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Maratona Marvel #09 | Capitão América 2: O Soldado Invernal | Crítica

Maratona Marvel #09 | Capitão América 2: O Soldado Invernal | Crítica

Capitão América 2: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier)

Ano: 2014

Direção: Anthony Russo e Joe Russo

Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely

Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Robert Redford, Anthony Mackie, Cobie Smulders, Frank Grillo, Maximiliano Hernández, Emily Van Camp, Hayley Atwell, Toby Jones, Stan Lee

Após Capitão América: O Primeiro Vingador, que foi um bom filme, mas acabou ficando abaixo das expectativas, a Marvel decidiu apostar alto em um segundo longa do herói, com o intuito de desenvolvê-lo para as próximas produções do estúdio. Para isso, os Irmãos Russo foram chamados. Você os conhecia antes disso? Acho muito improvável. No cinema, os seus trabalhos anteriores foram duas comédias: Dois é Bom, Três é Demais e Tudo por um Segredo.

Mesmo com um currículo curto em filmes (apesar de comandarem episódios de Arrested Development e Community), a aposta foi realizada. Foi nesse longa que o estúdio mostrou que sabia o que está fazendo. Os dois diretores de comédia realizaram uma das melhores produções de todo o Universo Cinematográfico da Marvel, apostando em um filme mais cru, com uma pegada de espionagem e colocando definitivamente os dois pés no chão.

A história gira em torno, obviamente, de Steve Rogers (Chris Evans), tentando se adaptar ao mundo moderno após os eventos de Os Vingadores. O Capitão se vê no meio de interesses obscuros da S.H.I.E.L.D., tendo que lidar com diversos problemas. Ele tem a ajuda da Viúva Negra (Scarlett Johansson) e de Nick Fury (Samuel L. Jackson), além de conseguir um novo parceiro, o Falcão (Anthony Mackie). Sendo realmente um filme de espionagem, os heróis precisam se infiltrar e descobrir o que está acontecendo com a instituição e, quanto mais fundo cavam, mais surpresos e assustados ficam.

Se o problema já não fosse enorme, Steve ainda precisa lidar com um inimigo à altura: o Soldado Invernal. E o vilão é ninguém menos que o seu melhor amigo Bucky (Sebastian Stan), que está sendo controlado pela Hidra, a organização que estava por trás da S.H.I.E.L.D. durante anos. Segredos vão sendo revelados e, a cada mistério resolvido, encontros épicos entre Rogers e Bucky rendem excelentes cenas de ação.

Os momentos de luta do longa são muito bem coreografados, conseguindo transmitir uma tensão enorme, mostrando um real perigo ao protagonista. O drama do Capitão América também é muito bem elaborado, no meio de toda aquela confusão. Conseguimos sentir a tristeza e a dúvida do personagem, que deseja descobrir o que fizeram com o seu melhor amigo.

As atuações também estão muito boas, com destaque para Scarlett Johansson e Chris Evans. O ator que vive o protagonista atua muito melhor em comparação com a sua performance no primeiro longa do personagem. O roteiro é fluído e muito bem encaixado, apresentando três atos sólidos, terminando a história de forma extremamente satisfatória. São poucos problemas estruturais e nenhum furo aparente de roteiro, com um ritmo frenético, mas que não deixa que os acontecimentos fiquem confusos, pelo contrário.

O espectador fica completamente situado e imerso naquele universo de espionagem e heroísmo. Capitão América 2: O Soldado Invernal é um divisor de águas da Marvel, consolidando a Fase 2 do estúdio e sendo um excelente filme por si só. A produção foi tão aclamada que colocou os Irmãos Russo em evidência e os credenciou para dirigir o próximo filme da trilogia do personagem, além dos outros dois Vingadores que estariam por vir.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 5/5]

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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