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Especial | 20 filmes que provam que 1999 foi um ano incrível para o cinema

Especial | 20 filmes que provam que 1999 foi um ano incrível para o cinema

Sem dúvidas, 1999 foi um dos grandes anos no cinema na memória recente. Muito de seus espetaculares longas, tanto filmes cults quanto blockbusters, foram marcantes e hoje são clássicos, mesmo que não tenham sido reconhecidos na época, como Clube da Luta.

Confira agora 20 dos melhores filmes que completam 20 anos em 2019:


  • Matrix, por Carlos Redel

Beirando o final do milênio e com a internet começando a tomar conta do mundo, as irmãs Wachowski entregaram a obra cinematográfica perfeita (e no momento perfeito). Matrix veio para abalar as estruturas do cinema (não é exagero) e entregar uma trama instigante, repleta de ação de tirar o fôlego e o mais importante: sem nunca deixar de ser atual. Levantando questionamentos interessantíssimos sobre a sociedade, o longa consegue ser tudo o que se espera de uma ficção-científica, mas indo mais além. Na trama, o programador e hacker Thomas Anderson (Keanu Reeves) – ou Neo, de acordo com o seu nickname – cansado do mundo maçante ao seu redor, acaba sendo “desperto” e descobre que a sua realidade não passa de uma construção virtual e que os humanos, na verdade, há muitos anos, são usados como fontes de energia para máquinas que se rebelaram. Assim, começa a jornada de Neo em busca da “liberdade” da humanidade. Acompanhado de Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss), ele precisará lidar com o Agente Smith (Hugo Weaving), que passa de um simples mecanismo de defesa do mundo online até uma entidade onipresente que deseja o poder, e o sistema – que é o seu pior inimigo. Tudo alinhado perfeitamente, em um roteiro primoroso. Matrix é, sem dúvidas, um dos grandes filmes do século XX. E aí, vai querer a pílula azul ou a vermelha?


  • 10 Coisas que Eu Odeio em Você, por Diego Francisco

Versão atualizada da história A Megera Domada, de William Shakespeare, a trama de 10 Coisas que Eu Odeio em Você começa com Cameron James (Joseph Gordon-Levitt), um estudante apaixonado por Bianca Stratford (Larisa Oleynik), e que pretende levá-la ao baile da escola. Porém, para que a garota possa sair de casa, a irmã mais velha dela, Kat (Julia Stiles), precisa sair também, mas esta é revoltada e antissocial. Cameron, então, contrata o bad boy Patrick (Heath Ledger) para fingir interesse na Kat e levá-la para o baile. Kat resiste às investidas de Patrick, mas acaba se apaixonando por ele ao mesmo passo em que ele se apaixona pela garota. 10 Coisas que Eu Odeio em Você é uma apaixonante comédia romântica que faz o espectador cair de amores pelos protagonistas. Como não se lembrar da cena icônica em que Patrick canta Can’t Take My Eyes Off of You para Kat?


  • Tudo Sobre Minha Mãe, por André Bozzetti

Vencedor do premip de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar do ano 2000, Tudo Sobre Minha Mãe abriu caminho para o roteirista e diretor espanhol Pedro Almodóvar ser indicado para as categorias principais dos prêmios da Academia posteriormente, com Fale Com Ela, concorrendo ao prêmio de Melhor Direção e conquistando a estatueta de Melhor Roteiro Original. Em Tudo Sobre Minha Mãe, Cecilia Roth interpreta Manuela, uma mulher cujo filho morre atropelado na sua frente, na noite do seu aniversário de 17 anos. Confusa e sem saber como lidar com a dor, Manuela decide ir a Barcelona reencontrar o pai do garoto, que sequer sabe da existência dele, sobre a morte do filho. O pai é um transgênero chamado Lola, do qual ninguém parece saber o paradeiro. Enquanto procura Lola, Manuela conta com o apoio de uma antiga amiga, Agrado (Penélope Cruz), e conhece Rosa, uma freira grávida, e as três criam uma forte amizade. Tudo Sobre Minha Mãe traz tudo de melhor que Almodóvar tem a oferecer. As cores, o amor, a humanidade, a dor… Somos levados da alegria à desesperança, e sofremos junto com suas personagens tão incrivelmente humanas.


  • Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma, por Carlos Redel

Essa é uma escolha controversa. Odiado por uma boa parte dos fãs de Star Wars (e também por não-fãs), A Ameaça Fantasma quase não entra nessa lista. Mas, ao pensar sobre a sua importância para a franquia, decidimos que ele merece ser homenageado – afinal, foi o primeiro longa de Guerra nas Estrelas em 16 anos. 1999 marcou a retomada de Star Wars. O filme volta no tempo e conta a história de Anakin Skywalker, antes dele se tornar o terrível Darth Vader. O primeiro ponto positivo do longa é o retorno ao universo de George Lucas em uma década com efeitos especiais muito mais evoluídos, o que deixa a experiência interessante. Outro mérito de A Ameaça Fantasma é que ele abriu as portas para um bom O Ataque dos Clones e um ótimo A Vingança dos Sith (o que, provavelmente, também contribuiu para os novos filmes da franquia). E, no final das contas, Star Wars é Star Wars, né?


  • Tarzan, por João Vitor Hudson

Em 1999, a chamada Renascença da Disney ganhou outro filme para fazer parte do grupo, Tarzan. Depois de décadas sem uma adaptação cinematográfica decente da história do homem das selvas, a empresa do Mickey quis realizar aquela que seria a versão definitiva, e repetiu a fórmula de outros sucessos do estúdio dos anos 1990. Com belíssimas músicas compostas por Phil Collins e direção de Chris Buck (um dos diretores de Frozen), Tarzan é um clássico que divertiu crianças e adultos em sua época e que até hoje é relembrado pelo público (mas não queremos um remake tão cedo, dona Disney).


  • American Pie – A Primeira Vez é Inesquecível, por Diego Francisco

Apesar da qualidade da franquia e do senso de humor dela serem bem questionáveis, é impossível negar o impacto que o primeiro filme teve quando lançado. O longa acompanha os últimos dias de Jim Levinson (Jason Biggs) e seus amigos no Ensino Médio. Jim pretende perder a virgindade com a sua colega Nadia (Shannon Elizabeth) até a festa de formatura e, obviamente, dá início a uma sequência de situações constrangedoras e absurdas para eles e seus amigos. American Pie foi um fenômeno e, além de oferecer várias cenas memoráveis e o infame Steve Stifler (Seann William Scott), o longa arrecadou mais de US$ 200 milhões em bilheteria, rendeu três sequências, quatro spin-offs e várias comédias que copiaram o estilo do filme.


  • A Bruxa de Blair, por André Bozzetti

Apesar de não ser o pioneiro em found footage, sem dúvida foi A Bruxa de Blair que popularizou o gênero. O filme conta a história de três estudantes de cinema que vão para o meio de uma floresta em Maryland para gravar um documentário sobre uma lenda local: a Bruxa de Blair. No entanto, os jovens desaparecem na floresta e nunca mais são vistos. Um ano depois, seu equipamento de filmagem é encontrado na floresta e o material gravado é utilizado para montar um documentário. Em 1999, a internet estava começando a mostrar seu potencial e, através dela, a produção do filme conseguiu difundir este pseudo-documentário como se fosse uma história real, com direito a tratar os atores como “desaparecidos”. Para isso, foi recomendado a eles que não fizessem aparições públicas durante todo o ano que antecedeu o lançamento do filme. O site continha entrevistas com especialistas e a reação das famílias ao desaparecimento. O marketing foi tão bem planejado que as pessoas realmente passaram a acreditar que a Bruxa de Blair era uma lenda existente antes do filme. Os próprios atores acreditavam nisso durante as filmagens. Uma fórmula que produziu um filme com cerca de 60 mil dólares e que angariou quase US$ 250 milhões obviamente passou a ser imitada em várias produções a partir de então.


