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Dumplin’ | Crítica

Dumplin’ | Crítica

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Ano: 2018

Direção: Anne Fletcher

Roteiro: Kristin Hahn 

Elenco: Jennifer Aniston, Danielle Macdonald, Odeya Rush, Maddie Baillio, Bex Taylor-Klaus, Luke Benward, Georgie Flores, Dove Cameron, Harold Perrineau

Comédias leves saem o tempo todo em Hollywood e muitas vezes um grande nome é selecionado para ser protagonista. Em Dumplin’, a proposta não é bem essa, mas sim realizar uma obra engraçada e que faça pensar um pouco ao mesmo tempo, tendo Jennifer Aniston como coadjuvante. A trama central visa desmistificar padrões de beleza com uma pegada divertida e apostando no carisma da protagonista.

A trama gira em torno de Willowdean Dickson (Danielle Macdonald), uma menina que não se encaixa nos padrões de beleza impostos pela sociedade e possui problemas de autoestima, principalmente por ser filha de Rosie Dickson (Jennifer Aniston), uma ex-miss da cidade em que mora. Ela foi praticamente criada por sua tia, Lucy (Hilliary Begley), que se assemelhava muito a ela, fisicamente e no seu jeito de ser. Junto com Ellen (Odeya Rush), a jovem precisa lidar com seus problemas familiares, bullying e insegurança.

É interessante observar que a história apresenta a personagem com uma mentalidade e vai desenvolvendo bem, fazendo com que ela evolua de forma real e verossímil. As questões impostas ao seu redor e o seu objetivo de participar do concurso de miss da cidade são os desafios colocados por ela mesma. A menina vai descobrindo mais sobre si mesma durante esse processo e isso ajuda a nos identificarmos e torcermos por ela.

Com uma protagonista carismática, palpável e forte, o longa precisaria de um bom elenco de apoio, mas acaba não desenvolvendo bem os coadjuvantes. É difícil de se lembrar da maioria dos personagens secundários, com exceção da mãe de Will, que acaba sendo uma espécie de antagonista na maior parte do tempo. Na verdade, o verdadeiro vilão fica subentendido como a sendo a nossa sociedade atual, que valoriza demais um corpo magro e uma beleza estética irreal.

Danielle Mcdonald possui muito carisma e ótima presença de cena, sendo o principal destaque do elenco. Ela consegue fazer com que sua personagem seja extremamente real. A atriz segura muito bem as cenas mais dramáticas, fazendo com que torçamos por ela, mesmo que o roteiro seja um tanto previsível e que seja possível prever os desfechos. Jennifer Aniston, por sua vez, não parece se esforçar muito para dar vida à sua personagem, mas sua atuação é segura e bem executada, sem precisar se destacar dramaticamente. Luke Benward, que interpreta Bo, o interesse amoroso da protagonista, entrega uma boa performance, com muito carisma.

A direção de Anne Fletcher é precisa em ritmar a produção, com cortes rápidos, mas sem exageros. Ela mescla bem as cenas mais felizes com momentos conturbados, fazendo o espectador se envolver com o que está sendo contado. Porém, o roteiro acaba sendo o principal problema do longa, por conta da previsibilidade narrativa, não tentando ser inovador em nenhum momento. Quando o filme começa já é possível prever quase todo o desenvolvimento da história até chegar no seu desfecho. A atuação central tenta carregar a história nas costas, mas os problemas de narrativa ficam latentes.

Mesmo assim, Dumplin’ consegue tratar com leveza um tema pesado, sem levar para um lado mais obscuro, passando uma mensagem extremamente positiva, mas comete erros no meio do caminho ao não desenvolver bem os personagens secundários e atropelas os acontecimentos. O terceiro ato acaba sendo bonito, mas ao mesmo tempo problemático, por ir rápido demais aos eventos principais. Se trata de um bom divertimento e que também faz pensar, conseguindo deixar o espectador feliz no final, mesmo com problemas.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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