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WiFi Ralph: Quebrando a Internet | Crítica

WiFi Ralph: Quebrando a Internet | Crítica

WiFi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet)

Ano: 2018

Direção: Rich MoorePhil Johnston

Roteiro: Phil Johnston

Elenco: John C. Reilly, Sarah Silverman, Gal Gadot, Taraji P. Henson, Jack McBrayer, Jane Lynch, Alan Tudyk, Alfred Molina

Seis anos após o lançamento de Detona Ralph, a Disney lança a sua sequência, WiFi Ralph: Quebrando a Internet. Depois de mostrar as aventuras do personagem dentro dos jogos, agora ele precisa desbravar o mundo online para encontrar um volante e salvar o Corrida Doce, jogo da sua melhor amiga, Vanellope. É com essa simples premissa que nos vemos novamente entrando em mais uma aventura com Ralph, que é personagem extremamente carismático.

A sinopse parece simples e dá a entender que a aventura será genérica, mas a Disney surpreende e traz um longa que, na opinião deste que vos escreve, conseguiu superar o primeiro. Começando pela animação em si, que é espetacular, com traços lindos e diferenças latentes quando o cenário é algum jogo com detalhes mais elaborados. As cores são muito vivas e tudo é ótimo tecnicamente. A direção de Rich Moore e Phil Johnston é coesa e leva o filme com maestria.

A história é dividida em duas partes: a primeira mostra Ralph e Vanellope em busca do volante naquele mundo criado de maneira incrível e a segunda resgata as suas personalidades, para que um desfecho diferente seja apresentado. Desde o primeiro filme já entendemos como funcionam as personalidades dos protagonistas e as qualidades e os defeitos vão sendo ressaltados ao longo da continuação, para que entre em cena uma surpresa no terceiro ato. O problema é que isso acaba fazendo com que o desfecho caia demasiadamente em relação aos dois primeiros atos e as coisas ficam um tanto repetitivas. Porém, mesmo com os problemas de roteiro que aparecem próximos ao final, nada estraga tudo aquilo que foi apresentado anteriormente.

Os dois heróis principais continuam extremamente carismáticos e, mesmo com o abandono de bons coadjuvantes como Félix, a animação apresenta novos personagens ainda mais interessantes, como Shank e Yes. A construção desse mundo da internet é muito bem realizada e engraçada, mostrando como seria um mundo online físico, representando os pop ups, spams, vírus e tudo mais. Diversas piadas são realizadas e quase todas elas funcionam muito bem, se encaixando no que está sendo proposto.

A Disney brinca com ela mesma inserindo todas suas princesas em uma cena que, particularmente, é a melhor de todo o filme. A história, mesmo perdendo a força, acaba ficando até em segundo plano por conta da ótima construção de mundo e de pequenas situações dentro dele.

Ralph retorna após seis anos no seu estilo, com um filme muito bem realizado, mesmo pecando em alguns aspectos de roteiro e de verossimilhança em relação ao primeiro longa. Os problemas acabam sendo pequenos quando nos pegamos gargalhando e maravilhados com tudo aquilo que nos é apresentado. WiFi Ralph: Quebrando a Internet é uma ótima animação e faz com que o ano comece bem no Brasil para as crianças e também para os adultos.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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