Bode na Sala
Críticas Destaque Especiais Filmes

Maratona Marvel #04 | Thor | Crítica

Maratona Marvel #04 | Thor | Crítica

Thor (Thor)

Ano: 2011

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: Ashley Edward Miller, Zack Stentz e Don Payne

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Kat Dennings, Clark Gregg, Colm Feore, Idris Elba, Ray Stevenson, Tadanobu Asano, Josh Dallas, Jaimie Alexander

O Poderoso Thor sempre esteve em uma posição de protagonismo na Marvel. Assim, não poderia ser diferente no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), que já havia dado seu pontapé incial em 2008 e estava consolidando sua base de filmes em 2011, ano do lançamento de Thor. Contudo, a tarefa de trazer um personagem tão importante logo após o sucesso de Homem de Ferro não seria fácil.

As HQ’s de Thor sempre trouxeram histórias de viagens entre mundos, alienígenas, mitologias, fantasias, expandindo, assim, os horizontes do que poderia ser contado. Talvez, essa tenha sido a principal função do Deus do Trovão nos cinemas. Hoje, sabemos que a franquia já está totalmente preparada para continuar sua jornada no espaço e viagens no tempo.

Thor tem um início explicativo com um grande flashback para apresentar a história de Asgard, Odin (Anthony Hopkins), Thor (Cris Hemsworth), Loki (Tom Hiddleston) e elementos da mitologia nórdica. Um grande acerto, pois tal destaque foi importante para que os vínculos e motivações do presente fizessem sentido.

Com o apoio de um grande elenco, já se pode perceber que Tom Hiddleston se destacaria no papel e teria um espaço maior na franquia. Com certeza, ele é um dos grandes destaques do MCU e suas atuações são formidáveis. No início do filme, Loki já demonstra o motivo de ser o Deus de Trapaça e usa da mentira a todo momento. De maneira sutil, ele arquiteta a guerra que Thor tanto quer com os Gigantes de Gelo, habitantes de Jotunheim, um dos nove mundos que estão em paz por um acordo diplomático de Odin.

Loki facilita a entrada dos Gigantes de Jotunheim em Asgard para que eles possam reaver um item muito importante de seu mundo. Laufey (Colm Feore), o Rei dos Gigantes de Gelo, havia entregue a Caixa do Inverno para Odin, após uma sangrenta batalha na Terra, declarando uma trégua entre os dois reinos. O que motivou Loki a trair seu povo foi a coroação de Thor, que seria seu novo rei. Odin pressente a invasão e liberta o Destruidor, mais uma grande referência dos quadrinhos, e facilmente liquida o ataque de Laufey.

Contudo, Thor demonstra uma insaciável busca por vingança e deseja mostrar aos mundos que Asgard merece respeito. Thor reúne sua equipe de guerreiros e amigos, incluindo Loki, e viaja para Jotunheim através da Bifrost, uma ponte entre os mundos controlada por Heimdall (Idris Elba), sentinela de Asgard e eterno amigo de Thor. Mais tarde Odin revela a Loki que ele seria filho de Laufey, o que traz ainda mais revolta ao Deus da Trapaça, que sempre esteve à sombra de Thor.

Todos esses movimentos são de extrema relevância para a situação atual da Marvel no cinema. Nem todos que acompanham os filmes sabem da existência desses seres, objetos e histórias. O público dos quadrinhos dos anos 1980 e 1990 era restrito e essas explicações seriam de muita importância para a fase atual dos filmes. Diferentemente do Homem de Ferro, Thor sempre foi um herói famoso e a história precisava ter laços com o passado para dar certo.

Ao buscar sua vingança, Thor entra em ação contra os Gigantes de Gelo. É fácil entender que de posse de seu Mjölnir, Thor é invencível. As cenas de ação são boas e o CGI ainda convence. Sabendo da traição de Thor, Odin os resgata do que seria uma tragédia e dá início ao novo elemento da história do Deus do Trovão. Thor acaba em exílio na Terra, perde seu martelo, seus poderes e sofre profundamente com as consequências. A partir desse momento, temos cenas engraçadas, o aparecimento da SHIELD, agente Coulson (Clark Gregg), personagens importantes como o Doutor Erik Selvig (Stellan Skarsgård), que seria peça-chave no futuro da franquia, e Jane Foster (Natalie Portman), estudante e pesquisadora que se tornaria o amor de Thor.

Os últimos momentos do filme são cansativos e não trazem mais novidades relevantes para o que temos hoje na franquia, mas não podem ser considerados ruins. Loki continua sua saga contra o irmão e libera o Destruidor na Terra. Essas cenas são estranhas e o CGI não ajuda na construção do que poderia ser uma batalha interessante. Thor, ao demonstrar sentimentos genuínos de arrependimento e altruísmo, se torna digno de levantar o Mjölnir novamente e, é nessa cena, que pode se perceber que a conexão de Thor com Odin é forte. A exemplo do que se viu em Thor: Ragnarok, todas as evoluções do personagem passam pelos traumas junto ao seu pai.

Thor é uma bela apresentação de um dos personagens mais queridos do Universo Marvel nos cinemas. Os figurinos dão um toque especial à película e o CGI está adequado para época, apesar de ter deixado a desejar na batalha final. Pequenos problemas de roteiro não comprometem a trama e a direção de Kenneth Branagh trouxe benefícios à obra, principalmente no primeiro ato, onde soube explorar muito bem a trama característica de Asgard, com maior formalidade e diálogos intensos. As atuações do elenco são ótimas, com destaque para o trio Anthony Hopkins, Chris Hemsworth e Tom Hiddleston.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 3/5]


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Curta a nossa página no Facebook!

The following two tabs change content below.

Bruno Prates

É o pai do Davi e, por isso, está por dentro de tudo que rola no mundo dos pequeninos. Curte animações, comédias, rock n' roll, cultura pop e não dispensa uma boa maratona de séries e filmes. No cinema, é fã do Michael Richards, Jerry Seindfeld, Leslie Nielsen, Jim Carrey e Adam Sandler. Também aprecia o trabalho do Tarantino e considera que ele é o melhor diretor da atualidade. Na música, tem como maiores ídolos Dave Grohl, James Hetfield, Paul McCartney, Freddie Mercury e John Bonham.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close