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Dica de Quinta | Cinco ótimas séries originais lançadas pela Netflix em 2018

Dica de Quinta | Cinco ótimas séries originais lançadas pela Netflix em 2018

Fim de ano chegando e, como é de praxe, separamos algumas ótimas produções originais do catálogo da Netflix. Desta vez, as séries são o foco. Esse foi um bom ano para a Netflix, com muitos títulos lançados. Então, se deixamos sua série favorita de fora, deixe nos comentários!

Confira a lista:


Final Space, por Rafael Bernardes

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Em um futuro interplanetário, Gary, um humano enclausurado em uma prisão espacial, está terminando de cumprir a sua pena de cinco anos de reclusão. Para impressionar uma garota, ele acabou destruindo diversas naves e foi punido. Ele ainda não superou a menina e grava um vídeo para ela todos os dias. O jovem só tem a companhia de robôs que deveriam servir para evitar a sua insanidade, mas eles acabam contribuindo para suas loucuras. Tudo muda quando ele encontra uma criatura verde e fofinha do lado de fora da nave e dá à ela o nome de Mooncake. O que ele não sabia é que o seu novo amigo é um exterminador de mundos. A série que, ao mesmo tempo, diverte muito (muito mesmo), é muito intensa e toca em temas pesados e profundos. A trama é muito bem desenvolvida e o vilão realmente dá motivos para que seja temido. As relações dos personagens são ótimas e todos possuem diversas camadas. Se trata de uma grande surpresa da Netflix em 2018.


Seven Seconds, por João Vitor Hudson

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Em Seven Seconds, acompanhamos o desenrolar de um caso sobre um adolescente negro que foi atropelado e deixado em uma vala para morrer. Peter Jablonski (Beau Knapp) é um policial recém-chegado no departamento de narcóticos da delegacia de Nova Jersey. Em um dia de nevasca, Jablonski conversava ao telefone com sua esposa enquanto dirigia sua SUV azul, e atropelou um jovem em sua bicicleta. Atordoado, ele pede a ajuda do pessoal de seu departamento, que altera a cena do crime para salvar a pele de Jablonski. Os diversos temas tratados em Seven Seconds são abordados com maestria. A série fala sobre tensões raciais, corrupção policial, a definição do que é justiça, culpa e responsabilidade em uma história trágica e soturna, e até abrindo espaço para um debate sobre a homossexualidade. Em um roteiro cheio de reviravoltas nada forçadas (como costuma acontecer em muitas séries de tribunal), conhecemos personagens cada vez mais complexos que nos fazem pensar nos privilégios que certas camadas sociais possuem, principalmente se levar em conta que tudo isso acontece nos Estados Unidos, um país que muitos reacionários têm como modelo de nação.


Maniac, por Diego Francisco

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Owen Milgrim (Jonah Hill) é um adulto esquizofrênico com mania de conspiração que se sente sufocado pela própria família. Por sua condição, ele se sente excluído e cria uma versão alternativa e ilusória do seu irmão mais velho, o carismático Jed (Billy Magnussen), que constantemente lhe dá missões secretas e o alimenta com frases enigmáticas como “o padrão é o padrão”. Quando é forçado a mentir no tribunal para a própria família salvar a pele do Jed real, Owen surta. Annie Lindsberg (Emma Stone) é viciada em remédios, nutre uma péssima relação com a mãe e perdeu o contato com a irmã, Ellie (Julia Garner). Ao tentar suprimir um enorme trauma não resolvido de seu passado, Annie vive uma rotina não saudável alternando entre álcool e medicamentos privados tentando ignorar a natureza de seus problemas. Um dos aspectos mais admiráveis de Maniac é como ela consegue alternar entre tramas psicológicas pesadas com um humor mais leve sem nunca deixar a mudança tonal ser brusca. Ela retrata temas como abandono parental, abuso de substância, luto, auto depreciação e negação com muita responsabilidade e oferece uma saída saudável para todos os personagens.


Mágica Mortal, por Rafael Bernardes

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O mágico Drummond Money-Coutts realiza uma espécie de reality show realizando diversos truques, mas dando foco principal aos que resultaram na morte dos mágicos que tentaram realizá-los. Essa premissa já é cativante por si própria, mas a série consegue ir além disso. Drummond mostra a sua qualidade como mágico durante todos os episódios, preparando o público para o evento principal. O interessante é que todos os truques são fantásticos, mexendo com a imaginação e provocando alusão a poderes paranormais, mexendo com adivinhação e clarividência. Quando ele realiza os maiores truques, temos a certeza de que ele vai conseguir, mas a surpresa é inevitável mesmo assim.


A Maldição da Residência Hill, por João Vitor Hudson

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O romance de Shirley Jackson conta a história de um grupo que faz parte de um estudo paranormal em uma mansão supostamente mal-assombrada, e foi adaptado duas vezes ao cinema: a primeira, em 1963, com A Casa Maldita, uma obra-prima do grande Robert Wise e, em 1999, chamado no Brasil de A Casa Amaldiçoada, estrelado por Liam Neeson e Catherine Zeta-Jones, filme duramente criticado pela imprensa e até mesmo pelo público. A Maldição da Residência Hill tem um roteiro meticuloso e redondinho. Além de ser uma história de fantasmas, é uma história sobre uma família devastada e quebrada. Não é apenas um conto de terror em que as pessoas precisam confrontar demônios reais, mas precisam confrontar também seus demônios internos, que podem ser chamados de reais. Chega um ponto da série em que você está se perguntando junto com os personagens sobre o que é alucinação e o que é de verdade, visto que não há ninguém psicologicamente saudável naquele universo. Além disso, há os mistérios envolvendo coisas aparentemente pequenas que são jogadas no meio da história, mas que futuramente terão uma importância drástica, como a amiga imaginária de Luke ou, principalmente, o quarto da porta vermelha.


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

Comments

  1. Maniac, nem terminei de ver achei ruim. A maldição da residência Hill esperava mais o que salva é os planos de câmera, muito bem feitos e longos.

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