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O Parque dos Sonhos | Crítica

O Parque dos Sonhos | Crítica

O Parque dos Sonhos (Wonder Park)

Ano: 2019

Direção: Dylan Brown

Roteiro: Josh AppelbaumAndré Nemec

Elenco de dubladores (vozes originais): Brianna DenskiJennifer GarnerKen Hudson CampbellKenan ThompsonMila Kunis, John Oliver, Ken JeongNorbert Leo Butz, Matthew Broderick

Elenco de dubladores (vozes nacionais): Lucas Veloso, Rafael Infante

June é uma menina cheia de imaginação, que vive uma vida perfeita ao lado de sua mãe e de seu pai. A jovem também possui uma grande quantidade de amigos, que compram as suas ideias e lhe ajudam a construir tudo o que pensa — e isso, algumas vezes, ocasiona em destruição da vizinhança. No entanto, o grande projeto de June é o Parque dos Sonhos, um lugar imaginário que ela idealiza ao lado da mãe e o transforma em uma maquete gigante em sua casa.

No parque, que é comandado por animais falantes, a garota pode ter tudo o que deseja, desde que sussurre as suas ideias no ouvido de seu macaco de pelúcia, Peanut — no Parque dos Sonhos, ele é um dos responsáveis pelo lugar, juntamente com um urso, dois castores, uma javali e um porco-espinho. No entanto, quando uma situação familiar difícil aparece na vida da garota, o divertido mundo imaginário corre perigo.

Dylan Brown, responsável pelo departamento de animação de filmes da Pixar, como Procurando Nemo e Os Incríveis,  assume pela primeira vez a direção de um longa — e a sua inexperiência em condução pode ser notada na tela. O cineasta não consegue manter um bom ritmo, deixando, inexplicavelmente, o filme ficar cansativo — ele tem apenas 85 minutos de duração. Além disso, Brown toma decisões equivocadas na hora de representar os dramas de June, pesando a mão e entregando momentos esquisitos, com a personagem, frequentemente, sendo filmada em primeiríssimo plano, de maneira mal utilizada e estranha.

Além disso, a história não convence. Mesmo o Parque dos Sonhos sendo uma metáfora à imaginação da protagonista, a ligação entre o mundo real e o fantasioso não é bem trabalhada no filme. Os animais que cuidam do lugar, que deveriam ser o trunfo da produção, por sua vez, têm personalidades pouco desenvolvidas, não sendo bem utilizados nem como alívios cômicos.

Dentro da trajetória de June, há também problemas de verossimilhança, uma vez que a realidade da criança destoa da vida normal das demais. A criatividade da protagonista, que não vai muito além das de outras pessoas de sua idade, sofre uma espécie de idolatria por parte dos seus vizinhos, além dos adultos de sua família, que tratam a menina como uma espécie de gênia — o que seria uma mensagem legal sobre incentivar a imaginação, mas o exagero acaba fazendo com que a situação penda para a bizarrice. Quando ocorre uma passagem de tempo, a dublagem de June passa a impressão de que a personagem é mais velha do que realmente é, o que ainda causa mais estranheza, pois as suas ações não condizem com a sua voz.

No final das contas, O Parque dos Sonhos não consegue cumprir bem nenhum de seus objetivos. Toda a mensagem que ele pretende passar acaba se perdendo em uma má condução, que exagera em muitos momentos e perde o ritmo em diversos outros. Ao sair da sessão, não há um momento marcante sequer para recordar da animação. O melhor parte, realmente, é quando os créditos sobem.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 2/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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