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After | Crítica

After | Crítica

After

Ano: 2019

Direção: Jenny Gage

Roteiro: Susan McMartin

Elenco: Josephine Langford, Hero Fiennes Tiffin, Selma BlairShane Paul McGhie, Inanna Sarkis, Jennifer BealsKhadijha Red Thunder

O que esperar da adaptação de uma obra que surgiu como uma fanfic inspirada nos integrantes da banda One Direction — especialmente em Harry Styles? Pois bem, After chegou aos cinemas e cumpre tudo o que prometia: ser um romance voltado para o público adolescente, como uma espécie de Cinquenta Tons de Cinza para menores. 

A trama acompanha Tessa Young (Josephine Langford), uma garota com uma vida tipicamente regrada e conservadora — algo que fica evidente em suas roupas, em sua família e em seu namorado. No entanto, a jovem vai para a faculdade, saindo de baixo da asa de sua mãe controladora, que vê na garota uma esperança para superar as suas frustrações. 

Chegando na universidade, Tessa já encontra uma outra realidade: uma colega de quarto rebelde, que é o seu oposto, com amigos que são completamente diferentes das pessoas com quem a garota está acostumada. Entre eles, o misterioso e ‘trevoso’ Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin) que, obviamente, chama atenção da jovem. Já vimos essa história, né? 

Logo no começo do longa, é possível ver ‘coincidências’ com o já citado Cinquenta Tons de Cinza e Crepúsculo — tirando as outras incontáveis tramas que seguem a mesma fórmula. É como se Anna Todd, a escritora da história, tivesse pego diversos elementos que fazem sucesso com o público adolescente e batesse em um liquidificador, mas, nesse processo, a essência da história ficou pelo caminho. Pois é, o filme não tem absolutamente nenhuma novidade — o que não seria um problema, se ele tivesse qualidade na hora de desenvolver essa trama batida. Mas isso não acontece. 

Além de não contar com bons protagonistas (nem cabe citar os terríveis coadjuvantes), Josephine é irmã mais nova de Katherine Langford, de 13 Reasons Why, mostrando que os problemas de atuação são de família. A jovem não consegue representar emoções e, quando tenta demonstrar desejo pelo colega, oferece momentos vergonhosos. Hero, que dá vida a Hardin, não fica para trás. O rapaz não podia ter sido mais infeliz no papel — ele parece uma criança alta, não tendo, visivelmente, qualquer relação com a personalidade de seu personagem. 

O roteiro da trama, que foi adaptado por Susan McMartin, também é lamentável. Desde a primeira cena, é possível prever a história e, inclusive, saber com antecedência todos os pontos de virada da trama. Não há um momento sequer na história em que exista alguma surpresa ou uma situação realmente convincente.  Nem a trilha sonora consegue colocar alguma energia no longa. 

No final das contas, After não justifica a sua produção. No entanto, é preciso reforçar que há uma qualidade na trama: ao contrário de Cinquenta Tons de Cinza, o protagonista masculino não é (tão) babaca com a jovem que se apaixona por ele — apesar do motivo pelo qual ele se aproxima dela ser imbecil. Nem na ficção dá para idolatrar homens que são escrotos com mulheres e, felizmente, After entendeu isso — mas só.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 2.7/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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