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Dez filmes sobre esportes para você curtir nas férias do futebol no Brasil | Leitor na Sala

Dez filmes sobre esportes para você curtir nas férias do futebol no Brasil | Leitor na Sala

Por Rodrigo Ramos

Acabou a temporada do futebol brasileiro e não tem nada de esporte de alto nível na televisão aberta. Se você tem acesso à TV paga, ainda pode curtir o que rola pelos gramados da Europa e no mundo do esporte norte-americano com NFL, NBA e NHL.

Que tal aproveitar esse tempo livre para, além de dar mais atenção para seu boy ou girl, aprender mais sobre esses eventos que te fascinam tanto ou conhecer novas modalidades para acrescentar mais bolas voando pela sua vida? Essa lista com filmes tão diferentes e interessantes entre si te ajudarão a passar o tempo sem sofrer porque seu time não está jogando.

Confira:

  • Rush: No Limite da Emoção (2013)

Se formos pensar nas grandes rivalidades da história da Fórmula 1, talvez não pensemos imediatamente em Lauda e Hunt. Provavelmente, a primeira disputa que nos virá à cabeça será entre Senna e Prost ou Fangio e Moss, ou ainda Piquet e Mansell. Porém, a complexidade e a diferença entre os dois envolvidos é o que torna essa dualidade tão importante e tão apaixonante. Digna de um livro, de um filme, que é tão bem sustentado em termos de emoção durante toda a película. A velha dualidade fogo e gelo, determinação e genialidade, são bem intrincadas por toda a trama. Para quem gosta de um colírio não precisa muito mais do que Chris Hemsworth vivendo o piloto inglês que só queria saber de farra. Mas tinha uma paixão especial por uma mulher, encarnada na telona por Olivia Wilde. Como não se apaixonar por Olivia? Questões física de lado, Daniel Brühl rouba a cena encarnando à perfeição o que são a alma e a essência de Niki Lauda. Um homem obstinado, desconfiado, que faz tudo pelo automobilismo e supera sabe-se lá como as garras da morte que tentam leva-lo no autódromo alemão de Nurburgring. A cena em que o piloto austríaco experimenta pela primeira vez colocar seu capacete enquanto ainda está com boa parte do corpo queimado é antológica. Você sente a dor de Lauda. Você pensa que está na pele machucada daquele homem e que mesmo assim quer voltar as pistas em busca do título da temporada 1976 do mundial de pilotos. Apesar de ser uma história verídica, passada há mais de quarenta anos, não vou contar o final da disputa. Você tem de assistir Rush e vivenciar a experiência do momento. Para os apaixonados pelo esporte a motor será um deleite. Para quem não curte tanto pode ser uma descoberta muito interessante. Palmas para toda a equipe do filme por ter recriado tão bem cenas de corrida clássicas. Em muito tempo foram as melhores cenas de carros de corrida criadas para o cinema.


  • No Limite: A História de Ernie Davis (The Express, 2008)

