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A Caminho de Casa | Crítica

A Caminho de Casa | Crítica

A Caminho de Casa (A Dog’s Way Home)

Ano: 2019

Direção: Charles Martin Smith

Roteiro: W. Bruce CameronCathryn Michon

Elenco: Jonah Hauer-KingAshley JuddAlexandra Shipp, Edward James OlmosBryce Dallas Howard

Filmes com cachorros como protagonistas, geralmente, são sinônimos de lágrimas — alguns, inclusive, trazem um mar delas (né, Sempre ao Seu Lado?). Apostando em como esses animais são amorosos e fieis aos seus donos, as produções com a temática conseguem extrair as mais diversas emoções dos espectadores, mesmo que a sua qualidade não seja das melhores (mais uma vez, a conversa é contigo, Sempre ao Seu Lado).

A Caminho de Casa, uma nova aventura canina baseada na obra de W. Bruce Cameron (mesmo autor de Quatro Vidas de Um Cachorro), mais uma vez, coloca o animalzinho protagonista em uma busca incessante pelo seu dono. No entanto, desta vez, o cachorrinho, não precisa passar por quatro reencarnações, mas, sim, a grande distância de 600 quilômetros.

Bella (que tem a voz de Bryce Dallas Howard) é uma cadelinha que nasceu no porão de uma casa abandonada. Quando a sua mãe, uma cadela da raça Pit Bull é levada embora, assim como os seus irmãozinhos, ele acaba sendo criada por uma gata que também vivia ali. Após algum tempo, ela é resgatada por Lucas (Jonah Hauer-King), que se torna o seu dono.

Como a cadelinha é classificada como Pit Bull e essa raça é proibida na cidade em que eles vivem, Bella precisa passar um tempo na casa de conhecidos, fora da jurisdição do controle de animais do local. No entanto, com a saudade de Lucas, Bella acaba fazendo o “Vai Para Casa”, truque que o seu dono lhe ensinou — mas que ela não conseguiu executar quando deveria. Então, a 600 quilômetros de distância, a cadelinha precisará enfrentar a floresta do Colorado para chegar no seu lar.

Dirigido por Charles Martin Smith, que tem experiência com filmes que têm animais como personagens principais (como Winter, o Golfinho e Bud: O Cão Amigo), o filme conta com uma série de momentos dramáticos para trazer emoção para o espectador — exagerando por diversas vezes. A aventura, tanto por sua condução quase boba quanto pela história pouco criativa, se assemelha às produções dos anos 1990 — mas menos enérgica e recheada de clichês.

A Caminho de Casa também necessita de efeitos especiais para contar a sua história, uma vez que Bella, que foi criada por gatos, precisa inverter os papéis e ‘virar a mãe’ de um felino — que nada mais é que um filhote de puma. O animal, no entanto, é totalmente digital, algo que fica evidente em todos os planos em que ele está em cena, revelando uma computação gráfica beirando ao amadorismo. Em uma sequência em que a cadelinha e a puma brincam na neve, a qualidade do CGI chega a doer os olhos. Outro ponto a ser destacado na produção são os diálogos, expositivos e clichês, ficando ainda piores ao serem ditos por atores pouco inspirados — nem a veterana Ashley Judd se escapa.

Com um final exageradamente dramático, o longa acaba indo até o limite para fazer chorar — o que pode funcionar, mas é forçado. No entanto, nem tudo são defeitos. A Caminho de Casa traz uma mensagem positiva sobre o uso de animais para a reabilitação de pessoas, assim como a importância de acolher bichinhos em situação de rua. E, o mais importante: Bella é muito fofa. Impossível não sair da sala de cinema querendo abraçar o seu cachorrinho.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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