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Game of Thrones – 8×01: Winterfell | Crítica

Game of Thrones – 8×01: Winterfell | Crítica

Game of Thrones – 8ª temporada

Ano: 2018

Criadores: David BenioffD.B. Weiss

Elenco: Peter DinklageKit Harington, Emilia ClarkeLena HeadeyNikolaj Coster-WaldauSophie TurnerMaisie Williams, Liam Cunningham, Carice van Houten, Nathalie Emmanuel, Alfie Allen, John Bradley, Isaac Hempstead Wright, Gwendoline Christie, Conleth Hill, Rory McCann, Jerome Flynn, Kristofer Hivju, Joe Dempsie, Jacob Anderson , Hannah Murray, Iain Glen

Depois de quase dois longos anos de espera, Game of Thrones finalmente retornou para sua temporada final e, como era antecipado, quase todo acontecimento do episódio foi um evento à parte. O início toma o seu tempo e, ao invés de sair apressado como a temporada anterior, toma o tempo para acertar a posição dos personagens na história e mostrar reencontros, novas desavenças e intrigas.

O retorno de Jon Snow (Kit Harrington) a Winterfell não é uma recepção tão calorosa quanto ele esperava. A presença de Daenerys (Emilia Clarke) não só incomoda os nortenhos como também o causa problemas familiares. Sansa Stark (Sophie Turner) não está nada feliz com a nova aliança do irmão e, definitivamente, não aprova ele abdicar a posição de Rei do Norte e dobrar o joelho para a auto declarada Rainha dos Sete Reinos. Posicionamento que revolta os lordes do Norte, liderados pela impetuosa Lyanna Mormont (Bella Ramsey), que queriam a separação do Norte do resto do reino. Apesar de bem-vinda no quesito de número, a aliança com os exércitos Dothraki e Imaculado causa controvérsia quando Sansa leva o questionamento de como é possível ter mantimentos o suficiente para todos no Inverno onde tudo é limitado — principalmente com a presença de dois dragões adultos.

Em Porto Real, Cersei Lannister (Lena Headey) se esforça com a sua aliança a Euron Greyjoy (Pilou Asbæk), que não parece confiável e a cobra de coisas que ela claramente não quer dar a ele. Cersei contrata os serviços de mercenário de Bronn (Jerome Flynn) para algo que até ele pode considerar difícil: matar os traidores Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Tyrion Lannister (Peter Dinklage). Theon (Alfie Allen) resgata a sua irmã, Yara (Gemma Whelan), do cativeiro do tio e ambos rumam de volta a Ilhas de Ferro — mas Theon acredita que seu lugar é lutando pelo Norte.

Todos os reencontros do episódio foram excelentes e fluíram naturalmente com os personagens reagindo como é esperado deles, levando em consideração tanto o tempo que eles não se viam e a situação em que estão. Jon rever a Arya (Maisie Williams) foi a cereja do bolo, uma vez que os dois, provavelmente, tinham o melhor relacionamento entre os irmãos e o afeto que um nutre pelo outro é evidente. Mas o reencontro da garota sem rosto com Cão de Caça (Rory McCann) e Gendry (Joe Dempsie) também foram ótimos, mas breves. Sansa divide um excelente momento com Tyrion (Peter Dinklage) e prova estar a frente dele pela primeira vez, afinal, ela passou anos do lado da Cersei e aprendeu a não confiar na bondade dela; algo que Tyrion esqueceu.

Apesar de ter aprendido com certos erros da altamente criticada temporada anterior, a série ainda sofre com o casal forçado que é Jon e Daenerys. O romance entre os dois ainda não parece genuíno, apesar algo colocado para agradar ao público. Jon voando com o Rhaegal também prova isso, uma cena desnecessária e idealista. E as ações de Daenerys voltam para assombrá-la quando ela se encontra com Sam (John Bradley) e a intenção de recompensar o membro da Patrulha da Noite cai por terra quando ela nota que ele é filho de Randyll Tarly (James Faulkner), que ela matou na Estrada da Rosa, quando o mesmo se recusou a ajoelhar.

A parte técnica da série, como sempre, é digna de todos os elogios. Mesmo que o chroma key seja visível nas cenas de voo com os dragões, o CGI que dá vida as criaturas nunca deixa de ser impressionante, ainda mais para uma produção televisiva. O esmero da HBO nesta última temporada é evidente até na abertura, mais inspirada e elaborada do que nunca. A trilha composta do  continua ótima e cena final no Castelo Negro cria um próprio momento de terror com um wight criança, um raro jump scare bem feito.

Os 50 minutos de episódio passam voando. Não há nenhuma cena de ação e ainda assim a série é capaz de manter a atenção não dividida de seus espectadores apenas com os diálogos e acontecimentos. Muito acontece em pouquíssimo tempo e isso faz questionar se os seis episódios desta última temporada serão suficientes para fechar uma história tão grandiosa e complexa. Mas se todos os episódios seguirem a qualidade do excelente começo e as cenas de batalha forem tão massivas e impressionantes como toda grande cena de ação até aqui, será uma excelente despedida de Westeros.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 5    Média: 4.8/5]

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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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