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Escape Room | Crítica

Escape Room | Crítica

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Ano: 2019

Direção: Adam Robitel 

Roteiro: Bragi F. Schut, Maria Melnik

Elenco: Taylor Russell, Logan MillerDeborah Ann WollJay EllisTyler LabineNik DodaniYorick van Wageningen

Jogos Mortais lançou o seu oitavo filme – e esperamos que seja o último – em 2017 e foi um fracasso de público e crítica, assim como já havia sendo desde o terceiro longa da franquia. Essa temática de sobrevivência ficou comum e Escape Room veio nessa leva. As semelhanças são gritantes, mas o longa de 2019 parece ser uma versão para crianças.

A premissa apresenta seis pessoas distintas, que aceitam participar de salas temáticas onde o objetivo é resolver enigmas e sair delas. Cada ser possui a sua singularidade, mas apenas três são apresentados de fato. Esse prédio já é estranho desde o início e logo na sala de espera eles já terão que superar o primeiro desafio.

Todos os problemas de cada ambiente atentam contra a vida dos personagens, mas eles só percebem isso de fato na segunda fase. O filme possui essa proposta, mas não há sangue. As mortes não ficam muito explícitas, visando um público de uma faixa etária baixa. Essa é a principal diferença entre Escape Room e Jogos Mortais. E, ao contrário da franquia citada anteriormente, o primeiro filme já não possui uma boa qualidade.

É importante primeiramente ressaltar as qualidades da produção, que não são muitas. Os efeitos especiais são bons, passando um certo realismo. A fotografia, apesar de simples, ressalta bem os ambientes e os cenários são complexos. O ritmo rápido ajuda na hora de apresentar um bom suspense.

Agora, falando sobre os defeitos, pode-se começar pelos personagens. Nenhum deles possui o mínimo de carisma, não fazendo com que nos importemos com eles, mesmo com um bom nível de tensão. As atuações também não estão boas, não salvando nenhum ator. O roteiro possui inúmeros furos e inconsistências narrativas, com pouco aprofundamento nos personagens. As histórias que os rodeiam são rasas e sem graça.

Alguns problemas de roteiro são gritantes, tirando muito da veracidade do que está sendo apresentado. O vilão não é nem um pouco carismático e a tentativa de criar uma franquia é pífia. É difícil ter vontade de assistir a uma continuação envolvendo algum personagem ali apresentado, pois eles são desinteressantes demais.

Escape Room tenta ser o novo Jogos Mortais, mas acaba absorvendo somente os defeitos da franquia, sem a violência esperada, sem surpresas e, principalmente, sem um bom roteiro. Nem a direção simples, mas sólida de Adam Robitel consegue agregar muito a uma história fraca. Mais um suspense tentando lucrar durante muito tempo baseando em premissas já conhecidas, mas que falha drasticamente.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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