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Maratona Marvel #21 | Capitã Marvel | Crítica

Maratona Marvel #21 | Capitã Marvel | Crítica

Capitã Marvel (Captain Marvel)

Ano: 2019

Direção: Anna BodenRyan Fleck

Roteiro: Anna BodenRyan FleckGeneva Robertson-Dworet

Elenco: Brie Larson, Samuel L. JacksonJude LawBen Mendelsohn, Annette BeningLashana LynchClark Gregg, Djimon HounsouLee Pace

Após os traumáticos eventos de Vingadores: Guerra Infinita, não teve um fã da Marvel que não ficou se perguntando: “E agora, quem poderá nos defender derrotar Thanos?”. As respostas não foram conclusivas em Homem-Formiga e a Vespa, que serviu mais para dar uma ‘desacelerada’ na tensão, dando apenas indícios de uma possível solução para o estalar de dedos mortal do Titã Louco.

Enfim, todo o peso de colocar novamente um sorriso na cara dos fãs de Vingadores (mesmo que alguns não mereçam) caiu sobre as costas de Carol Danvers — a Capitã Marvel! A heroína, que ficou de fora dos 10 primeiros anos do MCU, chegou para elevar o nível de poderes apresentados no universo, além de começar uma nova fase na Marvel Studios, com foco em protagonistas mulheres (algo muito bem-vindo, por sinal).

Capitã Marvel nos leva de volta aos anos 1990, apresentando Carol Danvers (Brie Larson), que vive em um planeta que não é o dela, sem memória e com poderes que não controla bem. Logo, vamos descobrindo, através de flashbacks, que a personagem tinha uma vida na Terra, mas um acidente acabou ocasionando os seus poderes — e também a sua ida para outra galáxia.

Quando se alista à Starforce, força militar Kree, a sua primeira missão acaba levando-a à Terra, onde a jovem começará a descobrir mais sobre o seu passado, ao mesmo tempo em que desenvolve os seus poderes e ajuda a conter uma invasão Skrull — alienígenas que podem assumir a forma de qualquer outro ser vivo. Não demora para que Carol se alie com um jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson) e, juntos, comecem a trabalhar contra as ameaças.

Ao contrário de Homem-Aranha e Pantera Negra, que foram apresentados em outras produções para que, somente depois, ganhassem longas solos, Capitã Marvel precisou ir até o início. A heroína ganhou uma típica história de origem — o que é complicado, uma vez que ela precisa justificar a sua importância, ao mesmo tempo que também tem que mostrar o descobrimento dos poderes, a evolução deles e ainda se conectar com o MCU de maneira satisfatória. A missão não era das mais fáceis, né?

Felizmente, Kevin Feige, o chefão da Marvel Studios, tem total controle sobre a sua franquia e não arriscaria dar um tiro sem ter certeza de que atingiria o seu alvo. Assim, Capitã Marvel conseguiu cumprir a maioria dos quesitos de sua checklist para justificar ser a esperança para salvar os amigos que viraram pó. No entanto, mesmo em um bom caminho, alguns tropeços acontecem. O primeiro ato da aventura, por exemplo, tem diálogos tão expositivos que chegam a dar uma leve constrangida — afinal, Carol Danvers já estava no planeta Kree há seis anos, ela não precisava saber de todas as regras e particularidades do lugar novamente.

As cenas de ação, apesar de serem muito bonitas — principalmente as no espaço —, não contam com uma boa montagem, ficando uma bagunça na tela algumas vezes. As coreografias, em alguns momentos, também ficam abaixo do esperado. Além disso, falta uma certa fluidez em cena, pois a maioria dos momentos que deveriam empolgar não conseguem cumprir o objetivo com todo o potencial que tinha. Mas os problemas param por aí — felizmente.

Mesmo com momentos de ação confusos, as cores empregadas são lindas — quando a heroína está com o seu poder no auge, é deslumbrante ver aquela energia colorida contrastando com o espaço sideral. E o mais interessante é que, pouco tempo depois, o cenário muda para um deserto, fazendo referência aos tensos duelos dos clássicos faroestes.

Capitã Marvel entrega, ao longo de suas duas horas, importantes mensagens, como a de que não importa quantas vezes você caia, tem que continuar lutando (olá, Rocky Balboa!), além de dar ótimas respostas aos “nerds”, que exigem que as mulheres sempre provem que entendem/dominam aquilo que é importante para eles: “Se gosta de jogar videogame, então me diz quem é o inventor do primeiro jogo lançado” e coisas desse nível. Claro que tudo embalado no que os anos 1990 tinham de melhor, como rock, carros e moda, além da saudosa rede de locadoras Blockbuster — mas os computadores lentos também estão lá, para mostrar que nem tudo deixou saudades.

Mesmo tendo potencial para ser ainda melhor, Capitã Marvel cumpriu a sua árdua tarefa, apesar de alguns tropeços. No entanto, como o próprio filme demonstrou, se caiu, tem que levantar e seguir em frente. E, não se deixando abater com os seus problemas, o filme consegue ser uma aventura divertida e necessária, esmurrando o hate e mostrando que as mulheres são imprescindíveis para salvar o universo!

Obs.: O gatinho Goose rouba a cena em todos os momentos em que aparece.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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