Bode na Sala
Destaque Especiais Filmes

Especial | Os filmes de super-heróis de 2018, do pior ao melhor

Especial | Os filmes de super-heróis de 2018, do pior ao melhor

O ano está acabando e não podemos reclamar da quantidade de filmes de super-heróis que foram lançados nos últimos 12 meses: tivemos Marvel, DC, Pixar e até produção nacional. E, por conta disso, resolvemos elencar os longas do sub-gênero.

Os editores do Bode na Sala deram as suas notas para cada uma das aventuras e, logo após, elas foram somadas e divididas, chegando, assim, em uma média.

Então, sem mais delongas, esse é o ranking:


  • Venom, por Bruno Prates – Média: 3,3/10

Com sucesso de bilheteria e com continuação programada, Venom chegou aos cinemas com algumas dúvidas por parte do público e crítica. A maior delas era como trazer as telonas um dos maiores vilões do Homem-Aranha sem ter o Amigão da Vizinhança para contracenar. E esse é o principal problema do filme. Na falta do mocinho, o roteiro traz Venom na condição de herói, descaracterizando tudo que já conhecíamos sobre o personagem. Além disso, os diálogos e atuações de elenco estão abaixo da média, tornando o filme cansativo. Tom Hardy, por outro lado, teve uma atuação interessante e construiu uma ótima relação com Eddie Brock, seu personagem. Os momentos em que Eddie interage com Venom são muito mais descontraídos do que esperado e a violência explícita, que era aguardada pelos fãs, não acontece. O último ato e cenas pós-créditos dão esperanças para uma continuação melhor trabalhada e a certeza de que Venom terá um grande reforço no elenco em um grande papel.


  • O Doutrinador, por Carlos Redel – Média: 7/10

O cinema nacional fez a sua primeira imersão no mundo dos heróis com O Doutrinador, filme baseado na HQ de Luciano Cunha. Na trama, o policial de elite Miguel (Kiko Pissolato) sofre uma terrível perda familiar por conta da negligência do Estado. Devastado, ele acaba se rebelando e decide fazer justiça com as próprias mãos, combatendo todos aqueles que desviaram dinheiro da população para enriquecer. Assim, ele assume a identidade de Doutrinador e passa a deixar um rastro de sangue por onde passa, não perdoando um corrupto sequer. O Doutrinador tem ótimas sequências de ação e um visual muito interessante, principalmente quando o herói veste a sua máscara de noite. Apesar de beber nitidamente na fonte de O Justiceiro, o filme traz um elemento bem brasileiro: a corrupção. E, mesmo parecendo, à primeira vista, que é uma história de um “cidadão de bem” que resolver pegar em armas e fazer justiça com as próprias mãos, a produção toma cuidado ao mostrar que esse caminho não é o correto e que não traz qualquer tipo de redenção. Uma grata surpresa de 2018!


  • Homem-Formiga e a Vespa, por André Bozzetti – Média: 7/10

Eis o filme que chegou na hora errada. Ou, pelo menos, no formato errado. Em 2015, o primeiro filme solo do Homem-Formiga chegou no momento exato. A Fase Dois do MCU estava praticamente encerrada após Vingadores: A Era de Ultron, e Homem-Formiga serviu muito bem para introduzir o herói no universo, visto que teria uma participação importante no início da Fase Três, em Capitão América: Guerra Civil. Um filme leve e divertido, em uma espécie de “entressafra” da franquia. Infelizmente, isso é muito diferente do que aconteceu com Homem-Formiga e a Vespa. Após o final impactante de Vingadores: Guerra Infinita, o humor simplório e a quase total indiferença da história aos eventos ocorridos no filme anterior foram uma verdadeira água no chopp, um anticlímax na vibe consolidada no público após o estalar de dedos de Thanos. Tudo bem, talvez o mundo quântico tenha uma função realmente importante em Vingadores: Ultimato e precisava ser melhor apresentado, o que justificaria o momento de lançamento do filme. Mas aí seria fundamental que tivessem repensado o tom de humor e, principalmente, que houvesse elementos relacionados à trama das Jóias do Infinito com uma ameaça real aos heróis, e tudo isso ficou longe demais de acontecer. A cena pós-crédito é um alento, mas mesmo assim não justifica as outras quase duas horas de projeção. Poderiam lançar um curta-metragem para ser apresentado antes do filme solo da Capitã Marvel em 2019, que certamente seria muito mais eficaz.


  • Os Incríveis 2, por João Vitor Hudson – Média: 7,3/10

Após 13 anos e meio de espera (e não 14 como muita gente pensou), a aguardadíssima continuação de Os Incríveis estreou nos cinemas. O filme começa exatamente de onde o primeiro terminou, e trouxe uma história atual e condizente com o público de cinema de hoje. O longa acerta ao colocar a Mulher-Elástica como a heroína da vez, e essa inversão de papéis trouxe cenas de ação muito bem conduzidas e inventivas, e também foi benéfica do outro, pois quem não se divertiu com o Sr. Incrível tentando ser pai? Apesar de não ser melhor do que o original, Os Incríveis 2 foi adorado pelo público, e isso se refletiu na bilheteria: foi a quarta maior de 2018. Será que a Pixar demora quase 15 anos pra lançar um terceiro?


