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Bumblebee | Crítica

Bumblebee | Crítica

Bumblebee 

Ano: 2018

Direção: Travis Knight

Roteiro: Christina Hodson 

Elenco: Hailee SteinfeldJohn CenaDylan O’BrienJorge Lendeborg Jr.John Ortiz

É impossível começar a falar de Transformers sem mencionar Michael Bay. O cineasta foi o responsável por levar os robôs gigantes às telonas, transformando a aventura de 2007 em uma bilionária franquia, que ganhou mais quatro capítulos – que, vale lembrar, foram decaindo absurdamente de qualidade, até virarem sinônimo de filme ruim, pois valorizavam explosões megalomaníacas e nada mais.

Após a deprimente experiência com Transformers: O Último Cavaleiro, a quinta aventura, qualquer nova produção que levasse o nome dos robozões seria vítima, não injustamente, de desconfiança por grande parte do público. Então, sobrou esse grande desafio para Bumblebee, o primeiro spin-off da franquia. O filme precisava se provar e desvincilhar da bagunça toda criada por Bay. E, felizmente, conseguiu!

Carregando a trama para os anos 1980 – algo que, cada vez mais, anda acontecendo na cultura pop, uma vez que vender nostalgia anda em alta –, Bumblebee apresenta aquela que seria a primeira aventura dos Transformers na Terra. Quando Cybertron é atacado, resta ao robozinho amarelo vir para o nosso planeta e preparar uma base para receber os outros Autobots rebeldes, entre eles, o líder Optimus Prime. No entanto, Decepticons seguem Bumblebee e, com isso, pretendem rastrear os seus aliados e destruí-los.

Já na Terra (e sem memória) não demora para que Bumblebee seja descoberto por Charlie (Hailee Steinfeld), uma jovem que entende tudo de mecânica automotiva – além de carregar uma tragédia em seu coração, que a afasta de sua família. Obviamente, o robô e a garota começam, então, uma bela amizade. Mesmo tendo muitas semelhanças com a história do primeiro longa, o spin-off tem todo o charme e, até mesmo, a ingenuidade das produções oitentistas – Steven Spielberg, inclusive, é um dos produtores do longa. E essa visita ao passado, trazendo a pegada e a trilha sonora incrível de três décadas atrás, é o grande trunfo de Bumblebee.

Diminuindo a sua escala, a produção, que é comandada por Travis Knight, que dirigiu o elogiado Kubo e as Cordas Mágicas, é feliz em todos os seus objetivos. Além de apresentar uma nova relação dos Transformers com a Terra, o cineasta traz os visuais mais clássicos dos robôs, cheios de cores e com elementos mais orgânicos. E isso, aliado com a visão do cineasta, que tem total domínio de todos os elementos que estão em cena, consegue oferecer uma nova experiência com a franquia: pela primeira vez, é possível identificar cada um dos robôs durante as sequências de batalha.

John Cena, que está em evidência nos materiais de divulgação de Bumblebee, não tem muito tempo de tela, mas cumpre muito bem o seu papel. O ator/lutador entrega uma homenagem (ou paródia) aos clássicos heróis de ação dos anos 1980, sendo, intencionalmente, um Arnold Schwarzenegger genérico. Além disso, há ótimos coadjuvantes na produção, que se encaixam no momento certo e oferecem grandes momentos. A família de Charlie, por exemplo, é um acerto, passando naturalidade e, com isso, divertindo – diferente dos pais de Sam (Shia LaBeouf), por exemplo, que, nos três primeiros filmes da franquia, só conseguiam irritar, suar e fazer fiasco.

Bumblebee, por sua vez, está muito mais divertido – e coitadinho (oun) – do que nas aventuras anteriores. O robô, menor e mais inocente, protagoniza momentos hilários, como as suas tentativas de se esconder atrás de pequenas pedras ou quando ele quer ajudar a trollar uma colega metida de Charlie. Além disso, é incrível ver o personagem, finalmente, se disfarçando como o Fusca amarelo clássico. Cada momento com o Bumblebee em cena faz com que  ele fique mais amável e carismático – mais expressivo do que muitos atores por aí, inclusive.

Dando alguns passos para trás em relação à grandiosidade, o spin-off consegue revitalizar as aventuras dos Transformers nos cinemas, entregando o melhor capítulo da saga – até aqui, é claro. Que Travis Knight volte para as sequências de Bumblebee, pois a franquia, depois de ser empurrada por muito tempo, finalmente econtrou combustível e começou a andar com dignidade. E já engatou a quinta marcha!

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 4/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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