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Pai In Dica | Os desenhos de antigamente são melhores que os de hoje?

Pai In Dica | Os desenhos de antigamente são melhores que os de hoje?

As lembranças da infância geralmente são acompanhadas de uma sensação de saudade. A nostalgia está sempre presente e muitos adultos idealizam que suas experiências de vida, aquelas do passado, são mais valiosas que as atuais, vividas pelas novas gerações. Por isso, ao acompanhar o Davi, meu filho, em sua jornada pela sétima arte, questionei a mim mesmo se os filmes e séries infantis de hoje seriam melhores ou piores do que a programação existente em meu tempo de criança, no final dos anos 1980 e início dos 1990.

A evolução tecnológica permite aumentar, cada vez mais, o número de lançamentos de títulos por ano, da mesma maneira que a qualidade de cada produto também cresce com o passar do tempo. Esse avanço, aliado a um ótimo conteúdo, já é o suficiente para dizer que o momento atual é muito mais rico para nossas crianças. Contudo, não é esse o ponto que eu quero abordar. A característica mais sensível de uma animação, na minha opinião, é o valor humanitário e de auxílio na construção de um ser humano com valores positivos e consistentes.

Meus textos sempre serão baseados em experiências pessoais, sem nenhum compromisso científico, mas posso garantir que ter um filho é enriquecedor e quem estiver disposto vai aprender muito sobre comportamento infantil. É por isso que digo, em alto e bom som, que os desenhos de hoje são infinitamente melhores que os de ontem. Os motivos são simples: existe uma grande preocupação com a classificação etária de cada um deles e os temas abordados são diversos, trazendo para debate assuntos que serão de grande valia no futuro dos pequenos.

Hoje, temos maior foco em programas educativos ao invés de um “show” de apresentadoras, muitas vezes trazendo a sexualidade de maneira precoce. A inclusão de minorias também é outro tema recorrente nos desenhos atuais e um dos pontos altos das criações. Para ser sincero, não me recordo de situações como essas em desenhos mais antigos. Ao contrário, o bullying era um evento comum nas animações. A violência gratuita e sem nenhum contexto, como em Pica-Pau e Tom & Jerry, sempre foi o grande problema dos desenhos do passado. Não que hoje não exista, mas são direcionados com uma classificação adequada e muito mais moderado. A violência nos programas infantis dos dias atuais possui contexto e, geralmente, são finalizadas com uma lição moral ao término do episódio ou filme.

O Davi, inclusive, com 4 anos, já sabe muito bem interpretar as lições apresentadas e fazer ligações com seu cotidiano, citando exemplos. Um grande desenho para ilustrar o que digo é Daniel Tigre. Aqui em casa temos muito cuidado com a idade indicada em cada desenho e os resultados são maravilhosos. Quando o Davi quer ver algo que não está de acordo com a sua idade respondemos “esse não é para sua idade” e pronto. Sem grandes problemas, vamos atrás de outra programação. E o mais legal disso tudo é que virou automático para ele e, assim que começa algum programa, de maneira espontânea, ele prontamente analisa e já diz se é adequado ou não. Agora, já podemos sair da sala com tranquilidade e deixa-lo com a televisão ligada.

Tivemos um episódio em que o desenho que ele estava assistindo terminou e, logo após, a Chica Vampiro apareceu… Ele gritou “esse não é para minha idade!!!”. De fato, apesar da classificação livre, ele não está autorizado a assistir.

É claro que temos diversos problemas na atual programação infantil, mas o avanço na qualidade é inegável e sim, teremos sempre saudade dos desenhos de cada época. Eu mesmo faço algumas sessões com o Davi e apresento os “desenhos da época do pai, quando era pequeninho que nem tu” e nos divertimos muito. O do momento é DuckTales, disponível na Netflix. Esse, com toda a certeza, possui a melhor música de entrada. Curiosamente, a nova versão do Disney Channel conta com a Ivete Sangalo cantando um pop/rock em um novo arranjo tão empolgante quanto o antigo. Particularmente, prefiro a primeira versão, mas os pequenos de hoje devem amar e essas serão suas referências no futuro.

Abaixo estão os vídeos da introdução antiga e a nova de DuckTales, Os Caçadores de Aventuras. Qual vocês acham melhor?

Antigo:

Novo:


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Bruno Prates

É o pai do Davi e, por isso, está por dentro de tudo que rola no mundo dos pequeninos. Curte animações, comédias, rock n' roll, cultura pop e não dispensa uma boa maratona de séries e filmes. No cinema, é fã do Michael Richards, Jerry Seindfeld, Leslie Nielsen, Jim Carrey e Adam Sandler. Também aprecia o trabalho do Tarantino e considera que ele é o melhor diretor da atualidade. Na música, tem como maiores ídolos Dave Grohl, James Hetfield, Paul McCartney, Freddie Mercury e John Bonham.

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