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Especial | Os 18 momentos mais épicos do cinema em 2018

Especial | Os 18 momentos mais épicos do cinema em 2018

O ano de 2018 foi excelente para o cinema. Tanto em blockbusters, filmes de super-heróis, dramas independentes e longas de terror, existem ótimos exemplos do melhor que o cinema pode oferecer. Antes de listarmos os melhores filmes do ano, confira a nossa lista dos 18 momentos mais épicos de 2018.

 

  • A Forma da Água (banheiro inundado), por Diego Francisco

Após libertar o Homem Anfíbio (Doug Jones) do laboratório e refugiá-lo em seu apartamento, Eliza (Sally Hawkins) inunda o banheiro para que o seu amor se sinta mais à vontade ao mesmo tempo que seu colega de quarto, Giles (Richard Jenkins), descobre um pouco mais das habilidades da forma ao notar que seu cabelo cresceu novamente e o ferimento do seu lado se curou. É uma belíssima cena que explora o amor de sua protagonista pela criatura, no qual a trilha de Alexander Desplat cria um tom delicado e aconchegante que em breve seria substituído pela violência.

 

  • Três Anúncios Para um Crime  (cena da janela), por João Vitor Hudson

Quem lembra de quando Três Anúncios Para um Crime era um dos favoritos ao Oscar deste ano? A cena mais lembrada do filme é magnífica, e não podíamos deixá-la de fora. Após o suicídio de Bill Willoughby (Woody Harrelson), chefe de polícia de Ebbing, Missouri, o policial Jason Dixon (Sam Rockwell) fica arrasado. Dixon, que é totalmente desequilibrado, surta e decide se vingar daqueles que considera culpado. Um deles é o responsável pelos outdoors da cidade, Red Welby (Caleb Landry Jones), e como seu escritório é do outro lado da rua, Dixon decide simplesmente jogá-lo da janela. Em um plano-sequência, vemos o personagem de Rockwell atravessar a rua, subir as escadas do prédio, socar Welby, atirá-lo da janela, voltar à rua e dar outro soco no rapaz. E foi assim que Sam Rockwell venceu o seu Oscar.


  • Pantera Negra (“Jogue-me no oceano”), por Carlos Redel

Pantera Negra é um excelente filme com uma importância gigantesca. Além disso, o longa da Marvel apresenta um grandioso vilão, Killmonger, vivido brilhantemente por Michael B. Jordan. Durante o confronto final com T’Challa (Chadwick Boseman), o personagem é ferido mortalmente. Ele, então, começa a falar sobre as histórias que o pai contava sobre Wakanda. Assim, o herói e o vilão, que são primos, sobem para ver o pôr-do-sol do país africano. T’Challa, então, oferece a tecnologia de Wakanda para curar para Killmonger, que a recusa. O vilão, então, solta a memorável frase: “Jogue-me no oceano com meus antepassados que pularam dos navios, porque sabiam que a morte era melhor do que a escravidão”. O momento é de arrepiar.


  • Projeto Flórida (a fuga de Moonee), por Rafael Bernardes

Projeto Flórida foi um dos filmes mais injustiçados do Oscar 2018. Recebeu apenas uma indicação, a de Willem Dafoe na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. O filme gira em torno de uma mãe tentando criar sua filha em um ambiente conturbado e sem dinheiro nos arredores de um dos lugares mais sonhados do mundo inteiro: O Walt Disney World Resort. Uma das cenas finais foca em Moonee (Brooklynn Prince). A garotinha que esbanja carisma se nega a ir embora com o serviço social e deixar a sua mãe. A cena mostra Moonee correndo para buscar refúgio em sua amiga, com um plano-sequência realizado com uma fotografia maravilhosa. Toda aquela emoção é transpassada de uma forma orgânica e real, dando abertura para a cena final do longa.


  • Jogador Nº 1 (o segundo desafio), por Diego Francisco

Em um filme abarrotado de referências, homenagens e easter eggs, o maior destaque do filme é a recriação de O Iluminado. O segundo desafio concebido por James Halliday (Mark Rylance), além de se passar em uma cópia fiel do Hotel Overlook, traz todos os famosos elementos clássicos do filme de Stanley Kubrick: as gêmeas, o quarto 237, a presença do Jack Torrance, mesmo que este nunca apareça de frente com a aparência de Jack Nicholson. O que torna a cena divertida é Aech (Lena Waithe), que nunca assistiu o filme e completamente aterrorizada, toma todas as decisões erradas. Ninguém em sã consciência seguiria as gêmeas.


