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Maratona Marvel #02 | O Incrível Hulk | Crítica

Maratona Marvel #02 | O Incrível Hulk | Crítica

O Incrível Hulk (The Incredible Hulk)

Ano: 2018

Roteiro: Zak Penn

Direção: Louis Leterrier

Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, William Hurt

A segunda tentativa de emplacar um blockbuster do gigante esmeralda nos cinemas e introduzi-lo no recém-formado Universo Cinematográfico da Marvel pode não ter sido um sucesso (o filme também não teve um bom retorno de bilheteria assim como seu predecessor), mas é definitivamente uma evolução comparado ao fracasso que foi o anterior dirigido por Ang Lee. Com uma direção pouco inspirada de Louis Leterrier, que não tem nenhuma outro grande destaque em seu currículo, e um roteiro desproporcional de Zak Penn, que também roteirizou Os Vingadores, o longa sofre diversos problemas, mas ainda tem um saldo final positivo.

Mais sério do que se espera agora ao conhecer a famosa fórmula Marvel, O Incrível Hulk começa recapitulando o incidente que transformou Bruce Banner (agora vivido por Edward Norton) em um monstro descontrolado. A sequência de abertura funciona quase como um reboot, refazendo os eventos já vistos no filme de 2003, mas agora com o elenco reescalado. Após um incidente que matou dois cientistas e feriu seriamente sua paixão, a doutora Betty Ross (Liv Tyler), Banner se refugia no Rio de Janeiro para fugir dos militares que querem o capturar.

Cansado do pesado fardo de se tornar um monstro sempre que perde o controle, Banner cria um laboratório improvisado em seu apartamento para estudar como sua transformação funciona e como evita-la. Ele tem um correspondente que se identifica como Sr. Azul (Tim Blake Nelson) disposto a ajuda-lo na sua busca. O especialista é fascinado pelo Hulk e quer ajudar o doutor, mesmo com objetivos secretos.

A busca de paz de Bruce Banner tentando impedir ao máximo se descontrolar é uma das partes mais bem executadas do longa. A adição do conceito de que não é a raiva em si que faz o Hulk sair, mas sim um alto número de batimentos cardíacos é bem-vinda. Até mesmo uma corrida pode fazer o Banner perder a razão e o relógio que ele usa no pulso para medir os batimentos funciona como um aviso do que está prestes a acontecer. O primeiro terço do filme ambientado no Rio é sólido e existe uma cena de perseguição eficiente nos telhados da favela.

De volta aos Estados Unidos, a metade do filme perde a qualidade do começo. O romance entre Banner e Betty toma parte do foco e não é convincente – principalmente por conta da péssima atuação de Liv Tyler. Em nenhum momento os dois parecem um casal de fato e Betty Ross funciona apenas como um elemento narrativo para acalmar o Hulk, uma posição que a Viúva Negra infelizmente pegou em Vingadores: A Era de Ultron.

Tim Roth vive o vilão da trama, o soldado Emil Blonsky. O militar é extremamente habilidoso e fica obcecado com Hulk quando o confronta. Roth faz um bom trabalho, mas seu vilão às vezes é brega e datado demais para ser levado a sério, mas isso é só até ele se tornar o Abominável e aterrorizar as ruas do Harlem. O General Thaddeus “Thunderbolt” Ross (William Hurt, que mais tarde reprisaria o papel em Capitão América: Guerra Civil) é o vilão secundário, possuindo um passado com Banner por ser pai de Betty e o responsável pela caçada ao cientista, que quer capturar a todo custo e dar continuidade ao seu programa de super soldado.

Os efeitos especiais do filme são inconstantes. Na melhor parte do tempo, ele funciona e envelheceu muito bem – a batalha no Harlem continua intensa e divertida mesmo após 10 anos. O Hulk está mais ameaçador do que nunca, superior as versões de Eric Bana e de Mark Ruffalo. Em determinada cena, quando o gigante esmeralda está parado na chuva, os efeitos são surpreendentemente bem realizados, pena que não é assim o tempo inteiro. Principalmente com o Abominável, o CGI fica muito notável e tira um pouco o espectador do filme.

O Incrível Hulk é um filme sólido que acaba sendo esquecido por não se enquadrar muito bem no MCU, mesmo fazendo parte dele. O humor do filme é pontual e bem dosado ao longo da narrativa, nunca comprometendo as partes mais sérias do filme, exceto em um momento do clímax. Norton provavelmente viveu a melhor versão do Banner nas telonas e, mesmo que não tenha o carisma do Mark Ruffalo, conseguiu viver bem o protagonista perturbado.

A cena pós-créditos, que, desta vez, não se passa depois nem no meio dos créditos, “apenas” traz Tony Stark (Robert Downey Jr.) abordando o Coronel Ross em um bar o questionando sobre o paradeiro de Banner. Quando o coronel pergunta o porquê, Stark diz que está montando um time. O resultado disso, todos nós conhecemos.

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Estudante de jornalismo, tem 20 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli e de musicais, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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