  • De Olhos Bem Fechados, por Carlos Redel

Stanley Kubrick, sem dúvidas, é um dos maiores diretores da história do cinema. Responsável por longas espetaculares como 2001: Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica e O Iluminado, parece ser uma obra do destino que o último filme do cineasta, De Olhos Bem Fechados, estreasse justamente no glorioso ano de 1999. A obra, provavelmente a mais intimista do diretor, acompanha a trajetória do Dr. William Harford (Tom Cruise) que descobre que a sua esposa Alice (Nicole Kidman) sentiu atração por um marinheiro durante uma festa. Após saber disso, William não consegue tirar de sua cabeça imagens de sua esposa mantendo relações com o homem, levando-o a uma jornada assustadora e singular. Assim, as suas saídas noturnas acabam afastando-o de sua realidade habitual, em que ele vai desde encontros com prostitutas até uma bizarra orgia em uma mansão.  De Olhos Bem Fechados também apresenta uma visão interessante sobre o casamento e a monogamia, revelando os instintos mais primitivos do ser humano em relação ao prazer. Uma obra incrível de um diretor mais incrível ainda.


  • O Sexto Sentido, por André Bozzetti

I see dead people” ou o abrasileirado “Eu vejo gente morta”. A frase mais marcante do filme que consagrou o diretor indiano M. Night Shyamalan e o fez aparecer para o mundo. No filme, o psicólogo Malcolm Crowe (Bruce Willis) tenta ajudar o menino Cole Sear (Haley Joel Osment), que é assombrado por visões e até ataques físicos de espíritos onde quer que ele vá. Malcolm, de início, não sabe o segredo do menino, mas enxerga nele semelhanças com um antigo paciente seu que teve um destino trágico. A grande reviravolta da trama que ocorre no terceiro ato é a cereja do bolo de um suspense que deixa o espectador tenso o tempo inteiro. O Sexto Sentido foi o segundo filme mais assistido de 1999 e se tornou a maior bilheteria da história para filmes de terror até ser superado por It: A Coisa em 2017. E não é de se estranhar, já que além do filme ser ótimo, ele ainda motiva o público a assistir uma segunda vez, para verificar se aquilo que vemos no final é realmente possível.


  • O Gigante de Ferro, por João Vitor Hudson

Antes de fazer parte da Pixar, Brad Bird já era conhecido no ramo da animação graças a seu filme O Gigante de Ferro. O longa da Warner Bros. é uma história de amizade nos moldes de E.T.: O Extraterrestre, e acompanha um garoto que fica amigo de um robô alienígena em plena Guerra Fria, onde a paranoia nuclear era inevitável. O Gigante de Ferro infelizmente não fez o sucesso devido na época, mas é uma linda homenagem aos filmes de ficção-científica dos anos 1950 (e tudo com animação 2D fica mais charmoso). Hoje o longa é um clássico cult do cinema animado.


  • Beleza Americana, por Diego Francisco

A estreia na direção de Sam Mendes não poderia ser mais acertada. Beleza Americana arecadou mais de US$ 350 milhões mundialmente e rendeu oito indicações ao Oscar, das quais venceu cinco, incluindo Melhor Filme. O longa segue Lester Burnham (Kevin Spacey), que acabou de entrar em crise de meia idade. Ele tem uma péssima relação com a sua esposa, Carolyn (Annette Bening), não consegue se conectar com a sua filha, Jane (Thora Birch), e se interessa pela melhor amiga da filha, a menor de idade Angela Hayes (Mena Suvari). Assim como a rosa que inspira o título do longa que, apesar da bela aparência, não tem cheiro, apenas espinhos, Beleza Americana explora a superficialidade da vida do americano médio pelos olhos de Lester, que insatisfeito com o rumo que a sua vida tomou, decide tentar coisas novas.


  • Clube da Luta, por Rafael Bernardes

Um homem deprimido (Edward Norton) que sofre de insônia conhece, durante um voo, um estranho vendedor de sabonetes chamado Tyler Durden (Brad Pitt) e, depois do seu apartamento ser destruído em uma explosão, o protagonista logo já se vê morando com Tyler em uma casa suja e detonada. A dupla forma um clube de luta com regras rígidas, onde homens lutam para aliviar a tensão de sua rotina. A primeira regra do Clube da Luta é você não fala sobre o Clube da Luta. A parceria perfeita é comprometida quando uma mulher, Marla (Helena Bonham Carter), atrai a atenção de Tyler. Com a direção do mestre David Fincher e com excelentes atuações de Brad Pitt e Edward Norton, Clube da Luta se consolida como um clássico, tendo um excelente roteiro, com plot twists incríveis e servindo como crítica a diversos aspectos da sociedade moderna.