  • Aniquilação (a mímica), por Diego Francisco

Depois de ver uma criatura híbrida em forma de urso com o crânio exposto gritando com a voz de suas vítimas, seria seguro assumir que não haveria nada mais de tão bizarro em Aniquilação. Errado. Após o nascimento visualmente exuberante do humanoide, ele começa a imitar Lena (Natalie Portman). Com a desconcertante trilha sonora entrando embaixo da pele e o visual sem vida do humanoide, a cena é memoravelmente perturbadora. No momento do pânico, Lena usa toda a sua violência para combater o alienígena, que também responde com violência. Quando ela cai e fica desorientada, o alien também se desorienta. A protagonista aprende que o alien está imitando a suas ações e emoções e começa a agir com calma perto dele para receber a mesma resposta. Ela calmamente entrega uma granada em suas mãos e o humanoide, que agora está começando a ter a aparência física da bióloga, aceita. Ela tira o pino e corre, neutralizando a criatura com a explosão e fugindo para a liberdade.


  • Vingadores: Guerra Infinita (Thor acertando Thanos/O estalar de dedos), por Carlos Redel e Diego Francisco

Depois de chegar em Wakanda com o seu novo martelo, muito poder e uma insaciável vontade de se vingar, Thor cumpre a promessa que fez de matar Thanos. Em um momento épico, o herói atinge no peito o Titã Louco, que acabou de pegar a Joia da Mente. No entanto, o golpe, praticamente fatal, não evita que o malvadão utilize o poder das Joias do Infinito. Thanos, gravemente ferido, diz “Você devia ter acertado na cabeça”. Logo após, o Titã Louco estala os dedos e a tela fica branca. Guerreiros de Wakanda começam a desaparecer e não demora para os heróis virarem poeira também. Soldado Invernal, Groot, Pantera Negra, Drax, Senhor das Estrelas; um por um vemos nossos personagens queridos desaparecem da existência, numa longa cena que aparenta não ter fim. Peter Parker tem a mais lenta e sofrida morte, nos braços de Tony Stark, implorando para não ir. Os heróis que restam ficam devastados, e Thanos também. Ele entra em outro plano e vê uma Gamora quando criança, da forma em que ele a conheceu, e ela pergunta se ele conseguiu alcançar seu objetivo e o que isso custou. “Me custou tudo”, Thanos responde.


  • Hereditário (cena do sótão), por Rafael Bernardes

Hereditário é um filme de terror psicológico com uma ótima construção de ambiente e dos personagens, com um clima extremamente tenso e com a aplicação do horror no clímax no longa. São muitas as cenas aterrorizantes e impactantes, mas o momento em que Annie (Toni Collette) é possuída e seu filho, Peter (Alex Wolff) a encontra, é o ponto alto dramático e aterrorizante da produção. O jovem sobe no sótão, implorando perdão, mas o espírito já tomou conta do corpo da mulher e vai fazer de tudo para pegá-lo. Dá-se início a uma sucessão de imagens perturbadoras que não saem facilmente da memória.


  • As Boas Maneiras (o parto), por João Vitor Hudson

O novo filme da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra é um belo exemplo de que é possível fazer terror no Brasil. O longa traz a lenda do lobisomem para a São Paulo atual, mas de uma maneira bem peculiar. Uma cena em particular ficou guardada na cabeça de quem viu: o parto de Ana (Marjorie Estiano). O momento é brutal e revela ao público aquilo que se temia, Ana estava mesmo grávida de um bebê lobisomem. O parto não foi nada natural, pois o bebê queria sair da barriga de qualquer maneira, e para isso, ele acaba matando sua mãe. A empregada de Ana, Clara (Isabél Zuaa), vê a criança se arrastando com o cordão umbilical enrolado em seu pescoço, e ela sente um misto de compaixão com repulsa pelo responsável de ter matado sua patroa e amante, mas decide adotar a criança e esconder a verdade sobre a morte de Ana. É um momento memorável de um injustiçado filme nacional.


