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Especial | 19 filmes da Disney que foram verdadeiros fracassos de bilheteria

Especial | 19 filmes da Disney que foram verdadeiros fracassos de bilheteria

Disney é há décadas um dos maiores conglomerados midiáticos do mundo. Não à toa, seus filmes são um sucesso e se a empresa põe a mão, é muito provável que venha a arrasar nas bilheterias (como é o caso da Marvel). Mas nem sempre é assim, e a Casa do Mickey lança vários filmes que não caem no gosto do público. Às vezes, até cai, mas não o suficiente para ser lucrativo. Para um filme ser considerado um sucesso financeiro, normalmente, ele precisa pelo menos se pagar dentro de casa, a famosa bilheteria doméstica (nesse caso, nos Estados Unidos), mas a bilheteria internacional tem se tornado cada vez mais importante; o grande porém aqui é a alta quantidade de impostos de cada país que a distribuidora precisa arcar. Pensando nisso, a equipe do Bode na Sala separou para o especial desta semana 19 filmes da Disney que fizeram uma bilheteria abaixo do esperado.


  • A Nova Onda do Imperador (2000)

Orçamento: US$ 100 milhões

Bilheteria EUA: US$ 89,3 milhões

Bilheteria total: US$ 169,3 milhões

Depois de uma década frutífera como os anos 1990, a Disney começou com o pé esquerdo o novo milênio. A Nova Onda o Imperador não é um filme ruim, longe disso, mas o público não comprou na época a ideia de um filme Disney ambientado no Império Inca, e a resposta da bilheteria tornou a animação um fracasso. Hoje ele é considerado cult por alguns.


  • Atlantis: O Reino Perdido (2001)

Orçamento: US$ 120 milhões

Bilheteria EUA: US$ 84 milhões

Bilheteria total: US$ 186 milhões

No 2001, a Disney lançou outra animação que fracassou nas bilheterias. Com uma recepção dividida da crítica, Atlantis: O Reino Perdido estava competindo com filmes grandes, como Shrek e Lara Croft: Tomb Raider, e as várias trocas de roteiristas (Joss Whedon foi um deles) tiveram como consequência uma história que deixou o público confuso, que estava mais propenso a receber uma animação computadorizada que uma toda feita à mão.


  • Planeta do Tesouro (2002)

Orçamento: US$ 140 milhões

Bilheteria EUA: US$ 38,1 milhões

Bilheteria total: US$ 109,5 milhões

Revisitar o clássico livro A Ilha do Tesouro em uma space opera animada parecia uma ideia perfeitamente lucrativa, mas não é o que aconteceu. Esse projeto da Disney já vinha sendo desenvolvido desde 1985, mas, por mais que a ideia pareça chamativa, Planeta do Tesouro se tornou um dos maiores fracassos do estúdio, e concorrer com Harry Potter e 007 também não foi uma boa estratégia de lançamento. Foi mais um erro da Disney, e demorou pra empresa aprender onde estava errando.


  • Nem Que a Vaca Tussa (2004)

Orçamento: US$ 110 milhões

Bilheteria EUA: US$ 50 milhões

Bilheteria total: US$ 103,9 milhões

Esse pode ser um filme divertido, mas não é exatamente bom. Com a crítica dividida e a concorrência apertada, parecia claro que o público não estava a fim de ver mais animações tradicionais (ou um filme estrelado por vacas). O fracasso foi tanto que a Disney só lançaria outro longa animado em 2D cinco anos depois, com a A Princesa e o Sapo (que foi bem recebido e mais barato).


  • A Família do Futuro (2007)

Orçamento: US$ 150 milhões

Bilheteria EUA: US$ 97,8 milhões

Bilheteria total: US$ 169,3 milhões

Essa ficção científica foi o primeiro filme produzido por John Lasseter como chefe criativo do departamento de animação da Disney. A Casa do Mickey esperava um sucesso como todos os outros longas da Pixar produzidos por Lasseter, mas o visual retrô com cores um pouco lavadas e uma história que soava infantil, mesmo com os elementos sci-fi, não levou o público esperado aos cinemas. Nem mesmo a música dos Jonas Brothers chamou a atenção.