O futebol americano se popularizou (e muito) entre os brasileiros. Mesmo que a primeira transmissão da modalidade para o nosso país tenha sido nos anos 1960, na extinta TV TUPI, e Luciano do Valle tenha apostado na modalidade nos anos 1980 e 1990, na Band, o esporte atingiu seu pico com as transmissões da ESPN deste século, quando ficou mais democrático o acesso à televisão por assinatura e à internet, fazendo com que crescesse e muito o número de fãs desse esporte que em um primeiro momento parece tão diferente do nosso. Muitos personagens importantes e muitas histórias significativas permeiam a história desse esporte. Para que tenhamos uma ideia, John Lennon, um entusiasta da paz, tornou-se fanático pelo FA quando foi morar nos Estados Unidos. Talvez, tudo isso ocorra porque o futebol dos gringos seja tão inclusivo quanto o nosso futebol, dando oportunidades para pessoas de diferentes classes e biótipos físicos tão diversos. Ernie Davis era um garoto comum, que instintivamente aprendeu que era bom na corrida, quase imparável. Os anos foram passando e ele sempre ganhando de todos na velocidade, além disso ele aumentava seu poder físico. Passou a cultuar o icônico Jim Brown, talvez o maior running back da história, que defendeu profissionalmente o Cleveland Browns e, na faculdade Syracuse, na qual quebrou muitos recordes. Logo, o garoto dos subúrbios de Nova Iorque foi recrutado pela mesma instituição, do seu estado natal. O olho clínico do técnico foi fundamental para que ele alcançasse resultados e superasse as provocações de um país segregado como eram os Estados Unidos dos anos 1960. Havia apenas outros dois negros no time de Syracuse na época de Davis e eles enfrentavam a fúria dos Rednecks do sul e do oeste americano quando se enfrentavam, recebendo ameaças de morte quando marcava touchdowns. O técnico, vivido por Dennis Quaid, é quem segura a barra de Davis que chega ao máximo prestígio que um atleta universitário de futebol americano pode conseguir, vencer o Troféu Heisman, de melhor jogador da nação. Davis quebra muito dos recordes de Brown, seu ídolo e, em sequência, é escolhido pelo mesmo Cleveland Browns da lenda que ele tanto venerou. Davis por causa de uma doença nunca jogou pelos Browns. Ele é o único atleta da história da NFL a ter sua camisa aposentada sem nunca ter entrado em campo profissionalmente. Ainda ajuda seu velho técnico a recrutar o jovem Floyd Little para continuar a grande dinastia de corredores dos Orangeman de Syracuse. Little é vivido por um jovem Chadwick Boseman, já mostrando o talento que o elevou a astro em Pantera Negra. Esse filme é sobre mais do que esporte. É daquelas lições de vida que precisamos receber. Porém, ele não seria tão impactante ou tão conhecido se não tivesse acontecido com um atleta. Spoiler: os manteigas derretidas (meu caso) podem precisar de lenços.


  • Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009)

Esse filme é polêmico. Não por sua temática, mas pelas atuações e pela execução das cenas de jogos. Para quem não sabe, a película rendeu o prêmio de Melhor Atriz da Academia para Sandra Bullock. Alguns acharam sua atuação fraca. Ou disseram coisas piores. É raro eu desgostar dos trabalhos de Bullock e acho esse muito convincente e pungente, vivendo Leigh Anne Tuohy, a matriarca que abriga Big Mike, vulgo Michael Oher, em sua casa, enquanto ele é um atleta do ensino médio, sem casa definida e com a mesma muda de roupa por sabe-se lá quanto tempo. Quinton Aaron, apesar de pouco expressivo, é forte em seu atuar e remonta bem a personalidade do seu personagem. Quanto as cenas de jogo, acho que é realmente difícil retratar lances de um garoto que no início sequer sabia o que era esse tal de football e, depois, era tão mais forte que seus adversários que foi retratado por seu irmão, Sean Junior, como o Exterminador. Portanto, fãs mais hardcore de futebol americano relaxem, peguem pipoca e refrigerante e deixem de ser tão cricri. Quanto ao roteiro, acho que ele tem a dose certa de humor e drama. Não é para você se escabelar enquanto chora, nem para passar duas horas tendo crises convulsivas de tanto rir. A questão maior por trás desse filme é ação – que pode ser considerada certa ou errada – de famílias ricos de regiões conservadoras dos Estados Unidos em abrigar, seja de qual forma for, jovens menos favorecidos e, com isso, acabar influenciando a decisão de por qual universidade eles deverão jogar. Lembre-se que, apesar de não pagar os atletas, dar “apenas” uma bolsa de estudos para frequentar o ensino superior, muita grana está envolvida no esporte universitário nos EUA. Os públicos das grandes faculdades superam em número expressivo os das franquias da NFL. Praticamente, todo o programa esportivo das principais instituição de ensino de lá é bancado pelo dinheiro que vem em primeiro lugar do FA e, em seguida, do basquete universitário. No caso de Oher, ele acabou jogando por Ole Miss, faculdade que fora frequentada pelos Tuohy. Ele se tornou jogador da NFL, foi campeão da liga com o Baltimore Ravens e está aposentado há dois anos, depois de complicações causadas por concussões. Acho que esse filme serviu e muito para popularizar o esporte fora dos ‘estaites’ e para que conheçamos um pouco mais da cultura do esporte por lá, com todas as suas nuances. Por isso, considero um filme fundamental. Não é uma obra de Stanley Kubrick. Mas, também, não é desprezível como muitos fazem acreditar.


