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O Método Kominsky – 1ª temporada | Crítica

O Método Kominsky – 1ª temporada | Crítica

O Método Kominsky (The Kominsky Method) – 1ª temporada

Ano: 2018

Criador: Chuck Lorre

Elenco:  Michael Douglas, Alan Arkin, Sarah Baker, Nancy Travis, Emily Osment, Lisa Edelstein, Danny DeVito

Aos 66 anos, Chuck Lorre já trabalhou no roteiro de quase 30 series de TV e desenhos animados, dos quais criou uma dezena. Atuando sempre em comédias, seu material é eclético e seu currículo tem Two and a Half Men, The Big Bang Theory e Mike & Molly. Sua última série produzida, O Método Kominsky, parece soar como uma reflexão a avançada idade na qual Lorre se encontra.

Sandy Kominsky (Michael Douglas) é um talentoso ator de teatro que, após um carreira fracassada em Hollywood, se tornou professor de atuação de personalidades que se tornaram mais famosas do que ele. Fora do profissional, sua vida pessoal também não é das melhores: três divórcios, nunca consegue uma parceira estável, seu melhor (e possivelmente único) amigo, Norman Newlander (Alan Arkin), é o seu agente, e a única coisa que ele não conseguiu estragar, é a relação com a filha, que recuperou depois de passar toda a infância ausente.

Durante os oito episódios da série, Sandy é construído como um professor que se importa com os seus alunos e um melhor amigo esforçado para com o impossível Norman, e para por aí. Sandy consegue ser irresponsável, não dar o devido crédito para as pessoas em sua vida e nada profissional no que diz respeito aos papéis que consegue, o que explica sua carreira não ter deslanchado enquanto era jovem. Além disso tudo, o protagonista se mostra profundamente incomodado e preocupado com a sua avançada idade. Pessoas próximas a ele morrem e ele teme chegar ao fim da vida sozinho. Michael Douglas vende os momentos dramáticos da narrativa e consegue tornar os medos do personagem bem reais.

Mas é Alan Arkin que se destaca como Norman. Em toda cena que está, o ator tem as melhores falas, um timing cômico afiado e uma personalidade forte marcante. O personagem é insuportável com todos a sua volta e isso o torna maravilhoso de ver em cena. Arkin e Michael Douglas têm uma excelente química e a amizade dos dois é um dos pontos mais fortes da série.

O elenco de apoio, no entanto, não tem a mesma atenção. Mindy (Sarah Baker) e Lisa (Nancy Travis), filha e namorada do Sandy, respectivamente, têm pouco o que fazer na série e o papel delas fica resumido em fazer o protagonista cair na real quando ele age pensando em si mesmo. Danny DeVito e Lisa Edelstein têm ótimas participações especiais, um como doutor urologista e outra como a filha viciada em medicamento de Sandy, e ambos mereciam mais tempo em tela.

Mesmo sendo uma série predominantemente de comédia, fazendo graça com as questões da terceira idade dos protagonistas, O Método Kominsky convence muito em seus momentos mais dramáticos. Seja na morte de um ente querido, em contemplar suicídio ou morrer sozinho, todos os temas mais sérios abordados pela narrativa são bem construídos e tocantes, mesmo que não apresente uma solução para os problemas dos protagonistas.

Nunca alcançando novamente o nível de seus dois primeiros episódios, a série oferece excelentes reflexões sobre vida, morte, solidão e família. Chuck Lorre prova que algumas pessoas, sim, ficam melhores com a idade.

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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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