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Maratona Marvel #11 | Vingadores: Era de Ultron | Crítica

Maratona Marvel #11 | Vingadores: Era de Ultron | Crítica

Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron)

Ano: 2015

Direção: Joss Whedon

Roteiro: Joss Whedon

Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Jeremy RennerSamuel L. Jackson, James SpaderDon CheadleAaron Taylor-Johnson, Elizabeth OlsenPaul Bettany

O começo da segunda fase do Universo Cinematográfico Marvel não foi dos melhores, devemos ressaltar. Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio não agradaram aos fãs, mas, felizmente, Capitão América 2: O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia chegaram e elevaram as expectativas pela segunda reunião dos heróis da Marvel ao máximo.

No entanto, Vingadores: Era de Ultron dividiu o público. De fato, ele tem uma trama menos divertida que a de seu antecessor, deixando o clima mais pesado e com um grau de urgência maior. No entanto, o ponto de divergência foi a história do filme que, basicamente, trouxe, mais uma vez, uma “versão do mal” do Homem de Ferro — assim como nas duas primeiras aventuras do personagem, vale lembrar.

Ultron (James Spader), um poderoso androide criado pela tecnologia de Tony Stark (Robert Downey Jr.) para proteger a Terra, acaba criando consciência ao ver que a raça humana é o principal problema do planeta (e ele nem está errado, né?). Assim, o robozão decide salvar o mundo eliminando toda a vida que existe nele. Cabe, então, aos Vingadores a tarefa de conter o maléfico androide.

Nesse meio tempo, dois elementos novos são inseridos no universo dos heróis: os irmãos Wanda (Elizabeth Olsen) e Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson), a Feiticeira Escarlate e o Mercúrio. A dupla, que já havia sido apresentada brevemente na cena pós-crédito de Capitão América 2: O Soldado Invernal. Os gêmeos, então, se unem a Ultron e, assim, passam a infernizar os heróis — Wanda, inclusive, tem um papel interessante, fazendo com que os Vingadores visitem os seus piores pesadelos.

Como sempre, o primeiro longa serve para apresentar os personagens — ou, nesse caso, mostrar o início da equipe — para que, na continuação, com o universo estabelecido, a trama foque nos conflitos. Com Era de Ultron não foi diferente. Logo nos primeiros segundos de projeção, os heróis já estão unidos e resolvendo um problema em conjunto, com destaque para a ação e no time funcionando. E é lindo de ver isso na telona.

A ameaça de Ultron é mais grave e, em um primeiro momento, aparenta ter mais consequências do que a invasão de Loki em Nova York — algo que, mais tarde, desencadeia outros conflitos no MCU, mas essa é outra história. O vilão encarnado por James Spader é assustador e sarcástico na medida certa, fazendo com que o frio da sua aparência metálica coloque o robô entre os melhores vilões do Universo Marvel.

As interações entre os heróis estão mais fluídas, com direito a piadas e brincadeiras — inclusive, em uma reunião entre eles, regada a cerveja, eles brincam de levantar o Mjölnir (e o Capitão quase consegue, hein). Além disso, um dos pontos mais interessantes do longa é quando todos vão se recompor na casa da família do Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que tem muito mais destaque nesse longa. Assim, os heróis mostram as suas fragilidades e angústias, em conversas mais profundas e expositivas.

A direção de Joss Whedon, apesar de ser mais pesada em relação ao primeiro filme, deixando a segunda aventura dos heróis muito mais cinza e menos esperançosa, mantém um bom ritmo e entrega ótimas sequências de luta, além de uma boa condução dos atores em cena. Os efeitos do longa estão muito orgânicos, transformando a destruição de milhares de robôs em algo entendível aos olhos, diferentemente daquilo que é apresentado por Michael Bay e sua franquia Transformers, por exemplo.

O peso dos atos são colocados em pauta no filme, mostrando os persoangens tentando consertar algo que foi quebrado no passado — a própria criação de Ultron é fruto de uma vontade de Tony Stark de se desculpar com a sua própria consciência, após ter contribuído com guerras e mortes inocentes com a sua indústria de armas. Bruce Banner (Mark Ruffalo), que também contribuiu para que o robô fosse construído também se encaixa nesse dilema, buscando recompensar cada um de seus atos descontrolados como Hulk.

O elemento-surpresa do longa fica com a criação de Visão (Paul Bettany), outro androide, que foi construído com esforços conjuntos de Tony, Bruce, da Joia da Mente e de Jarvis, além de uma ajuda de Thor (Chris Hemsworth). O ser cibernético, aqui, também busca aprofundar mais o tema da consciência, que é o que permeia o longa inteiro. Com a sua inocência, ele, inclusive, se mostra digno do Mjölnir, levantando o martelo em uma das melhores cenas do filme. O visual do personagem é incrível e as questões levantadas por ele são excelentes — é uma pena que, mais adiante no MCU, o herói acabe perdendo isso.

Vingadores: Era de Ultron pode não ser tão interessante quanto o seu antecessor e nem tão divertido, mas é um ótimo episódio e essencial para a consolidação da equipe e, principalmente, para a reflexão sobre responsabilidade que é ser um herói. Um ótimo capítulo de meio, construindo ponte para as próximas aventuras do MCU e aproximando o público do lado mais humano daqueles seres poderosos.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 4/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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