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Dica de Quinta | Cinco filmes na Netflix de diretores latinos que mandam bem em Hollywood

Dica de Quinta | Cinco filmes na Netflix de diretores latinos que mandam bem em Hollywood

Chilenos, argentinos, mexicanos… Nos últimos anos, Hollywood começou a olhar com muito mais interesse para o trabalho dos diretores latinos. O talento demonstrado por estes cineastas que produziram ótimos filmes, mesmo com recursos modestos quando comparados aos padrões do cinema norte-americano, abriu as portas para que eles pudessem demonstrar sua capacidade na indústria do cinema mais popular do planeta. Aqui listamos cinco ótimos filmes do catálogo da Netflix dirigidos por cineastas latinos que conquistaram seu espaço em Hollywood.


Os Outros (2001), de Alejandro Amenábar. Por Carlos Redel e André Bozzetti.

Grace Stewart (Nicole Kidman) vive com seus dois filhos em uma casa isolada, durante a Segunda Guerra Mundial. As crianças têm fotossensibilidade e a residência vive fechada para elas não ficarem expostas a luz. A paz do lar acaba quando Grace suspeita que a casa está mal assombrada. Tudo leva a crer que Os Outros se trata de mais um filme de casa mal-assombrada, mas a surpresa guardada no seu clímax o torna um memorável thriller psicológico. Antes de Os Outros, Alejandro Amenábar havia dirigido o excelente Preso na Escuridão, obra que lhe abriu as portas para Hollywood, e rendeu o excelente remake Vanilla Sky, estrelado por Tom Cruise e Penélope Cruz (repetindo o mesmo papel que fez no original) e dirigido por Cameron Crowe.


Filhos da Esperança (2006), de Alfonso Cuarón. Por André Bozzetti.

Londres, 2027. Neste mundo distópico, os seres humanos têm sido incapazes de reproduzir nos últimos dezoito anos por uma razão desconhecida, ou seja, a extinção da espécie é iminente. A Grã-Bretanha é a única sociedade civilizada no planeta, o que fez com que ela se tornasse um estado policial para lidar com os incontáveis imigrantes, que são colocados em campos de refugiados. Em meio a tudo isto, uma jovem surge grávida, e um grupo de ativistas pretende defendê-la a qualquer custo e tentar levá-la a um local seguro. Apesar de bem recebido pela crítica, o filme acabou fracassando nas bilheterias. Mesmo assim, Cuarón seguiu com a confiança da indústria e seu filme seguinte, Gravidade, foi sucesso de público e crítica, angariando mais de 700 milhões de dólares mundialmente e conquistando sete estatuetas no Oscar.


Mama (2013), de Andy Muschietti. Por Diego Francisco.

Produzido por Guillermo Del Toro, Mama segue a história de duas garotinhas que ficaram órfãs após terem sido sequestradas pelo pai, que morreu em um acidente de carro logo depois. As garotas ficaram anos sozinhas na floresta sendo cuidadas por uma estranha entidade conhecida por Mama. Quando as garotas são descobertas, elas vão morar com o tio, Lucas (Nikolaj Coster-Waudau) e a namorada dele, Annabel (Jessica Chastain) e não demora muito para a entidade começar a perturbá-los. Dirigido pelo então estreante Andy Muschietti, que mais tarde dirigiria It – A Coisa, Mama é um conto de terror fabulesco que, mesmo longe de ser assustador, ainda garante bons sustos e uma ótima conclusão.


A Colina Escarlate (2015), de Guillermo Del Toro. Por André Bozzetti.

Búfalo, Nova Iorque,1880. Edith Cushing (Mia Wasikowska) é assombrada (literal e metaforicamente) pela morte de sua mãe, que ocorreu quando ela ainda era muito jovem. Então ela conhece Sir Thomas Sharpe (Tom Hiddleston), um empresário inglês, e se envolve com ele, apesar da desaprovação de seu seu pai, Carter Cushing (Jim Beaver). Após a morte do Sr. Cushing em circunstâncias misteriosas, Edith e Sir Thomas ficam livres para se casar. O casal e Lucille (Jessica Chastain), irmã de Thomas, se mudam para o lar ancestral de Sharpe na Inglaterra, o Allerdale Hall. Chegando lá, os pesadelos de Edith se tornam muito mais reais, e ela passa a ser assombrada por aparições macabras. Del Toro traz um clima de suspense e tensão, envolto em um visual marcante de cores e sombras. Apesar de ter fracassado nas bilheterias, Del Toro teve sua redenção dois anos depois com o aclamado A Forma da Água, que conquistou o Oscar de Melhor Filme.


O Regresso (2015), de Alejandro G. Iñárritu. Por André Bozzetti.

Em 1823, o lendário Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) sofreu ferimentos de um brutal ataque de urso enquanto explorava terras ainda não desbravadas. Quando sua equipe de caça o deixa para morrer, Glass precisa utilizar suas habilidades de sobrevivência para encontrar um caminho de volta para casa, em uma nova caçada em busca de vingança. O filme que rendeu o tão esperado Oscar a Leonardo DiCaprio e a segunda estatueta de melhor direção a Iñarritu.


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André Bozzetti

André Bozzetti é professor. Formado em educação física e cinéfilo desde que se entende por gente, começou a estudar a sétima arte por conta própria e criou o projeto Clube das 5 de cinema escolar, do qual é coordenador atualmente, no município de Alvorada. Tem uma queda forte pelo cinema europeu mas não dispensa um bom blockbuster. Sente saudades dos filmes de Vincent Price nas sessões do Corujão.

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