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O Menino que Queria Ser Rei | Crítica

O Menino que Queria Ser Rei | Crítica

Resultado de imagem para o menino que queria ser rei posterO Menino que Queria Ser Rei (The Kid Who Would Be King)

Ano: 2019

Direção: Joe Cornish

Roteiro: Joe Cornish

Elenco: Louis Ashbourne Serkis, Tom Taylor, Angus Imrie, Patrick Stewart, Rebecca Ferguson, Denise Gough, Nathan Stewart-Jarrett, Nick Mohammed, Skye Sammarchi, Connor Wolf, Jag Patel, Amir Wilson

Adaptações para os cinemas de lendas britânicas como a de Rei Arthur ou de Robin Hood são constantemente realizadas. Algumas tentam ser o mais fiel possível em relação aos contos, outras buscam dar uma nova roupagem ou até mesmo atualizar a história. Esse é o caso de O Menino que Queria ser Rei, dirigido por Joe Cornish.

A trama gira em torno de Alex (Louis Serkis), um menino tímido que sofre com valentões, por sempre querer defender o seu melhor amigo. Ao fugir da dupla de encrenqueiros, ele acaba caindo em um canteiro de obras e, no meio do terreno, está uma espada. Ele, obviamente, a retira do local, fazendo referência ao Rei Arthur. A partir daí, o filme se entrega à fantasia e se assume como uma adaptação moderna da história clássica.

Com a Excalibur em punhos, ele precisa partir para uma jornada com o intuito de derrotar a meia-irmã de Arthur, Morgana (Rebecca Ferguson), que está prestes a renascer. Para isso, ele precisa de pessoas ao seu lado e, ao encontrar o jovem Merlin (Angus Imrie), consegue recrutar os dois encrenqueiros e seu melhor amigo. O longa procura ser fiel e repaginar a lenda do Rei Arthur a todo momento, utilizando de diálogos expositivos para mostrar isso. Nada fica subentendido, não é preciso se esforçar nem um pouco para perceber.

Os clichês de filmes de aventura são sempre utilizados, fazendo com que nada seja imprevisível e o espectador sempre saiba como os desfechos vão ocorrer. Cornish não inova na sua direção, mas é eficiente em retratar os acontecimentos sem que fiquem enjoativos, pois o ritmo é frenético e não temos muito tempo para assimilar informações. O roteiro conta com alguns furos e inconsistências, mas o principal problema é o quarto ato.

Sim, a aventura infanto-juvenil possui três atos fechados e, para deixar a história melhor – tentar deixar, no caso – foi colocado mais um ato de desfecho da história. Algo desnecessário e que apenas alonga ainda mais a produção. A pretensão de deixar o filme maior do que é o prejudica e deixa tudo mais cansativo.

A obra é um tanto sem graça, mas há pontos positivos, como as atuações de Rebecca Ferguson, Angus Imrie e Patrick Stewart. É possível dar algumas risadas com os alívios cômicos e se divertir com a jornada, principalmente por conta do carisma do protagonista. Os efeitos especiais estão bons, passando a sensação de fantasia, mas não fazendo com que aquele mundo seja tão falso e incompreensível.

O Menino que Queria ser Rei transmite mensagens que já foram repassadas em muitas outras produções e acaba se tornando uma aventura juvenil genérica, mas não é ruim como um todo. Se a intensão é passar duas horas assistindo a mais uma adaptação da lenda do Rei Arthur, com uma jornada leve e sem muitas preocupações, o filme pode agradar.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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