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Especial | Os 10 piores filmes de 2018

Especial | Os 10 piores filmes de 2018

O fim do ano já está aí. É tempo de renovar as forças e as energias para o próximo ano, mas também é tempo de retrospectivas, e com elas vem as listas. 2018 foi um grande ano para o cinema, com grandes blockbusters sendo reconhecidos pelas premiações (como é o caso de Pantera Negra) e filmes conseguindo sucessos inesperados. Mas antes de falarmos das belezas de 2018, fizemos uma seleção daqueles que consideramos os piores lançamentos do ano. Com vocês, os 10 piores filmes de 2018 segundo o Bode na Sala.

  • A Freira, por Carlos Redel

O universo de Invocação do Mal é excelente. Nos dois longas da franquia principal, James Wan conseguiu criar tramas sensacionais que exploram um drama central, mas que também abre um leque de possibilidades para contar novas histórias. Assim, tivemos dois filmes de Annabelle e um de A Freira, que foca na assustadora personagem apresentada brevemente em Invocação do Mal 2. No entanto, a trama criada para contar a origem da terrível entidade é fraquíssima, não apresentando uma ameaça real durante a projeção. Pelo contrário, o principal demônio do filme faz uma bagunça, mas não é efetivo contra os protagonistas em momento algum. Além disso, o desfecho da produção beira ao ridículo, entregando uma solução preguiçosa para derrotar o mal. Um grande desperdício de potencial e, certamente, seja esse um dos principais motivos de A Freira estar nessa lista.


  • Millennium: A Garota na Teia da Aranha, por André Bozzetti

A Garota na Teia da Aranha é a nada aguardada continuação de Os Homens que Não Amavam as Mulheres dirigida por Fede Alvarez. O filme de 2011 o filme de David Fincher foi um daqueles raros casos cuja refilmagem é tão boa quanto o longa original, mas todos aguardaram por anos a fio a continuação que seguisse à risca a trilogia sueca, e mais ainda, os eventos dos livros. Uma dose de informações inúteis, duas de alguns deus ex machina e alguns eventos tão improváveis quando convenientes fazem com que nem a boa caracterização de Claire Foy como Lisbeth Salander consiga impedir que o filme se torne, na melhor das hipóteses, decepcionante. Para piorar, tanto Sylvia Hoeks (que vive a irmã de Lisbeth) quanto Sverrir Gudnason (interpretando Mikael Blomkvist), mesmo que tenham alguns bons trabalhos em seu currículo, apresentam uma canastrice constrangedora em suas atuações. Isso elimina qualquer possibilidade de provocar o esperado impacto ao espectador, que aguardou por anos a volta das aventuras de Mikael Blomqvist e Lisbeth Salander.


  • Rampage: Destruição Total, por Rafael Bernardes

Dwayne Johnson, ou The Rock para os mais íntimos, é um ator que atrai o público, independentemente do que ele fizer. Se trata de um verdadeiro astro de Hollywood que esbanja carisma. Porém, 2018 não foi um bom ano para ele. Se em Arranha-Céu: Coragem sem Limite ele já decepcionou, em Rampage: Destruição Total o nível cai ainda mais. A adaptação do jogo de arcade gira em torno do personagem principal, interpretado por The Rock, e monstros gigantes, incluindo um gorila, um crocodilo e outras criaturas. O filme é tosco e muito mal produzido. Nem os efeitos especiais acabam agradando. O roteiro é pobre e cheio de inconsistências. Nada nesse filme vale a pena. E se tratando de The Rock, pode-se dizer que foi uma grande decepção, mesmo com uma premissa tão ruim.


  • Círculo de Fogo: A Revolta, por Diego Francisco

O universo magnífico e interessante que Guillermo del Toro construiu com Círculo de Fogo (2014) foi completamente desperdiçado na sequência, que parecia mais interessada em destruir o legado do primeiro filme. Enquanto no original, os Jaegers eram robôs gigantes pesados que se moviam lentamente, os novos se movem tão rápido que parecem Transformers em ação; a atmosfera mais séria com cenas predominantemente passadas à noite foram substituídas por piadas adolescentes e um tom bem humorado incapaz de traduzir o risco da situação. Com Raleigh (Charlie Hunnam) fora do filme em uma ausência não explicada e Mako (Rinko Kikuchi) reduzida a um ingrato papel de coadjuvante, a sequência nos apresenta a um carismático Jake Pentecost (John Boyega), mas todo o resto dos novos personagens são unidimensionais, estereotipados e desinteressantes. A história é risível de tão estúpida e as cenas de ação, mesmo que boas, não transmitem a escala ou a urgência do primeiro filme. Nada na sequência funciona e ela pode ter enterrado uma das franquias originais mais promissoras dos últimos anos. O próprio título já antecipa, é uma revolta.


  • Venom, por Carlos Redel

Após emprestar o Homem-Aranha para a Marvel (não de graça, é claro), a Sony decidiu que deveria aproveitar o universo do herói, mesmo sem poder usar o Amigão da Vizinhança. Assim, tivemos em 2018 Venom, um filme solo de um dos principais vilões do Cabeça-de-Teia. A produção traz Tom Hardy como protagonista e dá uma origem diferente para Venom (afinal, não temos o Homem-Aranha no filme…). Assim, o longa acaba colocando o vilão como uma espécie de herói e, com uma história genérica, consegue trazer uma sucessão de erros e situações embaraçosas. Para começar, Hardy não está nada inspirado como Eddie Brock, sendo extremamente exagerado em momentos desnecessários. O roteiro do longa também é deprimente, conseguindo causar vergonha alheia em muitos momentos. Além disso, o filme desperdiça o talento de Michelle Williams em um papel patético e que entrega um dos piores momentos do ano, que é quando ela aparece como She-Venom (que vontade de esquecer dessa cena). As cenas de ação são mal dirigidas e é muito difícil de enxergar a malvadeza do personagem principal se a produção não pode mostrar nada de sangue, por conta de sua classificação indicativa. Enfim, Venom é ruim por completo. E, para piorar,uma sequência do filme já foi oficializada e, assim, teremos novas aventuras do personagem… Difícil.


