o racismo ainda existe em larga escala.


  • A Terra É Plana (2018)

Nosso planeta não é redondo e achatado nos pólos, mas sim um corpo plano no cosmos. A teoria da Terra plana é cada vez mais popular, e ninguém sabe muito bem o porquê, mesmo com um número incontável de provas que mostram que a Terra é redonda. O fenômeno conspiracionista fez com que o cineasta Daniel J. Clark, que tem certeza de que nosso planeta é redonda, procurasse entender por que tal teoria começou a fazer tanto sucesso. Essa curiosidade pelo absurdo gerou o documentário A Terra É Plana, que não trata a teoria e nem seus adeptos, chamados de terraplanistas, como coisas ridículas, mas procura levar a sério e tenta entender como funciona. É um “universo” curioso que merece a atenção, seja você fã de teorias de conspiração ou não.


  • Absorvendo o Tabu (2018)

Menstruação não é um tema exatamente popular. Embora esteja presente na vida de todas as mulheres, o período mensal ainda é um tabu, e em países como a Índia, é ainda pior. Absorvendo o Tabu, que este ano venceu Oscar de Melhor Documentário em Curta-Metragem, conta a história de um grupo de mulheres indianas que vivem em uma região pobre do país que conseguiram mudar sua comunidade depois de instalarem uma máquina de fabricar absorventes em casa. A menstruação é mostrada no filme por diversos pontos de vista, alguns homens até chegam a pensar que é uma doença feminina, e por essa falta de conhecimento sobre o assunto é que foi possível para essas mulheres empreenderem em negócio tão desafiador. Absorvendo o Tabu mostra que não é preciso ter medo de falar de certos assuntos e que menstruação não é para ser algo vergonhoso, mas sim natural.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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