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Tem editora que não confia no próprio game — e isso é horrível para indústria

Tem editora que não confia no próprio game — e isso é horrível para indústria

Não é de hoje que temos casos como o da editora Housemarque. Ainda que não seja muito conhecida do público, a empresa realizou sozinha um battle royale chamado Stormdivers com lançamento previsto para esse ano.

Até aí, nenhuma surpresa, certo?

Pois bem, o CEO da empresa, Ilari Kuittinen, em entrevista para o site VG247, confirmou que mesmo sem uma data prevista de lançamento, o game vai entrar em fase beta, e que não espera muito sucesso nas vendas do jogo.

Sim, foi isso mesmo que você leu: o próprio CEO não confia no produto da empresa.

A justificativa dada por Kuittinen foi de que o mercado é competitivo e que o gênero esta saturado de grandes games. Em termos práticos: o jogo já estava fadado ao fracasso.

Mas de que forma esse tipo de pessimismo é ruim para indústria?

A resposta é simples: esse tipo de situação mostra que a indústria gamer esta ficando cada vez mais cara e exclusiva de grandes empresas. Seja um lançamento por Steam, Play Store ou etc, a verdade é que lançar um jogo, atualmente, exige uma força mental incrível, pois as adversidades vão muito além do dinheiro. Esse pessimismo afasta, inevitavelmente, a  mera intenção de se investir em novas propriedades intelectuais e torna o mercado exclusivo de um nicho.

É claro que tudo pode — e deve ser — momentâneo, mas é também uma situação que ninguém quer admitir, ainda que a livre concorrência esteja garantida. Não se trata necessariamente de se questionar o sistema (não estamos falando de política), mas sim de como o player esta sendo ‘filtrado’ pela própria indústria gamer. Verdade seja dita, ninguém assegura que Stormdivers será um clássico. Será que a fase beta vai tornar tudo mais crível ou simplesmente ruir de vez os sonhos da empresa?

Difícil apontar qualquer possibilidade, ainda mais antes mesmo do beta, mas fica muito claro que o mercado está sufocado e que o momento pede evoluções pontuais, não mais do mesmo. E essa, com toda certeza, não é uma decisão do consumidor.


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