  • O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball, 2011)

Mais do que um filme, anteriormente um livro, Moneyball é uma teoria que mudou os esportes, começando pelo beisebol. Billy Beane, gerente geral do Oakland Athletics, que sustentou a utilização do método, basicamente desenvolvido por seu assistente principal no clube, não é tão bonito quanto Brad Pitt, que vive Beane no filme. Nem seu assistente é tão carismático quanto Jonah Hill. Mas ambos deveriam ser, pois desenvolveram uma maneira de enxergar os números nas disputas desportivas que realmente mudaram o jogo. Você pode gostar ou não. Concordar ou não. Mas o pensamento na gestão esportiva mudou com esse acontecimento. Generalizando o A’s é um time médio no beisebol, conquistou seus campeonatos apostando muito nas categorias de base. Porém, pelo pouco aporte financeiro, fruto da economia pouco desenvolvida de Oakland e do diminuto apoio público, fazem com que a equipe viva em constante reformulação. Sempre que é montado um bom time vem os gigantes do jogo e compram seus jogadores por milhões. Lembrando que a MLB é a única grande liga dos Estados Unidos que não tem teto salarial. Portanto, o gasto de cada equipe é ilimitado. Uma festa para mercados grandes como Nova Iorque, Los Angeles, Boston e Chicago. Depois de uma grande temporada em 2001, com o melhor recorde de vitórias e derrotas de liga naquele campeonato. Mais uma vez os corações em Oakland foram despedaçados nos playoffs. Chegou a época das negociações na intertemporada e os grandes nomes da equipe saíram. Agora, o que fazer para substituí-los? Aí surge o assistente com uma maneira revolucionária de enxergar os números do jogo, no qual era possível conseguir com muito menos dinheiro os mesmos números obtidos pelas estrelas. Bastava eliminar os preconceitos do jogo. As manias dos olheiros, etc. Claro que isso não foi fácil. Houve muita resistência dentro do próprio clube. O início da reformulação não ia beme o técnico da equipe não ajudava em nada botando em descrédito a teoria de seus superiores e colocando os cargos deles em risco. Mais umas audaciosas trocas, um chegada junto no vestiário da equipe e atar as mãos do técnico fizeram com que ele fosse obrigado a realizar o que eles imaginavam. O time mudou da água pro vinho. Bateu recordes. Chegou no fim do ano e não venceu. Mesmo assim, Beane recebeu uma proposta que poderia mudar sua vida e mostrou que a teoria deles estava consagrada. Ele preferiu ficar em Oakland e viu muitos vencerem com sua teoria. Ele ainda aguarda conquistar o troféu da World Series.


  • Garra de Campeões (Major League, 1989)

Para desanuviar e sair dos números e entrar no folclore é bom rir um pouco. Todo mundo sabe o quão sagrados e bizarros são os vestiários de uma equipe, seja qual for o esporte. Quando se coloca algumas figuras explosivas no mesmo ambiente e se coloca uma pressão extra tudo está pronto para afundar. Esse é o clima de Garra de Campeões. Devido ao momento em que foi realizado, o filme não é tão politicamente correto. Portanto, aborda temas que hoje seriam ignorados ou que praticamente inviabilizariam a feitura de um filme com essa pegada. O elemento pressão do filme é que a dono do time, no caso do filme o Cleveland Indians irá vender a franquia e trocar o clube de cidade a não ser que a equipe torne-se campeã da Major League Baseball. A comicidade está no agir de cada um dos jogadores, seja ter medo de agarrar a bola, as farras com as mulheres ou as superstições. Um boneco de vodu é uma parte integrante da dinâmica do time. O destaque na atuação é para um Charlie Sheen loucaço e sem filtro vivendo o arremessador fechador Ricky “Wild Thing” Vaughn. A torcida vai ao delírio quando escute: “wildthing, youwannamake me sing…” e Ricky entra em campo para tentar garantir a vitória para a tribo. Porém, ele fracassa várias vezes, vive um inferno astral durante a temporada, tem chiliques homéricos no gramado. Mas, aos poucos, como só acontece em Hollywood ou nos esportes ele vai provando todos os críticos e céticos errados. O fim do filme não chega a ser uma grande surpresa. Esse longa é um pouco difícil de achar. Já foi daqueles de passar até cansar no Cinema em Casa. Mas hoje necessita de um pouco de paciência. Mas eu garanto que vale a pena a espera e pesquisa incessante por cada link corrompido.