  • Meninos Não Choram, por André Bozzetti

Duas décadas atrás, a roteirista e diretora Kimberly Peirce demonstrou uma sensibilidade e compreensão enorme acerca de identidade de gênero, um tema que hoje em dia ainda gera dúvidas e é alvo de muito preconceito. Na trama, baseada em uma história real, Brandon Teena (Hilary Swank) é um jovem transgênero, que vive entre pessoas que não sabem que ele é biologicamente do sexo feminino. Enquanto seu segredo está seguro, Brandon consegue viver uma vida normal, curtindo, bebendo e se divertindo com amigos e garotas. Infelizmente, nenhum segredo dura para sempre. A história real de Brandon Teena, assassinado em 1993 aos 21 anos de idade, deu grande visibilidade aos crimes de ódio contra a população trans. A atuação fantástica de Hilary Swank lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz em praticamente todos as principais premiações, incluindo o Oscar.


  • Toy Story 2, por João Vitor Hudson

Depois de um bem-sucedido primeiro filme, uma continuação de Toy Story era inevitável, mas a Pixar tinha o grande desafio de fazer algo tão bom ou melhor quanto o original. E ela conseguiu! Em Toy Story 2, acompanhamos a jornada de Buzz Lightyear e os outros brinquedos de Andy a procura de Woody, que foi roubado por um colecionador saudosista de brinquedos de um antigo programa de TV do qual o cowboy fez parte. O longa superou o primeiro tanto no enredo quanto na qualidade técnica, e ainda apresentou a vaqueira Jessie, que está até hoje presente na franquia.


  • Quero Ser John Malkovich, por João Vitor Hudson

E se um dia você descobrisse um portal que te levasse a ver o mundo pelos olhos de algum artista, talvez John Malkovich? Essa é a premissa deste louco clássico de Spike Jonze e escrito por Charlie Kaufman (não podia ser outro). Durante o filme, acompanhamos um artista desiludido em seu emprego (John Cusack) que descobre esse portal, e faz disso um negócio junto de sua atraente colega de trabalho (Catherine Keener), mas então começam a ter as discordâncias na sociedade e provocam um acidente praticamente irreversível. O filme foi indicado a três Oscars, mas infelizmente não levou nenhuma estatueta.


  • À Espera de um Milagre, por Diego Francisco

Após dirigir o clássico Um Sonho de Liberdade, também baseado em um livro de Stephen King, Frank Darabont comandou outra fantástica adaptação da obra do escritor. Ambientado em 1935, À Espera de um Milagre acompanha o guarda penitenciário Paul Edgecomb (Tom Hanks), que trabalha no corredor da morte, vigiando presidiários em seus últimos dias de vida. Um dia, chega John Coffey (Michael Clarke Duncan), um homem de dois metros de altura acusado de matar duas garotinhas. Apesar das aparências e da acusação de assassinato, John Coffey é um gentil e sensível gigante, que difere de todos os outros do corredor da morte, e apresenta poderes sobrenaturais de cura. O filme é um drama devastador e marcante que mostra o pior que a humanidade tem a oferecer, mas também o melhor.


  • O Mundo de Andy, por Carlos Redel

Andy Kaufman era uma figura extremamente controversa. Um comediante à frente do seu tempo, repleto de excentricidades e bizarrices. 15 anos após a sua morte, o saudoso Milos Forman assume o comando de uma biografia do artista. E para o papel principal? O comediante que dominou os anos 1990, Jim Carrey. Em O Mundo de Andy, o ator se entregou plenamente ao papel de Kaufman (como pode ser visto mais detalhadamente no excelente documentário Jim & Andy), sendo assustadora a sua performance (ou seria possessão?). O roteiro do longa é excelente e consegue se aprofundar na mente de Kaufman, humanizando aquele ser tão enigmático, que fazia rir ao mesmo tempo em que causava revolta por onde passava. Uma biografia incrível e subestimada. É uma pena que a Academia, mais uma vez, esnobou Carrey…


