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Como Treinar o Seu Dragão 3 | Crítica

Como Treinar o Seu Dragão 3 | Crítica

Como Treinar o Seu Dragão 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World)

Ano: 2019

Direção: Dean DeBlois

Roteiro: Dean DeBlois

Elenco de dubladores (vozes originais): Jay Baruchel, America Ferrera, Gerard ButlerCate Blanchett, Jonah HillKit HaringtonKristen Wiig

Quando a franquia Como Treinar o Seu Dragão começou, em 2010, o magnetismo com o público, tanto infantil quanto adulto, foi imediato. Afinal, quem não gostaria de voar pelos céus nas costas de um carismático dragão? A história era ótima e os protagonistas da aventura, Soluço e Banguela, ainda melhores. Naquele ano, a animação da DreamWorks só perdeu o Oscar porque concorreu com Toy Story 3 – que é uma das grandes obras do século XXI.

Alguns anos depois, em 2014, Banguela e Soluço retornaram para mais uma aventura, mas, dessa vez, com uma história menos inspirada e com decisões extremamente equivocadas. Mesmo assim, o longa conseguiu fazer sucesso, mas longe dos feitos conquistados pelo seu antecessor. Assim, cinco anos depois, a DreamWorks decidiu lançar o terceiro episódio da saga, para encerrar a franquia.

Como Treinar o Seu Dragão 3 se passa um ano após os eventos do segundo filme, mostrando que Soluço agora é o líder de Berk, assumindo o posto deixado por seu pai, Stoico. O garoto e seus amigos também atuam como salvadores de dragões, resgatando os animais que são capturados. A aldeia viking, agora, é um lugar de paz entre humanos e dragões. Apesar disso, o restante do mundo ainda não compreende essa união entre as espécies e, logo, surge um novo vilão, que caça dragões – e é conhecido por matar Fúrias da Noite, a espécie de Banguela.

Assim, Soluço decide seguir uma teoria de seu pai e levar os aldeões e os dragões para o Mundo Escondido, um lugar em que todos poderiam viver em paz. Obviamente, nesse meio tempo, eles terão que enfrentar os vilões que querem os animais. E, enquanto tudo isso acontece, Banguela conhece uma Fúria da Luz, uma dragão fêmea por quem ele se apaixona.

O roteiro de Como Treinar o Seu Dragão 3 sofre, principalmente no primeiro ato, com partes pouco inspiradas – como um vilão clichê, planos pouco compreensíveis e momentos que escancaram como será o desfecho, por exemplo. A interação entre a equipe de Soluço também não convence, apresentando diálogos forçados e “trapalhadas” que não conseguem fazer rir.

Apesar disso, Soluço e Banguela conseguem fazer a história funcionar, pois o carisma da dupla e a importância daquela parceria ultrapassam os deslizes da trama. Em pouco tempo, já é possível deixar os erros de lado e se envolver totalmente na aventura. E, mesmo que o clímax não seja tão interessante, o desfecho do longa emociona e faz valer a produção.

A qualidade da animação, mais uma vez, está incrível. Como Treinar o Seu Dragão 3 tem muitas lindas sequências noturnas e, nelas, pode-se notar como a técnica do primeiro para o terceiro longa deu um grande salto. Quando os personagens encontram o Mundo Escondido, também temos momentos deslumbrantes na tela, com uma explosão de cores e detalhes de encher os olhos. Até mesmo em cenas relativamente simples, como um voo solo do Banguela pelo céu, podemos perceber a dedicação do estúdio e dos animadores.

Como Treinar o Seu Dragão 3 não é tão encantador quanto o primeiro longa da franquia e nem possui uma história tão empolgante, mas supera com facilidade o seu antecessor e oferece um desfecho digno – e emocionante – para Soluço e Banguela, uma das melhores duplas que o cinema entregou nos últimos anos. Além disso, o filme passa ótimas mensagens sobre aceitar o diferente, a importância da amizade e o peso do amadurecimento. Certamente, crianças e adultos sairão dos cinemas com os olhos molhados e o coração mais feliz. Eu saí.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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