  • Febre de Bola (Fever Pitch, 1997)

Nosso único representante do esporte bretão na lista tinha que vir da Inglaterra. A produção é baseada em um livro com traços muito fortes de realidade e que poderia ter versões e mais versões brasileiras desde que fossem trocadas as locações, os times e os campeonatos. Colin Firth, para variar genial, vive um torcedor enlouquecido do Arsenal. Ele tem todas as manias possíveis e imagináveis de um torcedor de futebol. A roupa para usar na hora do jogo. Onde ver a partida. Com quem assistir uma partida importante. Em qual canal sintonizar. Onde assistir. Todas essas coisas básicas que motivam a vida de um torcedor que tem a ilusão(?) de que controla o destino das partidas de seu clube de coração. Acontece que o time alvirrubro londrino vive uma péssima fase, anos e anos sem vencer uma taça do campeonato inglês e ele surpreendentemente se vê com seu amado “Boring Arsenal” liderando o certame nacional. Nesse meio tempo, ele tem idas e vindas com uma garota que não entende muito bem todo esse fanatismo por um simples jogo. Muitos dos desencontros do casal acontecem por causa do time dele, seja por causa do resultado do jogo, da hora em que ele vai acontecer, da impossibilidade de marcar um encontro quando vai ter um jogo e tantas outras coisas do tipo que podem desencadear desse conflito existencial que homens e mulheres vivem pelo mundo inteiro ao ter que escolher entre um relacionamento e sua verdadeira paixão: o futebol! (risos). No final das contas, o time do leste de Londres acaba com seu jejum. Os efeitos no relacionamento eu vou deixar que vocês descubram ao assistir a esse baita filme, diga-se de passagem, garotinho!


  • Invictus (2009)

A Copa do Mundo de Rúgbi foi mais do que o evento esportivo. Foi um congraçamento, uma união entre as diferentes etnias da África do Sul que recebeu o evento. Lembrando que o país passara anos terríveis, isolada de boa parte do mundo em virtude dos terríveis acontecimentos da política segregacionista do Apartheid. Pois bem, um homem que fora preso e torturado por esse regime, um negro, ativista, Nelson Mandela, agora era o presidente da nação. Um país que trocava da bandeira, de hino e no qual os anteriormente dominantes brancos, mesmo que minoria populacional, agora se achavam ameaçados, pensando que receberiam o mesmo tratamento que eles deram aos demais irmãos dessa pátria africana. Mandela fez tudo para pacificar o país. A começar pelo seu gabinete e por seus seguranças pessoais. Era tempo de mudança. Era tempo de África. Os Africâners ainda cantavam seu hino, ainda ostentavam as bandeiras do regime racista e o principal esporte do país era o rúgbi. Um esporte predominantemente branco e que teria sua Copa do Mundo disputada na África do Sul, em 1995. Assim que pode Mandela (Morgan Freeman) chamou para uma reunião o capitão da seleção François Pienaar (Matt Damon) para uma reunião. Na casa de Pienaar um climão. Os pais querendo saber o que ele aquele homem que muitos brancos consideravam terrorista queria sobre seu filho. Logo na chegada ao salão presidencial, Pienaar ficou impactado com a presença de Mandela que queria falar sobre maneira de liderar e, também, a respeito das chances dos Springboks no mundial vindouro. O líder máximo da nação ficou de enviar para o capitão do time de rúgbi um poema que ele lia muito na prisão para não perder as forças e as esperanças para ajuda-lo a motivar ele e seus companheiros. Os versos elisabetanos interpretados com a maestria habitual de Freeman diziam: “Eu sou o capitão da minha alma. O dono do meu destino…”, por obra do governo a seleção foi utilizada para popularizar o Rúgbi nas comunidades mais pobres e foram fundamentais na união do povo que festejou muito as conquistas daquele time, que contava com apenas um negro: Chester Williams.