  • O Talentoso Ripley, por André Bozzetti

Três anos após dirigir o premiadíssimo O Paciente Inglês, Anthony Minghella volta em grande forma para trazer mais um filme fascinante. Na década de 1950, o jovem e humilde atendente de lavanderia Tom Ripley (Matt Damon) pega, sem autorização, um casaco para utilizar em uma festa onde se apresentaria tocando piano. Por causa do casaco, o milionário Herbert Greenleaf (James Rebhorn) é levado a acreditar que Tom conhece seu filho Dickie (Jude Law), recém formado em Princeton, que está curtindo a vida na Itália sem previsão de volta. Ripley mente, convencendo o milionário que é mesmo amigo de Dickie e este, por sua vez, oferece a ele mil dólares para ir à Itália convencer seu filho a voltar. Ripley aceita e sua mentira vai se tornando cada vez maior e com consequências mais graves, a partir do momento em que ele realmente encontra Dickie Greenleaf e cria uma certa obsessão pelo jovem e pela vida que ele leva. O filme possui, além das ótimas atuações de Matt Damon, Philip Seymour Hoffman e Jude Law, paisagens fantásticas e um clima de crescente angústia enquanto vemos Ripley se afundar cada vez mais em suas mentiras. O mais fascinante é que Tom Ripley se mostra uma espécie de psicopata, com um dom fantástico para a mentira e a falsificação, mas o carisma que encanta os personagens do filme funciona também com o público, fazendo com que torçamos para ele, apesar de tudo.


  • Garota, Interrompida, por Carlos Redel

Dirigido por James Mangold, o longa acompanha a história de Susanna (Winona Ryder), uma jovem que, em 1967, após uma sessão com um psicanalista desconhecido, é diagnosticada como vítima de “Ordem Incerta de Personalidade” – cujos sintomas são tão ambíguos que qualquer adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, ela conhece um novo mundo, repleto de jovens sedutoras e transtornadas. Entre elas, está Lisa (Angelina Jolie), uma interessante sociopata que organiza uma fuga do lugar. Garota, Interrompida aborda questões ligadas aos transtornos psicológicos de seus personagens, sem os apresentarem como seres decrépitos, tal como acontece em muitos filmes deste estilo – inclusive, a produção acerta em falar sobre diagnósticos errôneos e as suas consequências. A produção, além de ser muito bem recebida entre os críticos e o público, ainda rendeu uma chuva de prêmios para Jolie, incluindo um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.


  • Magnólia, por André Bozzetti

Um curto espaço de tempo, uma pequena área da cidade de Los Angeles, e nove pessoas unidas por laços mais ou menos visíveis, mas todos com forte influência entre si. Uma história gira em torno de um paciente de câncer terminal, sua esposa e seu o enfermeiro. Em outro lugar, vemos um guru que ensina homens a levar mulheres para a cama. Também conhecemos um apresentador de um programa de perguntas e respostas para crianças-prodígio, um dos jovens participantes, e um antigo vencedor deste programa que se tornou um adulto fracassado. Ainda conhecemos uma jovem viciada em drogas e o sensível e dedicado policial que entra em sua vida. Com tudo isso, Magnólia é um filme lindamente complexo, que felizmente não nos abandona quando terminamos de assisti-lo. Cheio de simbolismos e personagens pluri-dimensionais, leva tempo para processar e digerir o que se viu nas mais de três horas de sua duração, principalmente após o clímax de seu terceiro ato. O roteiro escrito por Paul Thomas Anderson foi inspirado nas músicas de sua amiga Aimee Mann, que é responsável por quase toda a trilha sonora do filme. Contando com um elenco fantástico, Magnólia figura facilmente entre os melhores filmes do espetacular ano de 1999.


Menções honrosas:

  • 8 mm 
  • A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça
  • A Múmia
  • Como Enlouquecer o seu Chefe
  • Eleição
  • Ecos do Além
  • Fantasia 2000
  • O Céu de Outubro 
  • O Paizão 
  • Um Lugar Chamado Notting Hill

Menções desonrosas:

  • As Loucas Aventuras de James West 

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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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