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Maratona Marvel #07 | Homem de Ferro 3 | Crítica

Maratona Marvel #07 | Homem de Ferro 3 | Crítica

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)

Ano: 2013

Direção: Shane Black 

Roteiro: Drew Pearce, Shane Black 

Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Guy Pearce, Rebecca Hall, Stéphanie Szostak, James Badge Dale, Jon Favreau, Ben Kingsley

Depois do sucesso bilionário e fenômeno cultural que foi Os Vingadores, havia muita expectativa para a próxima investida do MCU nos cinemas. O filme, em teoria, não poderia ter sido mais acertado: até o momento, o Homem de Ferro era o herói da Marvel com a maior bilheteria em filmes solo e os trailers prometiam um caminho mais sério com o personagem. Homem de Ferro 3, no entanto, não chegou nem perto de fazer jus as altíssimas expectativas criadas ao longo do ano.

Inexplicavelmente ambientado no Natal, o longa começa com um Tony Stark (Robert Downey Jr.) ainda marcado pelos efeitos da Batalha de Nova York, cheio de crises de ansiedade por ter sido o único Vingador a ter visto a dimensão da ameaça chitauri no espaço caso o portal não tivesse sido fechado e por quase não ter conseguido voltar pra casa. O bilionário passou o último ano criando diversos modelos de armadura para o dia que não fosse mais necessário. Enquanto isso, ameaças surgem de ambos os lados. Um terrorista do Oriente Médio conhecido como Mandarim (Ben Kingsley) ameaça a democracia ao mesmo tempo em que o misterioso projeto Extremis, que cria um exército de super soldados, aparece junto com Aldrich Killian (Guy Pierce), uma figura vingativa do passado de Stark.

Dos diversos problemas do filme, o primeiro começa na direção do filme. Shane Black, conhecido por criar a franquia Máquina Mortífera e comandar os excelentes Beijos e Tiros e Dois Caras Legais, o primeiro também protagonizado por Robert Downey Jr. O cineasta tem um estilo muito específico de comédia buddy cop que, apesar de até combinar com a natureza cômica dos filmes do Homem de Ferro, não é tão bem-vindo em um final de trilogia que prometia ser mais sério. O estilo de Black é empregado na dinâmica de Stark com o garoto Harley Kenner (Ty Simpkis), uma criança insuportável com quem Stark tem de lidar após se encontrar no seu ponto mais baixo enquanto se recupera.

O segundo problema estrutural é o mesmo que prejudicou X-Men 3: O Confronto Final sete anos antes, misturar aquilo que poderia ter sido duas ótimas produções diferentes em uma só. Tanto o Mandarim quanto o Extremis mereciam mais atenção ao invés de dividir o tempo de tela um com o outro, sem contar que ambos ficam basicamente em segundo plano enquanto o Stark fica andando com Harley tentando se recuperar. A motivação de Killian é boba enquanto o longa comete um erro imperdoável com Mandarim, o vilão mais icônico do Homem de Ferro.

Enquanto a ideia de um Tony Stark mais vulnerável parecia uma excelente subversão a pose sarcástica do bilionário, o filme não consegue executar essa parte narrativa de forma convincente. Robert Downey Jr. fica muito confortável no papel na sua quarta vez interpretando o personagem e não foi suficientemente desafiado pelo roteiro, quase sem sair do piloto automático. O que é uma pena, uma vez que o ator foi capaz de mostrar uma faceta mais séria e arrependida do herói em Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita.

Mas Homem de Ferro 3 não é só composto de falhas. A ação excelente do longa é composta por sequências bem executadas. A cena em que a mansão Stark é atacada por mísseis é impressionante, o resgate dos passageiros do avião é tenso e o clímax com todas as armaduras em ação é muito divertido. Boa parte do humor do longa é bem-vinda, mesmo que em alguns momentos soe desnecessário e repetitivo. O carisma de Downey Jr., obviamente, consegue carregar a produção inteira nas costas.

Apesar de arrecadar US$ 1.215 bilhão nas bilheterias, a aprovação entre o público não foi tão positiva quanto a arrecadação pode levar a crer. Homem de Ferro 3 tem zero impacto no MCU: a decisão tomada por Stark de retirar o reator Arc é completamente ignorada pelos próximos filmes, bem como a nova condição da Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). Por fim, o Marvel One Shot All Hail the King foi lançado logo em sequência para desfazer o erro cometido com o Mandarim, levando a crer que o personagem como visto na versão dos quadrinhos existe também no universo cinematográfico.

Nota do crítico:

Nota dos usuários:

[Total: 5    Média: 3.4/5]

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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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