  • Touro Indomável (Raging Bull, 1980)

Considerado em diversas listas como o melhor filme sobre esportes da história, Touro Indomável é uma obra-prima de Scorsese e conta com uma atuação visceral e magistral de Robert De Niro, que encarna o polêmico Jake La Motta. Melhor do que esse De Niro, talvez o Robert de Taxi Driver e olhe lá. O boxeador temperamental, durão, briguento e desafiador também tem um lado sinistro, viciado, agressivo com as mulheres e beirando a pedofilia. As cenas de acalmar suas feras antes de uma grande luta são icônicas. Quem diria que um balde de gelo poderia ser tão importante para um filme. La Motta não é um herói. Ele foi um grande desportista e uma pessoa muito falha. Perdeu quase tudo e acabou se desfazendo até dos cinturões dos títulos mundiais. Acaba reencontrando nova vida em seu momento empreendedor, quando compra um clube e se torna um comediante de stand up. Porém, mesmo nessa nova fase, ele tem uma nova recaída e acaba preso por se envolver com uma menor de idade. Ele tenta alegar que ela aparentava ter mais idade e, afinal, se estava dentro da boate não deveria ser tão nova. Isso so agravou sua situação. Corrupção de menores por oferecer e dar bebida para a garota. No fim acabou saindo com fiança. Mas ficou para sempre marcado. O personagem principal da trama nos faz ter uma bela reflexão sobre o que realmente é vencer na vida e como vencer se é que isso realmente existe. Para os que insistem que há derrotados e vencedores no jogo da vida fica a pergunta: La Motta, perdedor ou vencedor? Você não assistiu a um verdadeiro filme de boxe se não teve a oportunidade de assistir essa obra. Poderia ir mais além e dizer que qualquer pessoa que goste de esporte tem de ter visto Touro Indomável para saber de que tipo de coisa uma pessoa que não tem mais onde canalizar suas energias pode fazer.


  • Nós Somos Campeões (The Mighty Ducks, 1992)

O roteiro não é muito original. A produção é da Disney, então não espere algo muito impactante. Nada além de um filme Sessão da Tarde. Mas, então, se você começa a introdução do texto sobre este filme dessa maneira o que faz com que ele esteja nessa lista? Dois são os motivos principais: o esporte abordado que é pouquíssimo entendido aqui em nossa terra e a carismática atuação de Emilio Estevez. Esse Martin Sheen sabe criar atores, hein, moleque? Estevez vive um advogado que é multado por dirigir bêbado e acaba tendo como punição de serviço comunitário ter de treinar um time infantil de hóquei no gelo. O filme, na verdade, é uma grande desculpa para promover o Anaheim Mighty Ducks, time profissional da NHL, de propriedade dos estúdios do Mickey, que entrara recentemente na liga e precisava de exposição urgente! Mas eles entendem como fazer. É impossível não torcer pelos improváveis mini Mighty Ducks, quando você se dá por conta está repetindo o mantra: os patos voam juntos! Os patos voam juntos! Os patos voam juntos! Lema que carregava o ataque da equipe. Como a maioria dos filmes que tem temática esportiva o foco é na parte ofensiva. E o ataque do coach Estevez é bem criativo e, lógico, não funcionaria na vida real. Atacar em V seria muito previsível. Sem falar que geraria muitas situações de impedimento. De qualquer forma, vale o divertimento.


  • 24 Horas de Le Mans (Le Mans, 1971)

Para quem não sabe, o super ator, produtor, diretor e sabe-se lá o que mais Steve McQueen era um entusiasta da velocidade. Boa parte das históricas cenas de ação de carros desse filme e do mítico Bullit são obra do braço de McQueen. Não é a toa que o herói da franquia Carros se chama Relâmpago McQueen. Uma homenagem nítida e declarada a Steve. Esse filme, o mais antigo e clássico de nossa lista, é uma história de superação típica das disputas automobilísticas. Digna de um grande desafio que é uma corrida de 24 horas, a de Le Mans, na França, é considerada a mais difícil do mundo. O piloto interpretado por McQueen quase morre em um acidente na pista francesa. Vive um longo e complicado processo de recuperação. No outro ano, o que ele faz? Retornou a Le Mans para desafiar mente e corpo e buscar o limite, dessa vez tentando acertar e querendo mais do que se superar, superar todos os outros. Por incrível que pareça, é mais fácil encontrar esse excelente filme em versão DVD do que na internet. Faça um esforço, vasculhe sebos e viva essa grande emoção. As cenas de velocidade são impressionantes. De deixar o queixo caído, ainda mais pensando em quanto tempo faz que elas foram feitas.


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