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Close | Crítica

Close | Crítica

Close 

Ano: 2019

Direção: Vicky Jewson

Roteiro: Vicky JewsonRupert Whitaker

Elenco: Noomi RapaceSophie Nélisse, Olivia JewsonAbdellatif ChaouqiHuw Parmenter

A Netflix vem apostando cada vez mais em seu conteúdo original, abrangendo todo tipo de público, realizando filmes de gêneros variados. É até questionável a qualidade que as produções vêm tendo, muito por conta dessa vontade de ter produções para todos. Porém, o mais importante seria a rede de streaming investir em qualidade, independente de gênero cinematográfico. Mesmo com indicações ao Oscar 2019 com Roma e A Balada de Buster Scruggs, são inúmeros filmes genéricos que entram no catálogo da plataforma a cada semana.

Seguindo essa risca, temos Close, protagonizado pela ótima Noomi Rapace. Um longa com uma proposta definida e seguindo um gênero específico: a ação. Rapace já havia realizado uma produção original da rede de streaming, Onde Está Segunda?, que dividiu a crítica, mas foi sucesso de público. Com toda a sua presença de cena, tenta se consolidar de vez no gênero.

Close conta a história de Sam (Rapace), uma agente, com inúmeras habilidades, especialista em proteger pessoas. Ela recebe a missão de ser guarda costas de Zoe (Sophie Nélisse), uma menina mimada, herdeira de uma grande fortuna após o falecimento de seu pai. Esse fato se desencadeia na premissa, fazendo com que a garota se torne um alvo, não deixando claro quem é o mandante. A vida da jovem está em perigo e Sam precisa de todas as suas habilidades para mantê-la viva.

Mesmo que seu contrato tenha acabado e Sam possa ir para casa, ela decide, inexplicavelmente, seguir ao lado de Zoe. A construção dos motivos que a fazem ficar não é bem realizada, não deixando. Mesmo quando informações cruciais são dadas, elas não convencem, muito por conta do desenvolvimento da personagem. É difícil comprar que uma mulher fria, calculista e totalmente comprometida com o seu trabalho largaria tudo por aquela menina que só a tratou mal desde que assumiu o cargo.

Esse é apenas um dos diversos problemas contidos em Close, que já contém uma premissa genérica. Com a intenção de ser mais um bom filme de ação, o longa peca em diversos momentos, com diálogos pobres e inconsistências narrativas. Furos de roteiro estão presentes, principalmente no terceiro ato, mas permeiam toda a obra. Diálogos pobres fazem parte da produção, que tenta reparar os problemas que apresenta constantemente, mas acaba agravando-os.

Começando com os problemas, parece que o filme não possui qualidades, mas, mesmo que sejam poucas, elas existem. As cenas de ação são bem dirigidas por Vicky Jewson, com boas lutas coreografadas. Logo de início, mesmo que seja prejudicial ao roteiro, pois acaba “imitando” diversos longas do gênero, uma cena introdutória, que visa apresentar a protagonista, mostra a qualidade da ação da produção.

É interessante notar que a personagem principal é muito habilidosa, mas ela também se machuca, deixando as cenas mais críveis. Porém, o que chama a atenção é que os vilões parecem perder oportunidades de finalizar as lutas, mesmo quando estão armados. Eles dão muitas oportunidades para a protagonista reagir, quebrando a verossimilhança e tirando o público da imersão da narrativa. O ritmo frenético ajuda, mas não consegue salvar a conturbada produção.

Close chega na Netflix para ser um bom filme de ação, mas só consegue ser uma obra genérica e esquecível, com inúmeros problemas de roteiro e até atuação, especialmente por conta de Sophie Nélisse, que não convence em seu papel. Diálogos pobres e a indefinição de um bom vilão prejudicam totalmente a obra. Close nada mais é do que a necessidade da Netflix de preencher o seu catálogo com diversas produções, sem pensar na qualidade.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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