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Maratona Marvel #05 | Capitão América: O Primeiro Vingador | Crítica

Maratona Marvel #05 | Capitão América: O Primeiro Vingador | Crítica

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Ano: 2011

Direção: Joe Johnston

Roteiro: Christopher MarkusStephen McFeely

Elenco: Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Sebastian Stan, Dominic Cooper, Tommy Lee Jones, Toby Jones, Stanley Tucci, Samuel L. Jackson

De 1939 à 1945, a humanidade sobreviveu a Segunda Guerra Mundial, esse que é um dos momentos mais sombrios da história recente. Adolf Hitler e as forças do Eixo aterrorizavam o mundo, e no meio disso tudo a HYDRA, uma divisão da Alemanha Nazista que priorizava a ciência obscura, cuja liderança pertencia a Johann Schmidt, ou Caveira Vermelha para os íntimos. Parece que falei um pouco de mentira, né? Mas foi assim que realmente aconteceu, pelo menos no Universo Cinematográfico da Marvel.

Depois de dois longas bem-sucedidos do Homem de Ferro, um fracasso do Hulk e um sucesso modesto do Thor, foi a vez do primeiro vingador ganhar um longa. Em 2011, chega então aos cinemas, Capitão América: O Primeiro Vingador. O filme tinha duas tarefas: apresentar Steve Rogers/Capitão América ao público e trabalhar com elementos importantes que seriam cruciais para Os Vingadores, lançado no ano seguinte. Apesar de um filme falho, O Primeiro Vingador cumpriu as tarefas com sucesso.

Chris Evans levantou suspeitas quando foi contratado pelo Marvel Studios para interpretar o Bandeiroso. O motivo disso é justamente um outro herói da Marvel que o ator interpretou anos antes, o Tocha Humana, personagem que havia sido trabalhado porcamente em dois filmes do Quarteto Fantástico. No entanto, hoje é difícil de acreditar que Evans um dia foi o Tocha Humana, já que seu Capitão América deu tão certo que o público já fica triste só de imaginar que provavelmente precisará dar adeus ao herói no ano que vem.

A trama de O Primeiro Vingador funciona como todo filme de origem, apresentando um personagem humano cheio de falhas e limitações, e que acaba se tornando um grande herói seja por acidente ou por experimentos. É uma trama que já pode ter enchido o saco atualmente, mas naquela época havia sido bastante eficiente. O espectador facilmente compra a ideia de que Evans é um cara franzino com uma inexplicável vontade de lutar na guerra e defender o país – muito disso é graças ao excelente CGI que conseguiu emagrecer algumas arrobas do ator.

Um importante ponto do filme que perdura até hoje no Universo Marvel é a relação de Steve Rogers com Peggy Carter (Hayley Atwell), a agente britânica fundadora da RSS, a pré-SHIELD. Desde quando a personagem surge em tela até o momento que marca um encontro com Rogers – este prestes a morrer –, um importante relacionamento se desenvolve e ao final emociona todo o público. Afinal, quem não gostaria de poder dançar com o Capitão América? A personagem veio a aparecer no filme seguinte do herói, O Soldado Invernal, mas desta vez 70 anos mais velha. Mas além disso, os maiores feitos da personagem foram vistos em sua série solo, Agent Carter, infelizmente já cancelada – o mundo não te merece, Peggy Carter!

O principal vilão do longa, o Caveira Vermelha, é ameaçador. Não é como os vilões recentes que possuem motivações que o espectador pode comprar (Thanos, Killmonger), mas é um ótimo vilão, e sua presença de cena é de encher os olhos. A interpretação de Hugo Weaving, apesar de um pouco limitada, é eficiente, e apresentou um dos vilões mais lembrados da Marvel. É uma pena que Weaving não quis mais interpretar o personagem, pois é possível imaginar que a Casa das Ideias tinha muitos planos para ele que acabaram compilados em apenas uma participação especial em Vingadores: Guerra Infinita.

O filme tem bons coadjuvantes como Bucky Barnes (Sebastian Stan), que viria a se tornar o Soldado Invernal; tem o divertido Coronel Phillips que foi vivido por Tommy Lee Jones; o pai do Homem de Ferro, Howard Stark, interpretado por Dominic Cooper, que claramente estava à vontade no papel; e o Dr. Abraham Erskine, feito por Stanley Tucci, o coadjuvante mais legal que deveria ter mais tempo de tela.

O Primeiro Vingador tem um roteiro limitado e uma montagem que prioriza algumas cenas desnecessárias, mas nada disso importa no final, pois a principal missão da Marvel com este filme havia sido cumprida: o estabelecimento de uma pedra fundamental na mitologia do MCU. É um filme que diverte, que emociona, que empolga, e que nem sempre é tão lembrado pelo público, mas isso é só porque a Marvel só acertaria a todas as massas com seu filme seguinte, Os Vingadores, que falaremos na próxima semana da nossa Maratona Marvel.

Nota do crítico:

Nota do público:

[Total: 1    Média: 2/5]
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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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