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Maratona Marvel #03 | Homem de Ferro 2 | Crítica

Maratona Marvel #03 | Homem de Ferro 2 | Crítica

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)

Ano: 2010

Direção: Jon Favreau

Roteiro: Justin Theroux

Elenco: Robert Downey Jr.Gwyneth Paltrow, Don CheadleScarlett JohanssonSam RockwellMickey Rourke, Samuel L. JacksonClark GreggPaul Bettany

Em 2008, Homem de Ferro foi um enorme sucesso e abriu as portas para o Universo Cinematográfico Marvel. Todos foram arrebatados pelo carisma de Robert Downey Jr. e o sarcasmo de seu Tony Stark (que chegam a se confundir um com o outro, não é?). Assim, não demorou para que o personagem ganhasse uma segunda aventura, fortalecendo o principal pilar do MCU e, assim, garantindo o sucesso das próximas aventuras da Marvel Studios.

Logo após revelar que é o Homem de Ferro, no longa original, Tony Stark (Robert Downey Jr.) precisa enfrentar as consequências de sua atitude, como o governo dos Estados Unidos querendo controlar a sua avançada tecnologia. Enquanto a sua fama como herói corre o mundo, Ivan Vanko (Mickey Rourke), o filho de um ex-sócio de Howard Stark surge para vingar a memória de seu pai – e vai fazer isso da maneira mais Marvel possível: se tornando um vilão que utiliza uma tecnologia similar à do herói.

Ao mesmo tempo, Tony descobre que o reator em seu peito está matando-o aos poucos. Assim, o ricaço começa a ter atitudes (ainda mais) inconsequentes, o que também prejudica ainda mais a sua situação perante ao governo – e também coloca a SHIELD para espioná-lo de perto. E, como se já não tivesse bastante coisa acontecendo na história, Justin Hammer (Sam Rockwell), concorrente das Indústrias Stark, também se torna um incômodo na vida de Tony.

Então, com uma trama bem recheada, que procura desenvolver os personagens já conhecidos, ao mesmo tempo em que apresenta novos integrantes daquele universo, como Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), a Viúva Negra, Homem de Ferro 2 também enfrenta um desafio complicado: lidar com a troca de Terrence Howard por Don Cheadle como James Rhodes. O personagem, que tem um grande destaque na trama, sofre com a mudança, uma vez que existe uma grande diferença, até mesmo de personalidade, entre os dois atores. Assim, o longa precisa, praticamente, reapresentar Rhodes para o público – e, infelizmente, ele não funciona tão bem quanto o anterior.

Mas, voltando a Ivan Vanko, o principal vilão da trama: o personagem não brilha como poderia – e isso é uma pena. As suas motivações, apesar de interessantes (afinal, ele quer mostrar ao mundo que o Homem de Ferro sangra e, assim, destruir a sua imagem), não empolgam e Mickey Rourke não tem muito o que fazer em cena. A relação de Vanko com o seu pássaro é mais bem trabalhada do que a do personagem com o seu pai. Os embates entre o Homem de Ferro e o Chicote Negro também não são de encher os olhos. A sequência da corrida de automóveis, em que o herói tira o seu traje da maleta para enfrentar o vilão é o ponto alto da ação no longa (e, mesmo assim, não dura muito).

O declínio de Tony, que enxerga a sua vida chegando ao fim, traz diversas consequências, como a perda do controle de sua própria empresa, além de acarretar na criação do Máquina de Combate – uma vez que Rhodes, ao ver que o amigo não está em condições de lidar com a sua própria criação, rouba um dos trajes. E esse é um dos grandes trunfos do longa, pois mostra a fragilidade e a humanidade do protagonista, que não sabe lidar com a morte, aprofundando ainda mais o herói para o público.

Além disso, a saga de Tony para encontrar um substituto para o núcleo de paládio no Reator Arc é um dos pontos altos da projeção. O momento em que o personagem encontra a mensagem deixada por seu pai, que levará ao descobrimento de um novo elemento químico, é ótimo, mostrando que a genialidade faz parte da família Stark. É uma pena que no terceiro longa da franquia tudo acaba sendo, literalmente, jogado fora… Mas isso é outra história.

Em Homem de Ferro 2, além de ter uma melhor apresentação da SHIELD e a sua importância para o mundo através da história, é possível ter uma dose maior de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e agente Coulson (Clark Gregg), construindo as pontes para as próximas aventuras do MCU, que desencadearão em Os Vingadores. Ainda durante a projeção do longa, é citada uma situação no Novo México, que demanda a atenção de Coulson. Então, na cena pós-créditos, é revelado o Mjölnir, arma de ninguém menos que Thor – herói que ganha o seu primeiro longa na sequência, em 2011.

Mesmo com alguns problemas, Homem de Ferro 2 é mais um ótimo trabalho de Jon Favreau, aprofundando muito bem – os vários – personagens do longa (menos o Ivan Vanko, uma pena) e conseguindo, de maneira muito satisfatório, abrir ainda mais os caminhos para as novas aventuras do estúdio. Tony Stark tem uma grande viagem durante a projeção, indo do fundo do poço até a sua redenção, mostrando que é um verdadeiro herói e, sem dúvidas, a alma do Universo Cinematográfico Marvel.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 4/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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