  • Missão: Impossível – Efeito Fallout (O salto do avião), por Carlos Redel

Que Tom Cruise é um cara perfeccionista e extremamente dedicado ao seu trabalho, disso ninguém dúvida. Agora, em Missão: Impossível – Efeito Fallout, o ator se puxou. Em um determinado momento do longa, o seu Ethan Hunt e August Walker (Henry Cavill) precisam saltar de um avião que está em uma grande altitude. Cruise e Christopher McQuarrie, o diretor, queriam que o momento tivesse um lindo pôr-do-sol natural ao fundo, para aumentar o impacto estético. Mesclado a isso, o cameraman tinha que saltar do avião de costas, para focar no rosto de Cruise. Parece difícil, não é? E foi difícil, mesmo! Para que o resultado ficasse incrível como o visto no filme, a cena precisou ser repetida 106 vezes, durante vários dias. Sim, Tom Cruise saltou 106 vezes de um avião para que uma sequência de poucos minutos ficasse perfeita. E valeu muito a pena: o salto de Cruise do avião ficou maravilhoso!


  • Nasce uma Estrela (Jack e Ally cantando Shallow), por André Bozzetti

O filme dirigido por Bradley Cooper é a quarta versão cinematográfica da história de uma jovem talentosa que busca o sucesso na indústria do entretenimento. Jack ao conhecer Ally (Lady Gaga) em um bar descobre que a moça possui composições próprias nas quais ele vê muito potencial. No dia seguinte, Jack faz um convite irrecusável para que ela vá ao show que ele realizaria em outra cidade e, ao vê-la no backstage, prepara aquele que se torna o momento mais memorável do filme: Jack e Ally cantando juntos a música Shallow, a música que havia apenas sido cantarolada para ele na noite anterior. Jack desenvolveu um arranjo da noite para o dia e se preparou para apresentá-la no show, ao lado de Ally. Jack chama Ally para o palco mas ela inicialmente não tem coragem de ir encarar o enorme público presente. Sendo assim, ele começa cantando sozinho. No entanto, quando ela finalmente decide se juntar a ele, o resultado é magnífico. Uma estreia triunfal em uma performance de arrepiar, que é o primeiro passo de Ally rumo ao estrelato. E é a cena que fica gravada em nossa mente muito tempo depois do término do filme.


  • O Primeiro Homem (pouso na lua), por Diego Francisco

Neste ponto da carreira, Damien Chazelle já é conhecido pelos finais impactantes de seus filmes e com O Primeiro Homem não poderia ser diferente. Todo percurso até a lua é tenso, claustrofóbico e preocupante, embalado por uma trilha sonora triunfal composta dor Justin Hurwitz, mesmo que todos já saibamos que tudo dará certo, não há como negar a tensão da cena. A chegada à lua, o que deveria ser visto como uma grande vitória para a humanidade, é retratada como um momento catártico para Neil Armstrong (Ryan Gosling, excelente e subestimado). Ele esteve suprimindo os seus sentimentos desde a morte da sua filha de quatro anos e finalmente sozinho na vastidão do espaço, ele finalmente encara suas emoções e se permite chorar. Neil deixa a pulseira de sua filha em território lunar e vai para a casa.


  • Legalize Já (a morte de Skunk), por Rafael Bernardes

Em Legalize Já, filme que conta a história da formação da banda Planet Hemp, a construção da relação de Marcelo com Skunk é muito bem-feita, juntamente com a construção dos personagens. O longa mostra a trajetória dos protagonistas com maestria, fazendo com que o ponto alto da produção não seja o sucesso da banda, mas sim a morte de Skunk, que estava com o vírus do HIV. A fotografia preta e branca misturada com a perda de cor do ambiente deixa tudo mais melancólico, mostrando Marcelo em desespero ao receber a notícia. Se trata de uma das cenas mais impactantes do cinema nacional dos últimos tempos.


  • Bohemian Rhapsody (a apresentação do Live Aid), por André Bozzetti

A cinebiografia da banda inglesa Queen lançada este ano foi um estrondoso sucesso de bilheteria, apesar de ter desagradado uma parcela dos fãs e da crítica em função da decisão de abordar de maneira, digamos, mais “leve” a vida pessoal de Freddie Mercury.  No entanto, é inegável que há momentos memoráveis no filme e um deles, sem dúvida, é a recriação da apresentação da banda no Live Aid. De maneira surpreendente, o filme mostra uma extensa parte do show, e conta com uma réplica quase perfeita do palco original e de cada gesto dos integrantes da banda, com uma atenção louvável aos detalhes tanto da performance quanto dos objetos cênicos. É uma cena fantástica, que encerra o filme de forma empolgante.


