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Era uma Vez um Deadpool | Crítica

Era uma Vez um Deadpool | Crítica

Era uma Vez um Deadpool (Once Upon a Deadpool)

Ano: 2018

Direção: David Leitch

Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick, Ryan Reynolds

Elenco: Ryan Reynolds, Fred Savage, Josh Brolin, Morena Baccarin, Julian Dennison, Zazie Beetz, Leslie Uggams, Shioli Kutsuna

Deadpool 2 chegou aos cinemas em 2018 e foi um sucesso, mesmo que não contenha a mesma qualidade do primeiro. A originalidade, fator fundamental para a qualidade de toda a primeira obra da franquia, não esteve presente na segunda, como era de se esperar. Porém, a Fox não perdeu a oportunidade de fazer uma versão para menores do longa, tirando palavrões e sangue. O incoerente é que a violência, o sadismo e tudo o que é para maiores ainda está lá, mas sem o líquido vermelho que corre em nossas veias.

A história é praticamente a mesma. A única novidade é a implementação de um sequestro. Deadpool (Ryan Reynolds) decide raptar Fred Savage para que ele leia a história do filme e dê suas opiniões. Esse diferencial é engraçado na maior parte das vezes, mas é pouco utilizado. Se fosse um filme com o intuito de fazer essa brincadeira o tempo todo, provavelmente seria mais divertido e com uma certa originalidade.

Deadpool perde sua namorada e está tentando se suicidar, até que conhece Russel (Julian Dennison), um jovem mutante problemático que é torturado por funcionários de uma espécie de orfanato. Tudo dá errado como sempre, mas Cable (Josh Brolin), um homem meio ciborgue, volta do futuro para matar o menino e tentar salvar a sua família.

Se na versão original da produção muitas piadas acabaram sendo cansativas, repeti-las não foi uma escolha muito sábia. O enredo continua com o mesmo ritmo frenético, com os mesmos furos de roteiro, mas parece que desta vez tudo está mais apressado, até com cortes aparentes. Provavelmente, isso ocorre por conta do tempo que as interrupções da história acabam tomando.

O restante da obra contém exatamente as mesmas coisas: boas atuações, com o destaque para Ryan Reynolds, que está sempre muito engraçado encarnando o anti-herói e a fotografia segue não muito saturada, com um filtro cinza, parecendo um tanto sem vida. Até as cenas pós-créditos continuam as mesmas. Parece que copiaram e colaram o mesmo filme em cima de mais algumas piadas em uma situação diferente.

O que o filme acaba acertando é em rir de si mesmo. Em diversos momentos ele escancara que a produção existe para lucrar ainda mais. As piadas com o próprio estúdio são assertivas e divertem muito. Brincar com a própria Marvel também deixa tudo com um humor leve e auto referenciável. O principal erro é não haver mais disso.

Era uma Vez um Deadpool não traz muitas novidades, alivia na violência e nos palavrões, mas não se faz realmente necessário. Como é referenciável em relação à versão original, acaba perdendo totalmente o sentido de existir, pois o intuito seria deixar menores de 18 anos terem acesso ao longa. Quando muitas piadas necessitam que a pessoa veja a versão para maiores, não há porquê fazer um novo filme.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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