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Maratona Marvel #13 | Capitão América: Guerra Civil | Crítica

Maratona Marvel #13 | Capitão América: Guerra Civil | Crítica

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)

Ano: 2016

Direção: Joe Russo, Anthony Russo

Roteiro: Christopher MarkusStephen McFeely

Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Daniel BruhlTom HollandJeremy RennerPaul Rudd

O Universo Cinematográfico da Marvel pode ser considerado um ótimo exemplo quando se quer falar de uma gestão bem planejada a longo prazo. Mesmo que poucos de seus filmes estejam acima da média (o que não significa que os outros sejam ruins, longe disso), ficam notáveis o planejamento e o controle que o Marvel Studios possui em cima de seu universo compartilhado.

Quando anunciado, Capitão América: Guerra Civil tinha a missão de contar ao mundo a história de uma das sagas mais famosas dos quadrinhos da Marvel, Guerra Civil. Durante sua pré-produção, uma outra missão para o filme surgiu: apresentar o Homem-Aranha sem que o público associasse o personagem aos outros filmes realizados pela Sony Pictures. Mesmo que o resultado da primeira dessas missões não tenha sido de uma qualidade unânime entre os fãs, pode-se dizer que a segunda foi completada com sucesso.

A trama do filme começa mostrando uma missão de rotina na Nigéria, e em seguida, todos os danos causados pelos Vingadores como resultado. Isso faz com que o governo norte-americano crie um tratado para que os heróis tenham suas atividades regulamentadas e percam sua liberdade de atuação. O Tratado de Sokovia (devido às consequências de Era de Ultron) cria uma tensão entre os Vingadores, mas a guerra civil do título só tem início, de fato, após a entrada de Bucky Barnes, o Soldado Invernal (Sebastian Stan) na história. O resto vocês já sabem.

O roteiro trata essa questão da tensão entre os personagens com muito esmero. É notável como cada um dos personagens principais tem seu tempo de tela e um bom desenvolvimento até o estouro da “guerra civil”. Mas ainda assim o filme não havia entregado todos os seus heróis que lutariam entre si. Ainda faltava Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem-Formiga (Paul Rudd, sempre ótimo), e, claro, o Teioso, um dos elementos mais aguardados do filme, senão o mais, interpretado aqui por Tom Holland e na versão mais jovem do herói nos cinemas (Peter Parker, porque depois de Homem-Aranha no Aranhaverso, esse posto passou a ser de Miles Morales).

O Peter Parker de Holland (extremamente carismático) é apresentado como um jovem do Queens bastante inteligente e surpreendente o bastante para que Tony Stark (Robert Downey Jr.) o recrute para fazer parte da sua missão de capturar Steve Rogers (Chris Evans) para o governo estadunidense. Mas seu uniforme moleton + capuz não serve, e Stark o entrega um mais tecnológico e cheio de habilidades, algumas das quais que só conheceríamos em seu filme solo, mas isso já é outra história. O que importa é que o Aranha não foi apenas um fan-service gratuito, pois ele foi um elemento de grande importância na cena de batalha do aeroporto.

A sequência massivamente divulgada nos trailers apresenta uma ótima batalha entre 12 personagens, cada um utilizando o melhor de suas habilidades; há a ótima química entre o Gavião e o Homem-Formiga; há o intenso Pantera Negra (Chadwick Boseman) atrás do Soldado Invernal; há a amargura entre Visão e Feiticeira Escarlate; e há o Homem-Aranha, o único adolescente do grupo, com apenas 16 anos, lidando com gente muito mais experiente do que ele. A batalha é pesada, e quase no final da sequência, o Homem-Aranha mostra que além de habilidoso, não é burro (não que precisasse mostrar isso), provando que Peter Parker é mesmo um gênio. Tony Stark, já dando indícios de que é o mentor do herói, o gênio mais egocêntrico daquele universo, elogia o garoto quando refaz uma cena de O Império Contra-Ataca, atitude totalmente condizente com as características clássicas de Parker.

O filme possui um dos roteiros mais fechados e redondinhos da Marvel. Com o drama bem construído dos personagens, suas motivações tornam-se críveis, exceto, talvez, por Zemo (Daniel Brühl), que é um personagem até bacana se você relevar que sua versão dos quadrinhos é ameaçadora e possui um uniforme bem legal, mas o personagem acabou subutilizado como vilão principal, ainda mais considerando que seu plano é extremamente baseado em sorte e coincidências.

Capitão América: Guerra Civil é só mais um ótimo filme do Marvel Studios, não tão carismático como Guardiões da Galáxia, mas tão maduro quanto Capitão América: O Soldado Invernal. O longa é uma evolução nas tramas do estúdio, que ousou ao quebrar a relação de amizade mais complicada e interessante da franquia, e que até hoje não foi reparada (vide Vingadores: Guerra Infinita).

Nota do crítico:

 

Nota do público:

[Total: 1    Média: 5/5]

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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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