  • Infiltrado na Klan (o final), por André Bozzetti

O mais recente petardo cinematográfico de Spike Lee é baseado em uma inacreditável história real. Na década de 1970, um policial negro que, contando com a ajuda de um parceiro branco, que atua como uma espécie de “dublê de corpo”, se infiltra na Ku Klux Klan. Infiltrado na Klan traz situações bem pesadas e até violentas mas, graças ao tom sarcástico e o humor ácido de Lee, se tornam bem mais palatáveis durante praticamente todo o tempo do filme. Praticamente. Isso porque, quando o filme chega aos seus minutos finais, Lee decide que precisamos receber uma pequena dose de realidade. E a realidade que vemos é impactante, deprimente e assustadora. Um salto temporal dos anos 70 para os dias atuais, onde vemos cenas reais de manifestações racistas de Charlottesville em 2017 com um número inacreditável de participantes, com frases que jamais poderíamos imaginar escutar ainda nos dias de hoje, e até mesmo agressões e atentados praticados por pessoas movidas pelo mais puro ódio. É impossível não ficar chocado com o que vemos na tela. Sem dúvida, ali estão algumas das cenas mais marcantes do ano no cinema. Importantíssimo assistir e refletir sobre o que é mostrado.


  • As Viúvas (volta para casa), por Diego Francisco

Em um filme ancorado com um elenco estelar e com atuações excepcionais de Viola Davis, Elizabeth Debicki e Daniel Kaluuya chega a ser irônico que sua cena mais emblemática não nos permita ver a atuação em cena. Após um comício que promove seu projeto para ajudar mulheres que fazem parte de minorias a serem trabalhadoras autônomas, o candidato a vereador Jack Mulligan (Colin Farrell) começa a discutir com a sua assistente, Siobhan (Molly Kunz), sobre suas inseguranças em relação a eleição e sua vontade de sair da política. O que torna a cena emblemática é a câmera, que fica posicionada fora do carro, destacando a mudança de ambiente da região periférica do distrito de Chicago até a área nobre da cidade. A cena ressalta não só a diferença clara entre as duas partes da cidade como também a falta de interesse real dos políticos de realmente ajudar os pobres, apenas criando falsas promessas para conseguir votos.


  • Aquaman (descida ao Reino do Fosso), por Carlos Redel

James Wan é oriundo dos filmes de gênero, sendo responsável por criar grandiosas franquias de terror, como Jogos Mortais e Invocação do Mal. Com toda a sua habilidade para contar histórias, o cineasta foi escolhido para comandar Aquaman e, trazendo a sua bagagem, conseguiu entregar uma das grandes sequências do ano: quando Aquaman (Jason Momoa) e Mera (Amber Heard), segurando um sinalizador, precisam descer ao Reino do Fosso, enquanto são perseguidos pelas criaturas que lá vivem. O momento é uma demonstração do talento de Wan. A cineasta alterna de planos, colocando a câmera para acompanhar os heróis, mostrando toda a turbulência e violência do momento, mas também filma de longe, em um plano aberto, mostrando o quanto aquela sequência consegue ser linda e quase silenciosa quando vista de longe. Sem dúvidas, um dos grandes momentos de 2018.


  • Roma (cena da praia), por João Vitor Hudson

O novo filme de Alfonso Cuarón gerou polêmica sobre como a Netflix deveria o ter lançado. Apesar disso, o longa é sem dúvida nenhuma um dos melhores do ano. No meio de uma série de cenas memoráveis, foi difícil escolher apenas uma, mas nenhuma é tão marcante quanto a da praia. No última de uma viagem à praia de Dona Sofia com seus filhos e a empregada Cleo, duas das crianças acabam nadando mais longe do que deveriam, e o mar lança ondas enormes que fazem com que elas se afoguem. Cleo (Yalitza Aparicio), que nunca havia entrado no mar, faz um esforço hercúleo para salvá-las. A cena possui uma única tomada, e é a mais poderosa de todo o filme, mostrando o poder que o mar possui em uma mixagem de som primorosa. Ao final, toda a família abraça Cleo, que estava devastada não pelo mar, por se sentir culpada pela sua filha natimorta. O momento é poético, e só mostra que Cuarón é um deus quando se trata de cinematografia. Cena perfeita!

 

Bônus:

  • Cinquenta Tons de Liberdade (Créditos finais), por Carlos Redel

O grande momento da franquia dos Cinquenta Tons: quando sobem os créditos finais do terceiro capítulo da saga, encerrando, assim, uma das piores franquias recentes do cinema.


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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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