  • Os Fantasmas de Scrooge (2009)

Orçamento: US$ 200 milhões

Bilheteria EUA: US$ 137,8 milhões

Bilheteria total: US$ 325,2 milhões

Robert Zemeckis, que vinha desenvolvendo a tecnologia de captura de movimentos em seu estúdio, o ImageMovers Digital, mas com desempenhos abaixo do esperado, decidiu fechar as portar com o fracasso de Os Fantasmas de Scrooge, mesmo com um elenco grandioso, que ia de Jim Carrey a Gary Oldman.


  • Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010)

Orçamento: US$ 200 milhões

Bilheteria EUA: US$ 90,7 milhões

Bilheteria total: US$ 336,3 milhões

Considerado por muitos um dos melhores videogames lançados para PlayStation 2, Prince of Persia: The Sands of Time ganhou o cinema sem muita expectativa. Mesmo com um altíssimo valor de produção (o que permitiu alta fidelidade) e um grande elenco encabeçado por Jake Gyllenhaal, o péssimo histórico de adaptações cinematográficas de videogames falou mais alto. Dentro dos Estados Unidos, arrecadou menos da metade de seu orçamento, e a bilheteria internacional não foi o suficiente, enterrando assim uma potencial grande franquia.


  • O Aprendiz de Feiticeiro (2010)

Orçamento: US$ 150 milhões

Bilheteria EUA: US$ 63,1 milhões

Bilheteria total: US$ US$ 215,2 milhões

Com Nicolas Cage fazendo sucesso com A Lenda do Tesouro Perdido, a Disney resolveu apostar no ator para O Aprendiz de Feiticeiro. No entanto, o fracasso foi tão grande que o ator nunca mais protagonizou uma produção de grande orçamento depois disso.


  • Marte Precisa de Mães (2011)

Orçamento: US$ 150 milhões

Bilheteria EUA: US$ 21,4 milhões

Bilheteria total: US$ 39 milhões

O maior fiasco dessa lista foi a pá de terra que faltava para a ImageMovers Digital, empresa de animação e efeitos visuais de Robert Zemeckis, ser enterrada para sempre. Com uma história pouco inspirada e aquele visual realista e pouco chamativo das animações anteriores do estúdio, o filme mal recebido pelo público e pela crítica, e caiu no esquecimento, sendo considerado até hoje o quarto maior fracasso da história do cinema. Ao menos tem Queen na trilha sonora…


  • Ursinho Pooh (2011)

Orçamento: US$ 30 milhões

Bilheteria EUA: US$ 26,7 milhões

Bilheteria total: US$ 49,9 milhões

Mesmo tendo um baixo custo de produção, Ursinho Pooh não conseguiu público o suficiente para ser considerado lucrativo. O quinto longa da turma do ursinho que adora mel a ser lançado nos cinemas foi bem recebido pela crítica, mas aparentemente a audiência já tinha se cansado de ver aqueles personagens. Uma pena, pois é um filme delicioso de se assistir. A turma do Bosque dos 100 Acres só voltou aos cinemas em 2018, com o live-action Christopher Robin, no qual Ewan McGregor deu vida ao personagem-título.


  • John Carter: Entre Dois Mundos (2012)

Orçamento: US$ 250 milhões

Bilheteria EUA: US$ 73,0 milhões

Bilheteria total: US$ 284,1 milhões

Com um orçamento astronômico e um investimento pesado, especialistas afirmavam que o longa precisaria arrecadar, pelo menos, US$ 700 milhões para não gerar prejuízo para a Disney. O resultado, no entanto, foi muito menor: “míseros” US$ 284 milhões. Andrew Stanton, diretor do longa, sugeriu que sua falta de experiência, somada a uma liberdade criativa sem limites, podem ter contribuído para os problemas do filme. Com isso, John Carter se tornou um dos maiores fracassos da história de Hollywood.


  • O Cavaleiro Solitário (2013)

Orçamento: US$ 215 milhões

Bilheteria EUA: US$ 89,3 milhões

Bilheteria total: US$ 260,5 milhões

Apesar de juntar o trio Gore Verbinski, Jerry Bruckheimer e Johnny Depp, diretor, produtor e protagonista dos três primeiros Piratas do Caribe, respectivamente, O Cavaleiro Solitário foi um fracasso estrondoso. Depp culpou os críticos pelo fiasco, afirmando que as avaliações negativas deles influenciaram na bilheteria do longa. Se esse foi o motivo do fracasso? Não sabemos… Mas uma coisa é certa: o golpe foi forte no estúdio do Mickey.


  • Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada É Impossível (2015)

Orçamento: US$ 190 milhões

Bilheteria EUA: US$ 93,4 milhões

Bilheteria total: US$ 209,1 milhões

Mesmo tendo George Clooney e Hugh Laurie no elenco, Tomorrowland marcou um prejuízo gigantesco para a Disney (algo em torno de US$ 140 milhões). O péssimo desempenho, inclusive, pode ter causado o cancelamento do aguardado Tron 3.


  • O Bom Dinossauro (2015)

Orçamento: US$ 175 milhões

Bilheteria EUA: US$ 123,1 milhões

Bilheteria total: US$ 332,2 milhões

Nem mesmo a Pixar foi capaz de evitar um fracasso. Os cenários fotorrealistas não foram o bastante para salvar o fraco roteiro que força o espectador a chorar, e o público respondeu a isso. O Bom Dinossauro é a água no chopp da Pixar depois do excelente e empolgante Divertida Mente, tanto para o público quanto para o estúdio.


  • Alice Através do Espelho (2016)

Orçamento: US$ 170 milhões

Bilheteria EUA: 77 milhões

Bilheteria total: US$ 299,4 milhões

Depois de Tim Burton faturar mais de US$ 1 bilhão para a Disney com Alice no País das Maravilhas, em 2010, o estúdio achou que uma sequência embarcaria no mesmo sucesso. No entanto, sem Burton e com acusações de que Johnny Depp havia agredido Amber Heard, sua esposa, estourando na mídia, a continuação amargou um enorme fracasso e mostrou que a ganância não deve ser o principal motivo para se fazer um filme.


  • O Bom Gigante Amigo (2016)

Orçamento: US$ 140 milhões

Bilheteria EUA: US$ 55,5 milhões

Bilheteria total: US$ 183,3 milhões

A clássica história de Roald Dahl ganhou vida pelas mãos de Steven Spielberg, mas não empolgou ninguém, infelizmente. Apesar do começo promissor e do belíssimo visual, o roteiro teve uma queda brusca de qualidade e se tornou bobo do meio para o final, dividindo a crítica e afastando o público. Apesar dos pesares, o filme apresenta uma ótima captura de performance do novo queridinho do diretor, Mark Rylance.


  • Uma Dobra no Tempo (2018)

Orçamento: US$ 103 milhões

Bilheteria EUA: US$ 100,4 milhões

Bilheteria total: US$ 132,6 milhões

Mesmo tendo faturado US$ 100 milhões domesticamente, o elenco estelar de Uma Dobra no Tempo não foi suficiente para garantir um bom desempenho internacional: o filme faturou míseros US$ 32 milhões fora dos Estados Unidos – além de ter sido massacrado pela crítica, mas essa é outra história.


  • Han Solo: Uma História Star Wars (2018)

Orçamento: US$ 275 milhões

Bilheteria EUA: US$ 213,7 milhões

Bilheteria total: US$ 392,9 milhões

Segundo spin-off de Star Wars, Han Solo marca o primeiro fracasso de bilheteria da franquia criada por George Lucas e, como se isso já não fosse ruim o bastante, ainda foi responsável por paralisar a produção dos outros derivados de Guerra nas Estrelas.


  • O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (2018)

Orçamento: US$ 133 milhões

Bilheteria EUA: US$ 54,8 milhões

Bilheteria total: US$ 173,8 milhões

Nem dois bons diretores como Lasse Hallstrom e Joe Johnston e nem a clássica peça musical de Tchaikovsky foram capazes de salvar essa bomba. A época do lançamento já não foi muito estratégica (a Disney achou mesmo que daria conta de concorrer com Bohemian Rhapsody), e a recepção morna aos trailers desse que parecia só mais um filme cheio de CGI (e realmente foi) só contribuíram para o fiasco que foi O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos. Ah, e nem entramos ainda no mérito do roteiro…


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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