  • Os Farofeiros, por Rafael Bernardes

Apesar de 2018 ter sido um grande ano para o cinema nacional, com obras como As Boas Maneiras e Legalize Já: Amizade Nunca Morre ganhando o circuito, sempre irá existir um Os Farofeiros. O filme é o retrato de um humor defasado, digno do Zorra Total de alguns anos atrás. Piadas preconceituosas, machistas e homofóbicas tomam conta de toda a produção. As situações são desnecessárias e o roteiro, além de pobre, contém diversos furos e inconsistências. As atuações mantêm o nível lá em baixo, com Danielle Winits sendo a protagonista de uma equipe mal escalada. É possível que talvez seja o pior filme do ano.


  • O Paradoxo Cloverfield, por Diego Francisco

Enquanto Rua Cloverfield, 10 (2016) levou a crer que o futuro da franquia seria promissor, o mais recente capítulo mostrou o que o universo estendido de Cloverfield realmente é: um golpe para vender filmes de ficção científica que ninguém assistiria sem o Cloverfield no nome. Originalmente intitulado de A Partícula de Deus, o argumento inicial é muito interessante. Com a Terra no meio de uma crise de recursos, o gerador de partículas de uma estação especial parece ser a solução de todos os problemas até que ele faz duas realidades paralelas colidirem e criar eventos caóticos na nave onde os protagonistas se encontram. Dá-se início a uma série de acontecimentos sem pé nem cabeça que somados a narrativa forçada e bagunçada do filme resulta em uma experiência esquecível. Desperdiçando ótimos atores como Daniel Brühl, Gugu Mbatha-Raw e Elizabeth Debicki, O Paradoxo Cloverfield tenta justificar a existência do universo ao apresentar realidades paralelas colidindo, mas, assim como foi a inclusão do elemento Cloverfield em uma história já finalizada, é uma explicação desnecessária e nada bem-vinda.


  • Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, por João Vitor Hudson

Dói dizer isso, mas um filme do Mundo Bruxo é uma das piores coisas lançadas na cultura pop este ano. O longa que continua os eventos de Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016) era cheio de expectativa, pois apresentaria Gellert Grindelwald (Johnny Depp), o icônico vilão que quase causou uma ruptura entre bruxos e no-majs/trouxas durante a 2ª Guerra Mundial. O personagem, apesar da figura polêmica de seu intérprete, está bom, e apresenta argumentos de um bom vilão. No entanto, o filme é uma colcha de retalhos cheio de personagens totalmente desnecessários e situações constrangedoras, além de cenas de ação mal concebidas e reviravoltas que não fazem o menor sentido na trama (não é mesmo, Queenie?). A franquia de Animais Fantásticos está planejada por J.K. Rowling para ser contada em 5 filmes, mas inicialmente, a ideia era de 4 filmes. Com quase nenhum acontecimento relevante para a história, Os Crimes de Grindelwald é, claramente, o filme que foi adicionado a essa contagem, e pior ainda, é o A Ameaça Fantasma do universo de Harry Potter.


  • Cinquenta Tons de Liberdade, por Carlos Redel

Nem parece, mas o terceiro capítulo da sofrível saga de Anastasia Steele e Christian Grey chegou aos cinemas em 2018 (foi um dos primeiros filmes do ano, mostrando que os próximos meses não seriam nada fáceis). E, como era de se imaginar, o longa consegue ser horrível em todos os níveis. O suspense do filme é vergonhoso, o drama é patético e o grande atrativo da produção, o sexo, não empolga em momento algum (na verdade, é quase sempre constrangedor). Além disso, Cinquenta Tons de Liberdade tem um alto grau de machismo, retratando Anastasia como uma pessoa submissa e que aceita todas as bizarrices do seu marido ricaço, que acha que pode fazer o que quiser, somente por ser poderoso. Ou seja, é um desastre do início ao fim. Mesmo assim, quase que o longa ficou de fora da lista… o motivo? Bem, ele marca o final dessa franquia terrível, algo que devemos comemorar.


  • Slender Man: Pesadelo Sem Rosto, por Rafael Bernardes

Baseado no viral da internet, Slender Man tinha tudo para ser um bom filme de terror, apesar de ser difícil de colocar o monstro nas telonas. Mas o longa é ruim do início ao fim, desde as atuações até a fotografia e o roteiro. Os desfechos são incompatíveis com a história proposta, com diálogos lastimáveis. Nada consegue atingir um nível aceitável, nem os efeitos especiais. Os jumpscares não são bem utilizados, com o aumento de volume em momentos desnecessários e não há cenas que realmente causem medo. Um filme desnecessário, sem importância, mal produzido e sem nenhum tipo de emoção contida.


Menções (des)honrosas: Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos, MegatubarãoMaria MadalenaMudoHotel Transilvânia 3: Férias MonstruosasA Barraca do BeijoCargoO Rei da PolkaMilha 22 Lá Vem os Pais.

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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

Comments

  1. Maze runner,o passageiro,tomb raider,uma dobra no tempo, verdade ou desafio, desejo de matar,arranha-céu,o predador,o mistério do relógio na parede e Robin , que ano terrível para o cinema!!!

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