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Maratona Marvel #12 | Homem-Formiga | Crítica

Maratona Marvel #12 | Homem-Formiga | Crítica

Homem-Formiga (Ant-Man)

Ano: 2015

Direção: Peyton Reed

Roteiro: Edgar Wright, Joe Cornish

Elenco: Paul Rudd, Michael Douglas, Evangeline Lilly, Corey Stoll, Bobby Cannavale, Anthony Mackie, Judy Greer, Abby Ryder Fortson, Michael Peña, David Dastmalchian, T.I., Wood Harris, Hayley Atwell, John Slattery, Martin Donovan

Depois de um início da segunda fase do Universo Cinematográfico Marvel muito abaixo da expectativa com Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, a Marvel retomou o rumo com Capitão América 2: O Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia e Vingadores: Era de Ultron. Com isso, para fechar o ciclo, foi o momento de apresentar um dos personagens mais importantes da história e, com isso, elevar a expectativa dos fãs às nuvens. Foi assim que Homem-Formiga foi recebido por todos, com a missão de fechar uma jornada instável e devolver a confiança para uma terceira fase aniquilante.

Logo nos primeiros segundos de filme, com um flashback de 1989, Hank Pym (Michael Douglas) e Howard Stark (John Slattery) discutem sobre o futuro da maior descoberta da história da ciência, conhecida como Partículas Pym. Essa substância, com auxílio de um traje específico, torna possível o controle total da massa e altura de objetos e seres vivos. Sabendo do potencial militar da descoberta, Stark tenta convencer Pym de que eles devem continuar o projeto e aperfeiçoá-lo. Contudo, Pym rapidamente entende os riscos da ação e que, em mãos erradas, essa arma poderia ser letal para toda humanidade. O posicionamento contrário ao de Stark faz com que Pym sofra consequências para o resto da vida. Apesar de tudo isso acontecer em poucos segundos, é um dos melhores momentos do filme.

Já nos tempos atuais, o filme tem sequência com Scott Lang (Paul Rudd) no comando. Ainda sem saber que se tornaria o Homem-Formiga, Scott se despede da penitenciária de San Quentin para voltar à sociedade após um lendário roubo. Decidido a se tornar um homem comum para conquistar o direito de visitar sua pequena filha, ele tenta tocar a vida em empregos convencionais, mas sua vocação parece, realmente, ser invadir locais sem que ninguém perceba. Sabendo disso, Hank Pym e sua filha Hope van Dyne (Evangeline Lilly) recrutam Scott e seus parceiros Luis (Michael Peña), Kurt (David Dastmalchian) e Dave (T.I.) para conter Daren Cross (Corey Stoll). Daren, pupilo e CEO da empresa que um dia foi de Hank, está prestes a descobrir a fórmula para reproduzir a Partícula Pym. De maneira inescrupulosa, ele faz qualquer movimento para obter sucesso e chegar ao topo.

Com uma trama inovadora dentro do MCU, Homem-Formiga é um filme de assalto, invasões e apresentações de temas importantes para o futuro da franquia, como o Reino Quântico. Contudo, o roteiro é extremamente simples e previsível, com desfechos um tanto quanto preguiçosos, em que tudo se resolve em segundos e todas as respostas estão diante dos personagens. Isso faz com que a história do filme, que poderia ser grande, seja apenas mediana. Além disso, as ameaças do longa estão muito abaixo das apresentadas nos títulos anteriores, em que a existência mundial sempre foi colocada em risco. Pelo contrário, apesar de existir um alto poder destrutivo nas intenções de Daren Cross, as consequências são menores do que poderiam ser.

Apesar de destacar o humor como em qualquer filme da Marvel, a maioria dos momentos cômicos são mais do mesmo. Além da previsibilidade dos diálogos, é impossível desconstruir a relação anterior com o ótimo Guardiões da Galáxia. Entretanto, o diretor Peyton Reed trouxe algo novo, um pequeno detalhe que faz o Homem-Formiga ser diferente: Luis, o personagem de Michael Peña. O personagem tem momentos hilários nos momentos em que narra histórias para Scott. Ele dubla os personagens com seu peculiar sotaque hispânico e uma velocidade que é impossível não rir. E o melhor, funciona até hoje.

Os efeitos visuais proporcionam um verdadeiro deleite. É muito interessante a forma como os personagens interagem com os objetos que não estão encolhidos e uma das cenas mais legais de ação acontece no quarto de Cassie Lang (Abby Ryder Fortson). Seu ferrorama do Thomas & Friends é o palco central do confronto final entre Homem-Formiga e o Jaqueta Amarela. O tapete do quarto se assemelha a uma plantação de trigo enquanto Scott corre ao para reunir seu exército de formigas e são esses pequenos detalhes que fazem o microuniverso de Homem-Formiga maravilhoso. Cenas de ação com altas doses de comédia encantam todos os públicos. Enquanto eles estão submersos em um pequeno cenário, os estragos parecem ser devastadores, com explosões e caos total. Contudo, quando a luta é vista através de outra perspectiva, é cômico ver pecinhas de jogos sendo arremessadas para longe e dois seres minúsculos trocando socos e ofensas. É impossível não imaginar que tudo é fruto de uma grande brincadeira.

Dono de uma presença contagiante, Paul Rudd é um dos grandes acertos da Marvel. Homem-Formiga possui grande relevância para os Vingadores e é muito importante ter o protagonista certo para continuar o legado dos atores que se aposentarão de seus papéis originais. O filme tem um papel importantíssimo para introduzir novos conceitos, realidades e recursos de desenvolvimento para que tramas complexas sejam resolvidas. Mesmo fazendo parte de uma longa história no MCU, Homem-Formiga é um dos poucos filmes dessa franquia que possui autonomia e funciona sozinho, sem precisa de nenhum apoio de outros longas. Assim, fechando a segunda fase do MCU, este é o melhor aventura para se ver sem compromisso algum com a franquia e, talvez, se apaixonar pela Marvel, voltar no tempo e assistir a todos em uma maratona que, certamente, será divertidíssima.

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Bruno Prates

É o pai do Davi e, por isso, está por dentro de tudo que rola no mundo dos pequeninos. Curte animações, comédias, rock n' roll, cultura pop e não dispensa uma boa maratona de séries e filmes. No cinema, é fã do Michael Richards, Jerry Seindfeld, Leslie Nielsen, Jim Carrey e Adam Sandler. Também aprecia o trabalho do Tarantino e considera que ele é o melhor diretor da atualidade. Na música, tem como maiores ídolos Dave Grohl, James Hetfield, Paul McCartney, Freddie Mercury e John Bonham.

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