  • Aquaman, por Diego Francisco – Média: 7,8/10

A prova definitiva de que a DC é melhor nos cinemas com aventuras solo do que grandes eventos que reúnem diversos personagens, Aquaman cumpre todas as suas propostas. Em suas mais de duas horas e vinte de duração, o filme diverte e mantém o espectador entretido o tempo inteiro. Jason Momoa é carismático no papel principal, Mera (Amber Heard) é uma ótima coadjuvante, ambos os vilões da trama, Orm (Patrick Wilson) e Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II) são bem desenvolvidos e tem motivações plausíveis. Mas o verdadeiro destaque do longa é a direção de James Wan, o diretor consegue criar cenas de ação muito bem executadas, três das quais com olá no sequências de tirar o fôlego, visuais espetaculares e apresentar novos mundos e novas mitologias de forma orgânica. Se os próximos filmes do DCEU seguirem a liderança de Aquaman, o universo compartilhado estará no caminho certo.

  • Deadpool 2, por Diego Francisco – Média: 8,1/10

Depois do sucesso estrondoso do primeiro filme, que abriu as portas para que Logan pudesse ser realizado, Deadpool 2 era uma certeza. Apesar de repetir boa parte das piadas do original, a sequência segue abusando do meta humor, da violência estilizada e do carisma do Ryan Reynolds como o Mercenário Tagarela. As novas adições ao elenco são não menos que excelentes, Josh Brolin é ameaçador como o imparável Cable (segundo vilão do ator esse ano, que também interpretou Thanos) e Zazie Beetz rouba a cena como Dominó, uma mulher cujo super poder é ser sortuda e tende as cenas mais divertidas e criativas do longa. Mesmo que as tentativas de desenvolver o Deadpool e criar um arco dramático decente para o personagem sejam frustradas, o filme ainda rende ótimas risadas e muita diversão.


  • Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas, por Rafael Bernardes – Média: 8,7/10

A DC Comics possui um histórico excelente quando o assunto é animações. Diferentemente dos seus últimos filmes live-action, as séries animadas e longa-metragens em animação do estúdio possuem um nível altíssimo de qualidade. Desde Liga da Justiça Sem Limites, Super Choque e Justiça Jovem até Batman: O Cavaleiro das Trevas, partes 1 e 2, Batman e Superman: Inimigos Públicos, Batman: Ano Um e Flashpoint. Todas elas trazem histórias relevantes dos quadrinhos e poderiam, facilmente, servir de base para produções live-action. Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas conta a simples história daquele grupo de heróis formado por Estelar, Ciborgue, Mutano, Ravena e, obviamente, o líder Robin, que queria apenas uma coisa na vida: um filme dele mesmo, para, assim, se sentir importante. A produção faz diversas piadas sobre a atual cultura pop, trazendo até críticas através de ironias. A Marvel também não escapa das brincadeiras, sendo ridicularizada (de uma forma leve) em diversos momentos. O roteiro de Aaron Horvath e Michael Jelenic acerta em quase todas as ideias propostas. As piadas contendo referências funcionam, algumas fazem o público gargalhar, mas o longa não perde a essência do seriado, sendo bobo e infantil, como deve ser.


  • Pantera Negra, por Carlos Redel – Média: 9,2/10

Depois de apresentar brevemente o personagem em Capitão América: Guerra Civil, a Marvel decidiu que estava na hora de dar um filme solo para o Pantera Negra. E a aposta não poderia ter sido mais certeira. Além de trazer uma representatividade que estava em falta nos longas de super-heróis, Pantera Negra apresenta uma história realmente empolgante e uma cultura totalmente nova, nos levando para uma incrível viagem para Wakanda. E, como se não bastasse, o longa também traz um dos melhores vilões do sub-gênero: Killmonger, vivido pelo ótimo Michael B. Jordan. Pantera Negra, certamente, é um dos mais importantes filmes de super-heróis – se não for o mais importante – e todo o seu sucesso mundo afora é apenas uma amostra disso. Ainda há todo um movimento na internet para que a produção chegue ao Oscar e, caso ele consiga tal façanha, não será nada além do que merecido. Wakanda forever!


  • Vingadores: Guerra Infinita, por André Bozzetti – Média: 9,8/10

O melhor filme de super-heróis do ano, por unanimidade, foi Vingadores: Guerra Infinita. E não poderia ser diferente. Ele é a primeira parte da épica conclusão da fase três do MCU, durante a qual entraram na história heróis importantíssimos como o Pantera Negra, o Homem-Aranha e o Doutor Estranho. Guerra Infinita é como uma season finale de uma série viciante. Durante as suas quase duas horas e meia de duração, o filme não nos dá um minuto de descanso. É tensão e pancadaria do início ao fim, enquanto Thanos recolhe as Jóias do Infinito uma a uma. E se Thanos se mostra o vilão mais assustador e poderoso do universo Marvel, vale ressaltar o amadurecimento e demonstração fantástica de poderes dos heróis também, utilizando suas capacidades ao máximo diante da maior ameaça que já enfrentaram. Homem de Ferro, Homem-Aranha, Doutor Estranho, Capitão América, Viúva Negra e Feiticeira Escarlate dão um show no combate. E é claro, Thor. O Deus do Trovão rouba a cena e se torna, por algum tempo, a grande esperança da humanidade. Hulk e Visão foram na contramão e decepcionaram, mas não comprometeram o resultado final do filme, que fez o público sair da sala de cinema em estado de choque. Vamos ver como isso se desenrolará em Vingadores: Ultimato, que chegará aos cinemas em abril de 2019. Aguardamos ansiosamente!


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Curta a nossa página no Facebook!

The following two tabs change content below.
Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. Eu só aproximaria mais a nota do Pantera Negra ao Vingadores Guerra Infinita, afinal a ligação do primeiro ao grande combate em Wakanda no segundo faz toda diferença para quem assistiu o filme do Herói africano. E a trilha é incrível.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close